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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Re-Post: Hugo Rosa é Muito Mais em Castelo de Vide




Espetáculo de Stand-Up Comedy de Hugo Rosa

Depois de levar mais de 300 pessoas ao Teatro Villaret na estreia do seu solo, Hugo Rosa continua na sua demanda para provar que é “MUITO MAIS” do que o “gajo dos cartazes”.
E assim, dia 30 de Julho, às 21h30, no Cine-Teatro Mouzinho de Silveira em Castelo de Vide, a magia vai voltar a acontecer… ou será que ele volta aos cartazes?

Depois do sucesso da participação no Got Talent Portugal, onde o seu vídeo se tornou viral ao ser visto por mais de um milhão e meio de pessoas em Portugal, (e outro milhão na Polónia), o Hugo Rosa vai agora dissertar de uma forma humorística sobre o acontecimento televisivo que marcou o inicio de 2015 e, pelo meio, proferir ainda barbaridades muito pessoais como “ofereci um gato à minha namorada, porque já não tenho muitas coisas para lhe oferecer que não sejam um anel de noivado”.
 
Um espetáculo que lhe valeu uma ovação de pé do Teatro Villaret e que segue agora para Castelo de Vide, com parte da receita do espetáculo a reverter a favor da Associação Burgo – “Muito Mais” inclui um “best of” do seu trabalho e traz uma série de textos novos que surpreenderam a plateia na sua estreia e que fizeram de Hugo Rosa um comediante aclamado pela crítica:

- Pai da namorada do Hugo “Tem muita piadinha, tem…”
- Diretor de uma determinada produtora “Devias ter ficado pelos cartazes, Hugo!”
- Fabricantes de velas “Esse aroma nem sequer existe, seu idiota!”



MUITO MAIS
Stand Up Comedy, escrito e interpretado por Hugo Rosa.
Cine-Teatro Mouzinho da Silveira, 30 de Julho de 2016, às 21h30.
Duração: 75 minutos
Bilhetes: 5 €

domingo, 24 de julho de 2016

Sinagoga de Castelo de Vide

A Sinagoga de Castelo de Vide é um ponto de interesse turístico muito importante para esta vila Alentejana. Próxima das muralhas do castelo e da famosa Fonte da Vila, cuja água esconde as suas propriedades medicinais, foi remodelada há alguns anos e transformada num museu que conta um pouco da nossa herança judaica. Na semana passada dei lá um pulinho e trouxe algumas fotos comigo :)



















sábado, 23 de abril de 2016

Exposição "Wally na Fronteira", de Rita Guimarães

As ruas de Castelo de Vide são hoje o palco escolhido para a exibição da exposição "Wally na Fronteira", de Rita Guimarães. 

Segundo a autora, Rita Guimarães, "trocando as molas pelas grades de tela e as ruas pela galeria", a exposição Wally na fronteira é uma iniciativa de arte pública "que pretende combater a uniformização dos refugiados pelas narrativas mediáticas e sociais, procurando uma abertura do diálogo. Para tal, os seus retratos foram pintados em lençóis e expostos pelas ruas, confrontando o espetador com a sua humanidade e individualidade num contexto quotidiano".








segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Exposição de Presépios - Robcork

Organizar uma exposição de presépios em Castelo de Vide, já é uma tradição. E fazer um post sobre isso no Delícias, também!

Este ano, a exposição é da responsabilidade da Robcork, sediada em Portalegre e, por isso mesmo, todos os presépios são feitos em cortiça. A entrada é livre mas os presépios podem ser adquiridos na exposição. Pelo que apurei, os preços variam entre os 30 e os 70 euros, conforme o tamanho da peça. 

Já agora, peço desculpa pela qualidade das fotografias mas a luz da igreja onde a exposição é exibida (Igreja de São João, Castelo de Vide) não facilita muito a tarefa. Ora ficam muito escuras, ora ficam muito brilhantes... Enfim, foi o que se conseguiu arranjar. Melhor mesmo, é virem visitar!


















domingo, 1 de novembro de 2015

O Dia dos Santos - repost


Este post não é novo, mas como é um tema actual lembrei-me de o publicar novamente. O texto foi originalmente escrito para o blogue de um amigo e copiado na íntegra para o Delícias, com alguns ajustes no Português.  A formatação ficou uma caca mas não consegui mesmo resolver o probelma... Não se assustem por eu dizer que o Dia dos Santos calhou a um sábado - não é sinal de demência, o texto é que foi escrito no ano passado. Espero que gostem!)


Com certeza já todos por aqui deverão ter ouvido falar da minha terra natal pois, apesar de ser apenas uma vila alentejana, gradualmente tem-se tornado conhecida um pouco por todo o mundo. Por vezes até aparecemos na televisão, seja pela altura da Páscoa ou em alguma reportagem que fale sobre a passagem dos judeus por Portugal, entre tantas outras ocasiões. Falo-vos de Castelo de Vide, uma pequena vila situada algures entre Portalegre e Marvão, onde podem encontrar imensos vestígios da história Portuguesa e com um vasto património cultural, entre tantas outras qualidades.
Acho que se pegarmos num calendário e apontarmos todas as romarias, festas e outras tradições de Castelo de Vide, dificilmente encontraríamos uma semana em que não se passe nada por cá. Já vos falei da Páscoa, que é talvez a festa que atrai mais turistas, mas há muitas mais que poderia referir. A Feira Medieval em Setembro, o festival de música alternativa Andanças em Agosto, o madeiro que arde todos os anos na noite de Natal para aquecer os mais carenciados, entre tantas outras datas importantes e tão nossas.
Este fim-de-semana, como bem sabem, comemorou-se o Dia dos Santos. Sim, eu sei que se comemora em todo o lado, mas em Castelo de Vide existe uma tradição que está cada vez mais a cair no esquecimento. Também há que lembrar que o dia 1 de Novembro já não é um feriado nacional e, como tal, é cada vez mais difícil fazer cumprir a tradição. Em parte porque as crianças não são dispensadas das aulas mas também porque os pais não podem deixar de ir trabalhar para acompanhar os filhos. E isto deixa-me triste pois recordo-me de passar o ano todo à espera que chegasse o Dia dos Santos, que me sabia ainda melhor que o Carnaval.
 Desta vez, o dia 1 de Novembro calhou em sábado o que permitiu que mais uma vez a tradição fosse cumprida. Pela manhã, bem cedo, as crianças reúnem-se em pequenos grupos e vão pelas ruas, batendo de porta em porta, a pedir os santos. Segundo os mais sábios, neste dia a festa celebra-se em honra de todos os santos e mártires. Cada criança leva uma bolsa, que por cá são as tradicionais bolsas de retalhos onde se guarda o pão, e recebem muitas vezes guloseimas, mas também nozes, romãs, castanhas, maçãs, e até alguns trocos.
As bolsas do pão - imagem retirada daqui

