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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dia de Caminhada # 5

Já vão perceber que o título do post, não se adequa muito mas foi o que se arranjou. Nos últimos tempos tenho-me virado um pouco para todo o lado e com esta azáfama, mal tenho conseguido escrever sobre a minha dieta ou mesmo sobre as caminhadas que tenho feito. Mas recordam-se de vos ter contado que arranjei uma parceira, certo? 

Bem, na verdade foram duas parceiras, porque a minha prima já costumava ir como uma amiga caminhar. Então lá temos ido as três, todos os dias da semana, ao final da tarde fazer a nossa voltinha. O percurso tem sido sempre o mesmo, o que se poderia tornar aborrecido, mas talvez por ter companhia, não me tem custado muito. Não vamos sempre à conversa, mas sempre nos vamos distraindo e abstraindo do percurso em si. Normalmente, completamos o percurso em menos de uma hora, o que para mim é perfeito. As ordens que tenho são para andar pelo menos meia hora todos os dias- Qualquer minuto extra já é um bónus!

Há cerca de duas semanas estive no Decathlon, em Castelo Branco, porque precisava com alguma urgência de comprar t-shirts e blusas de corrida, para me proteger do tempo frio que entretanto já chegou. Ainda não me apetece andar a destilar água com as blusas polares, portanto tinha que arranjar um meio termo. Entretanto aproveitei e trouxe também uma corda de saltar (que ainda não usei porque tenho que lhe cortar um bocado...) e comprei um par de halteres para fazer um pouco mais esforço ao caminhar. Escolhi um par de 0,5 kg, que isto tem ir ao sítio devagarinho! Já tive oportunidade de os testar na semana passada e não imaginam como sentia os músculos pesados no final da caminhada... Ao inicio fez-me um pouco de confusão ter aquilo nas pernas, mas aos poucos fui deixando de os sentir e no final, já depois de tomar um banho quente, é que percebi as dores musculares que tinha... 

Ontem, no entanto, não levei os halteres comigo porque queria experimentar a fazer o percurso em modo corrida. Claro que não consigo fazer o percurso todo a correr, até porque eu sempre tive a resistência de uma lesma e nunca gostei nada, nada, nada de correr, mas a verdade é que já há algum tempo queria fazer um upgrade às caminhadas. Então, umas quantas vezes ao longo do percurso, lá fomos nós a correr que nem umas malucas, com a Mini sempre à nossa frente. Posso dizer-vos que, para quem não corre nem quando me cai uma trovoada em cima, não fiquei muito atrás das minhas companheiras e consegui ir acompanhando a corrida delas. E com isto conseguimos terminar a volta em pouco mais de meia hora. 

Quando cheguei a casa, fiz um programa mais leve na Vibrofit, para relaxar os músculos e seguiu-se um banho quente. E hoje, perguntam vocês? Estou tão partida que até o pescoço me dói... grande sova... Oxalá logo à noite esteja a chover torrencialmente para ficar a vegetar em casa (brincadeirinha!! NOT)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dia de Caminhada # 4

Encontrei, finalmente, uma companheira de caminhadas! Eheh

O mais engraçado é que esta companheira estava tão pertinho e eu seu saber de nada. A Su já tinha prometido que a partir de Novembro me vem fazer companhia, mas até lá ainda falta muito tempo. E  confesso que ando outra vez um pouco preguiçosa para o desporto. Apesar do tempo extra que tenho em mãos, consigo sempre arranjar mais isto ou mais aquilo para fazer. Já para não referir o tempo esquizofrénico que se tem feito sentir e que também não ajuda nada...

Enfim... Hoje, em conversa com uma prima lá veio o assunto à baila, ao que ela me disse que vai todos os dias caminhar com a cadela. Cravei-me logo! Ao final da tarde lá fomos dar a volta, acompanhadas por mais uma amiga, e em menos de nada percorremos a variante (sim, aquela coisa horrível...) e a hora passou a voar. Aproveitei também a oportunidade para estrear os meus skechers novos (prenda de anos do meu namorado). Nunca tinha tido uns ténis desta marca, porque normalmente são caríssimos. Estes são de corrida e achei-os tão leves e confortáveis ao mesmo tempo que fiquei fã. 

E no meio disto tudo, fartei-me de rir quando soube porque a minha prima vai caminhar todos os dias. Não é por estar gorda, nem porque precise de se manter em forma ou algo do género. Não, ela vai porque se não der uma estafa à cadela, já ninguém dorme em casa de noite.  Diz que fica eléctrica... E não pensem que se trata de algum cão de grande porte! Quanto muito é uma cadela de mini porte, se é que isso existe... E posso dizer-vos que nenhuma de nós levava a genica da Mini!

