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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Vestidas a Rigor!

No dia da visita à Quinta do Vaqueirinho não pude deixar de reparar na indumentaria de algumas colegas de formação. Não por estarem bonitas, feias, in ou demodé, claro. Este blogue não fala sobre moda e nem me quero meter por esses caminhos, mas não deixa de ser um blogue sobre o que me apetecer. E hoje apetece-me falar nisto. 

E porque raio é que este assunto interessa? Porque me fez confusão que as pessoas não saibam o que vestir quando vão para o campo. Não me surpreendia caso vivessemos numa grande cidade, em que ir ao campo é uma excepção à regra. Mas não é isso que acontece. Vivemos perto do campo e o mais certo é termos um tio ou um primo afastado que faça vida de agricultor. Mais comum ainda é que os nossos avós vivessem do que a terra lhes dava. Portanto, o estilo de vida do campo não é algo que nos passe totalmente ao lado. Recordo-me de há uns anos ter havido uma viagem de estudo de crianças lisboetas a uma quinta na minha zona. E o que foi que essa visita teve de interessante para as gentes de cá? Parece que as crianças ficaram eufóricas/pasmadas/curiosas quando viram uma galinha. Porque nunca tinham visto tal coisa na vida. Pelo menos que estivesse viva, com penas e sem vir dentro de uma embalagem. Isto é normal, porque faz parte do ambiente onde vivem e da realidade que conhecem. 

Para além da visita à quinta, era suposto por-mos as mãos na terra e trabalhar um pouco na plantação de aromáticas, o que implicaria muita sujidade. Quando saí do trabalho, passei por casa para trocar de roupa para algo mais apropriado. Vesti umas calças de ganga (nem muito justas, nem muito largas), uns bons ténis e, como já não íamos apanhar muito sol, vesti uma t-shirt básica que desse para me movimentar à vontade. Eu já ia a pecar ao levar ténis, porque deve-se usar botas que protejam os pés de qualquer eventualidade. Ainda assim, tenho total confiança nos ténis escolhidos, pois era os que usava nas saídas de campo quando estudava geologia e nunca me deixaram ficar mal. Não passavam água, não entrava terra, não escorregavam... 

Quando o grupo estava reunido, olhei para mim, depois para as outras.... Vi de tudo! Desde chinelos, sabrinas e ténis maleáveis, a leggins e calças de licra e saias! Devo frisar aqui que todo o terreno onde estava a ser feita a plantação era composto por areias muito finas e pouco consolidadas, que ora levantavam muito poeira ora ficávamos com um pé enterrado. Felizmente não havia ervas daninhas nem mato alto que pudesse dificultar ainda mais a vida das pessoas! 

E no meio disto tudo ainda levei com olhares de desprezo de uma que ia toda pintada e a manicura acabada de fazer. Ela sim, ia vestida a rigor para ir apanhar batatas :) Eu sou tão mázinha, eu sei! 

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