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terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Magia do Acaso







O que acontece quando a magia de um encontro improvável muda radicalmente as vidas de um homem e uma mulher?

Sofia, secretária num escritório de um famoso advogado, casada com André, um bem-sucedido administrador de uma empresa do ramo imobiliário, e eterna sonhadora, sente-se insatisfeita com a confortável vida que leva. Num encontro improvável conhece Bernardo, um fascinante homem de negócios. Apesar do charme inebriante deste e da inesperada atracção que sente não se decide a pôr em causa o seu casamento. 

Mas um acontecimento inesperado encarregar-se-á de fazer tremer os pilares da vida monótona que hesita em deixar. Após inúmeros encontros e desencontros, peripécias e reviravoltas, Sofia consegue finalmente fazer uma ruptura total com a vida que levou até aqui, virar a página e entregar-se por completo a Bernardo. Os sonhos e a magia do acaso vencem sempre.

Tiago Rebelo é um escritor que nos faz procurar compreender quem somos através das suas histórias empolgantes e das suas personagens consistentes. Com uma longa carreira de produção literária recheada de êxitos, é um dos autores preferidos do público português, sendo os seus livros uma presença habitual nos lugares cimeiros das principais tabelas de vendas nacionais.  A sua obra está disponível em países como Angola, Brasil, Moçambique, Itália, Suíça, Argentina e Roménia.

domingo, 12 de maio de 2013

Danças e Contradanças

Andava eu a ler Os Pilares da Terra de Ken Follett. No entanto não se revelou uma leitura fácil, apesar de ter gostado de tudo o que li até agora. Assim sendo, vou fazer algo que para mim sempre foi impensável mas que estou disposta a experimentar: vou tentar intercalar com outros livros. Tenho é algum receio de acabar por não lhe pegar muito, mas vamos ver no que dá... Comecei então a ler o livro Danças e Contradanças de Joanne Harris, para desanuviar um pouco. Trata-se de uma compilação de contos da autoria da escritora, que são descritos como sendo malévolos e maliciosos. Mais uma vez trata-se de um livro que não me deixou fã, mas tem alguns contos que achei engraçados. Vamos falar um pouquinho de alguns deles.

  • Fé e Esperança vão às compras - É o primeiro conto do livro e conta a história de duas idosas, muito amigas que vivem num lar, contando apenas com as visitas esporádicas de alguns familiares. Os seus tempos livres são passados a ler livros em voz alta (livros impróprios, de preferência, que algumas das enfermeiras lhes trazem da biblioteca). Hope é cega e Faith tem uma cadeira de rodas. Um dia, cansadas da sua vida no lar, decidem fazer algo de inconveniente. Hope sonhava em ter um exemplar de Lolita, que não lhe traziam da biblioteca por ser demasiado impróprio; e Faith queria uns sapatos de salto alto vermelhos que vira numa das suas revistas de moda. Juntas, planeiam a fuga do lar para irem em busca dos seus sonhos. Hope empurrava a cadeira e Faith dava as direcções. 
  • A irmã feia - O conto é inspirado nas irmãs feias da gata borralheira, que segundo a autora, poderão ter sido incompreendidas e que haverá mais das suas histórias do que os contos nos querem contar. Sendo assim, Joanne Harris cria este conto em que a personagem principal é uma das irmãs da Cinderela, que vive na sombra da sua fama e da sua beleza.
  • Gastronomicon - De acordo com a nota inicial da autora, algumas pessoas têm dificuldade em relacionar a autora de Maligna e de Chocolate. Este conto é onde ambas de se encontram. Neste conto conhecemos uma mulher que, ao casar com um homem de origens árabes, recebe como presente de casamento um livro de receitas que tem passado entre gerações, a todas as mulheres da família. As primeiras receitas do livro eram as mais inofensivas, mas sempre que alguma receita era reproduzida, a casa ganhava vida, deixando qualquer um à beira de um ataque de gritos.
  • Falso ouro - Esta é a história de Mr Fisher, um professor de inglês há quarenta anos e que recorda, com tristeza, o tempo em que os livros eram preciosos, as imaginações planavam nas alturas, o mundo transbordava de histórias e as pessoas sonhavam a cores, apesar do mundo ser a preto e branco. Agora tudo é a preto e branco.
  • O curso de 1981 - Segundo a nota da autora, no inicio do conto, esta história foi escrita a pedido da Magic Million (campanha de angariação de fundos destinados a instituições de beneficência, que ocorre em Inglaterra), sendo uma história que se baseia no que acontece quando a magia se esgota. A turma de 1981 reúne-se vinte anos depois da conclusão do curso num almoço convívio durante o qual ficamos a saber aquilo que realmente interessa: quem engordou, quem perdeu a magia ou enveredou pelo Kaos, quem fez uma plástica e depois mentiu sobre isso...
  • Olá, adeus!  - É a história de uma repórter de uma daquelas revistas cor de rosa que vai a um funeral que mais parece uma festa. Ao longo do funeral vai apontado no seu bloco de notas as marcas dos vestidos e dos acessórios e da maquilhagem que as celebridades usam, e a comida requintada que é servida. No meio da multidão surgem, mais tarde, dois idosos que se destacam por não estarem vestidos a rigor e por não terem convite para o evento. Não vou contar mais porque este conto tem uma conclusão interessante e não quero fazer spoiler.
É um livro diferente da Joanne Harris e apesar de continuar a preferir alguns livros dela e a detestar outros, consegue-se sentir um pouco da escritora em todos os contos, um pouco do que já vimos noutros livros. O conto que mais gostei foi o Falso Ouro (quem ler vai perceber porque!) e o Curso de 1981 é muito divertido.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A Suspeita