Bem dizem que ter um companheiro de caminhadas faz toda a diferença: já estou ansiosa por segunda-feira para ir novamente :)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Dia de caminhada # 3

No domingo passado fui fazer mais uma das minhas caminhadas, mas desta vez apeteceu-me alterar o percurso. Percorrer sempre o mesmo cenário também aborrece e já ando há algum tempo com vontade de fazer o circuito de manutenção que existe na serra de Castelo de Vide. Já não o faço há muitos muitos anos, desde os tempos do meu liceu, e não sei bem como estará o caminho. Lembro-me que já nessa altura as estações de exercício, construídas em madeira, estavam um pouco degradadas, tanto pelas intempéries como por vandalismo. Mas não deixava de ser um percurso agradável por estar integrado na serra, em contacto com a natureza. 

No entanto, há alguns anos atrás, construíram uma variante para que os camiões pudessem entrar em Castelo de Vide sem terem que passar por dentro da vila. Quem conhece isto por aqui consegue perceber que a vida dos camionistas não era fácil... E desde então que o circuito de manutenção caiu em desuso e a variante passou a ser o percurso da moda. Cerca de uma hora de caminhada, para quem partia de dentro da vila, dirigindo-se à variante e fazia o percurso na sua totalidade até voltar ao centro da vila. Não digo que não seja um percurso válido para a prática desportiva, porque é de facto. Mas torna-se monótono, sempre com a estrada ali ao lado. Concluindo: agora tenho medo de me aventurar pela serra sozinha porque com o circuito ao abandono não sei bem o que posso lá encontrar. 

No domingo lá fui eu, decidida a fazer o circuito de manutenção mas não esperava com outro contratempo: os abusos da noite anterior. Não, não andei a beber como uma louca, mas dei um saltinho às festas de Alegrete e acabei por me deitar tardíssimo. Mas mesmo assim, estava decidida a ir caminhar! Acordei pouco depois das 9.30h da manhã (sem dúvida uma hora muito boa em pleno verão), tomei o pequeno almoço, equipei a mochila, calcei os ténis e lá fui eu, cheia de sono, mas sempre muito decidida a ir fazer o circuito de manutenção. Reparei que a minha mãe ainda me ficou a olhar como se fosse doida por ir caminhar àquela hora. Ela lá sabia.... 

Encaminhei-me para a variante, que dá acesso ao inicio do circuito e em coisa de dez minutos lá cheguei. Já suava por todos os poros, tal era o calor que fazia àquela hora... Dez minutos, foi quanto bastou para me demover da minha determinação. Não sou maluca o suficiente para me aventurar sozinha pela serra e com um cenário de 30º à sombra às 10h da matina. Resignei-me a dar a voltinha à variante, aquela coisinha sem sal... E lá fui eu com uma nuvem de frustração por cima da cabeça o tempo todo. 

E para terminar o percurso, que de difícil e cansativo teve pouco (ou mesmo nada), ainda tive que subir umas escadas que são do tipo mais irritante que pode haver. Degraus baixinhos e intercalados de três degraus com um bocado de chão a direito. Parecendo que não, aquela merd* cansou-me mais que a caminhada toda. Quem é que teve a ideia de fazer escadas assim? A sério, quem?! 

Cheguei a casa e a minha mãe ainda me perguntou "Já???". Tinha passado nem uma hora que saí de casa. Nem teria ido, se ela me tivesse avisado do calor que estava em vez de ficar a olhar para mim como se eu fosse um ET. 

Conclusão no meio de isto tudo (sim, tenho uma conclusão a tirar no meio deste relato): preciso de um/a companheiro/a de caminhadas. E isto porquê? Porque supostamente, quando nos comprometemos a fazer exercício com mais alguém, somos mais fiéis a essa rotina. No fundo não queremos desapontar ou faltar à pessoa com quem nos comprometemos. E isto não é só por uma questão de compromisso, mas também para me poder aventurar em alguns percursos que não me sinto à vontade para fazer sozinha. Se bem que a parte do compromisso é um grande incentivo para nos obrigarmos a sair e a mexer as banhas. E se tivermos com quem ir conversando, até o tempo passa mais depressa. 

Assim sendo, aqui fica o anúncio: Procura-se em Castelo de Vide. 

Su, que tal começarmos  fazer as assembleias em movimento? (já sei, vou sonhando... ahahahah)