A Suspeita, foi a minha primeira aposta nos policiais de Agatha Christie. Já há algum tempo que tinha vontade de ler alguma coisa desta escritora, e não me arrependi nada da minha escolha. Antes de começar a ler o livro vi algumas opiniões de outros leitores que o descreviam, muitas vezes, como um dos livros mais fraquinhos da Agatha Christie. Bem... Se este é um dos mais fraquinhos, terei todo o gosto em ler mais livros desta escritora. 
Na verdade, pensei em começar a ler a série do Poirot desde o inicio. A Suspeita é o #35 da serie de Hercule Poirot. Fiz uma lista com todos os livros da séria, por ordem de lançamento, e depois disso pesquisei quais os que se encontram traduzidos em português que consiga comprar. Achei muito triste que, de uma colecção com 39 livros, só se encontram 15 em português... 
Hercule Poirot é um detective privado que, um manhã, enquanto tomava o seu pequeno-almoço, é surpreendido com a visita de uma jovem que  julga ter cometido um assassinato. Poirot questiona-se:  "Julga?? Como não tem a certeza??". No entanto a jovem acaba por se arrepender e  não continua a consulta com o detective. Poirot fica intrigadíssimo. Quem é esta jovem? Como chegou até mim? Como é que julga ter cometido um assassinato? Quem poderá ter sido a vítima? Se é que houve alguma vítima...
Com a ajuda de Ariadne Oliver, sua amiga e escritora de policiais, Poirot consegue identificar a jovem que o visitou como sendo Norma Restarick, uma jovem a quem ele acaba por chamar de Ofélia devido às suas roupas, ao seu cabelo caído sobre os ombros e o seu aspecto sujo e o seu olhar distante e confuso. Norma Restarick, foi abandonada pelo pai quando tinha apenas 5 anos. Ficou ao cuidado da mãe, uma mulher rancorosa e que nunca perdoou o marido por a ter deixado por outra mulher.  Tinha uma saúde fraca e acaba por falecer quando Norma era ainda nova. A história decorre um ano depois de o pai de Norma regressar com a sua nova esposa, uma mulher bonita e muito mais jovem que ele.  Após este regresso, Norma começa a ter perdas de memória. Esquece-se de longos períodos de tempo em que não sabe o que fez, nem onde esteve e começa a duvidar da sua sanidade mental, acreditando que durante estes períodos poderá ter assassinado alguém. 
Gostei muito do livro. Ao inicio aborreceu-me porque não avançava, mas depois foi impossível largá-lo. O livro não é muito grande e lê-se muito bem. Achei o Poirot muito engraçado, principalmente porque ele próprio se acha muito inteligente e fica muito indignado por não ter percebido logo alguns detalhes deste caso. Também gostei da Mrs Oliver, muito simpática e divertida. Achei-a uma personagem engraçada por ser muito distraída e por começar a divagar no meio das conversas com muita facilidade. Quanto ao verdadeiro assassino da história, não vou fazer spoiler, mas sempre desconfiei "daquela" personagem!

Para quem já leu mais livros da Agatha Christie, que me sugerem a seguir?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Maligna

Agora que acabei de ler este livro, não paro de pensar: como é que estive mais de um ano sem lhe pegar?? Comprei este livro logo assim que foi publicado em português e quando comecei a lê-lo, detestei. Achei-o aborrecido e mal escrito. Faltavam umas quantas virgulas ao longo do texto. Algumas frases tornavam-se difíceis de compreender. Ainda consegui ler cerca de 70 paginas mas depois acabei de desistir. Fico sempre um pouco reticente com os livros da Joanne Harris uma vez que já apanhei algumas desilusões. Há alguns dias atrás resolvi dar-lhe uma segunda oportunidade e comecei a lê-lo novamente. Ao inicio senti as mesmas dificuldades. Achei aborrecido, o discurso não era fluido, as ideias não me pareciam bem trabalhadas, mais uma vez senti a falta de algumas virgulas para enumerar algumas ideias e fazer algumas pausas no discurso.... Não sei se isto terá sido falta de cuidado por parte da escritora ou se a tradução é que não foi muito famosa....
A partir de meio do livro, mais ou menos, tudo mudou. Quando reparei já tinha deixado de prestar atenção à escrita e já só me interessava saber mais acerca desta história. Não descansei enquanto não o acabei e ainda me valeu uma boa insónia (não parava de pensar que queria continuar a ler e acabei por ir trabalhar quase de directa...).
Maligna, é uma história (mais ou menos) de terror. Digo mais ou menos porque já vi histórias mais assustadoras. Mas valeu bem a pena. A história é contada em duas linhas de tempo diferentes: uma no presente, em que conhecemos Alice, Joe e a "maligna" na pele de Ginny; e outra no inicio dos anos 50, através do diário de Daniel Holmes, onde relata a sua história com Rosemary. 
Alice e Joe são ex-namorados, ambos artistas. Ela é pintora, ele é guitarrista de uma banda. Reencontram-se anos depois de terminarem a relação quando Joe entra em contacto com Alice para lhe pedir ajuda e dar alojamento à sua nova namorada Ginny. Já aqui achei que Joe tinha uma grande lata, mas o melhor ainda estaria para vir. Ginny é descrita como uma rapariga magra, muito pálida, tímida, com um olhar ausente e pouco faladora, mas muito sedutora. Com a chegada de Ginny começam a acontecer coisas muito estranhas. Logo na primeira noite da sua estadia um homem estranho vai esperá-la lá a casa e desaparecem. Ao segui-los, Alice presencia um assalto a um túmulo no cemitério. Nessa altura descobre o diário de Daniel Holmes e começa a ler os relatos da sua estranha história com Rosemary, em muito parecida com Ginny. A partir daqui, muitas coisas acontecem. 

"Algo dentro de mim recorda e não esquecerá."

É um livro empolgante, cativante, muito diferente do que estou habituada desta escritora. Não me prendeu do inicio ao fim, mas esteve perto!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Chocolate

A história de Chocolate, de Joanne Harris, é no mínimo deliciosa. E digo isto porque conseguimos mesmo imaginar os chocolates, o seu aroma, a textura, a cor e os recheios com que a Vianne os enfeita. É de fazer crescer água na boca. Confesso que vi primeiro o filme, mas isso não me impediu de querer ler o livro. E ainda bem que o fiz, não me arrependi e nem sequer me desmotivou já saber o fim (que afinal era bem diferente no livro). Para começar, o filme não refere assim tanto a magia nem retrata a Vianne como um género de "curandeira". Apenas nos dá a perceber que Vianne Rocher e a sua pequena estranha, Anouk, viajam ao sabor do vento, para onde são mais precisas. O livro, obviamente, é muito mais detalhado. Já refere um pouco as origens de Vianne e da sua magia feita essencialmente com o chocolate.

No entanto, apesar das diferenças entre o filme e o livro (mesmo na descrição física de Vianne, Roux, Anouk...),  as personagens que se formavam na minha cabeça eram as do filme. Calculo que não seja a única que continua a imaginar o Johnny Depp na pele de Roux.
Há cerca de um ou dois meses atrás, quando foi publicado O Aroma das Especiarias, resolvi voltar atrás e ler Sapatos de Rebuçado. Julgo que devo ter lido o #1 ainda no secundário, por volta dos meus 16 anos e ainda não tinha lido o #2 porque ao longo dos anos tentei ler outros livros da escritora e julgo que poucos me cativaram. Tive um certo receio de me desiludir com a continuação da historia. Mas acabei por ter uma surpresa muito agradável. Ambos os livros se devoram, exactamente como aconteceu com o primeiro.
Chego mesmo a pensar que existe uma Joanne Harris que escreveu a série Chocolate, e uma Joanne Harris que escreveu os seus outros romances. Não pretendo generalizar. Na verdade há outros títulos de que também gostei. Mas a narrativa é muito mais descritiva (chega a descrever um cenário em mais de uma página - parece que estou a ler a descrição do Ramalhete) e como tal a leitura não é tão fluída. Acabo por me aborrecer. E em Chocolate, parece que não é preciso explicar tanto, nem é preciso contar tudo ao mais pequeno detalhe, parece que a história se desenrola por si como se estivéssemos a ouvir a Vianne a narrar. Vale a pena perder um bocadinho para ler esta série.

No fim do #3 ficaram muitas dúvidas quanto ao final da história.
Será que depois da festa com que encerramos o livro, Vianne e as filhas ficam em Lansquenet? Será que voltam para Paris com Roux? Será que Roux volta a viajar com os ratos do rio? Ao longo do livro levantam-se algumas duvidas em torno destes pontos e quando se chega ao fim... permanece uma grande incógnita. Será... que haverá um #4?