No meu tempo (sim porque já faço parte daquela faixa etária em que se pode usar expressões como esta), juntava-me sempre com uma prima. Temos a mesma idade e fomos sempre da mesma turma. Andávamos sempre juntas, fosse no Dia dos Santos, fosse no Carnaval ou fosse outro dia qualquer e nos apetecesse companhia para brincar. E lá íamos nós, ela com a bolsa do pão e eu com a minha bolsa, que não era feita de retalhos, mas sempre tive muito carinho por ela porque foi uma prenda da minha avó paterna. Era toda feita em renda azul clarinha, com um forro a combinar, e é uma das poucas recordações que tenho dela. Todos os anos as bolsas vinham cheias de rebuçados, pastilhas, chupa-chupas, e frutos da época. A minha prima detestava que lhe dessem fruta, principalmente nozes. E se as moedas fossem de 1 escudo, quase fazia caretas às pessoas (felizmente continha-se!). Qual é a criança que gosta de receber moedas de 1 escudo?? Ok, nenhuma. Mas não me fazia confusão. Normalmente eram as pessoas mais idosas que davam moedas pequenas. Se em todas as casas por onde passávamos nos dessem uma moeda de 1 escudo, ao fim da manhã estávamos ricas. Ok, não literalmente. Mas para uma miúda de 5 ou 6 anos, juntar cerca de 100 escudos já era uma pequena fortuna.
 Ao final da manhã voltávamos a casa para o almoço em família. Quando ainda era uma criança de colo, era o meu pai que me levava a pedir os santinhos à casa das tias e das vizinhas, enquanto a minha mãe ia para casa da avó ajudar com o almoço. E o que se come no Dia dos Santos, perguntam vocês? Só coisas boas! Não me perguntem porquê, mas por aqui é tradição comer um prato de papas de milho ao almoço, neste dia. As papas são acompanhadas de açúcar louro, mel ou apenas leite. Como nunca gostei de papas, não percebo quem é que se lembra de comer isto ao almoço (só um parêntesis para dizer que a minha mãe adora….). Passando à frente: migas! Ah que maravilha, não é? Umas belas migas de pão ou de batata, que por cá come-se das duas maneiras, já marchavam! Depois para sobremesa come-se o arroz doce, não por ser tradicional deste dia, mas porque qualquer ocasião especial por cá pede uma travessa de arroz doce à mesa.
Para além disto, também se costuma comer bolo finto, que não é bem uma sobremesa. Funciona mais como um snack ou uma gulodice para qualquer altura do dia. Não há ano que passe sem que chegue a esta altura e me recorde dos tempos da escola primária, em que a mãe de uma amiga (cujo pai era padeiro) entrava pela sala de aula com um saco cheio de bolos fintos mais pequenos, ainda quentinhos. Para além dos bolos serem deliciosos, só o gesto de carinho já nos deixava felizes. Era como o ponto alto do nosso outono: o dia em que nos ofereceriam bolos fintos. Eu sei, como éramos ingénuos…
E porque estou para aqui a contar-vos uma tradição de há minhentos anos e, ainda por cima, a falar-vos em comida? (Já vos falei das migas, certo?)
Porque a tradição está a morrer. E a cada ano que passa há menos crianças na rua a pedir os santinhos e há também menos pessoas a abrir a porta às poucas crianças que ainda o fazem. Ainda ontem encontrei um texto do Nuno Markl em que ele contava como foi a sua noite de Halloween, acompanhando o filho e mais algumas crianças no “trick-or-treating”.
Não tardou para que, de adulto fixe e irresistível, gerindo com bonomia um grupo de divertidas crianças, eu passasse a sentir-me o cabeça experiente de uma organização terrorista, usando os meus pequenos esbirros para espalhar o susto e a angústia entre a terceira idade. 

Uma senhora em roupão lamenta: "Mas eu estava deitada...". 

Outra senhora revela-se tão idosa que não consegue abrir a sua própria porta da rua. Ou então foi incrivelmente inteligente.

Outra senhora, outro roupão: "Eu não estava preparada para isto...". 

"Então vamos ter de fazer travessuras!", respondem os gaiatos, implacáveis. E eu penso: "Mais? Não chega obrigar senhoras de idade a levantarem-se?".


 No meio disto tudo, não percebo porque tentamos todos os anos adoptar uma tradição que não é nossa e que para nós não tem qualquer significado, excepto ser um bom pretexto para tirar os fatos de Carnaval do baú, e em paralelo atirarmos para trás das costas aquilo que é, de facto, nosso. Será que os meus filhos, que um dia terei, irão pedir os santinhos ou pregar partidas pela noite fora?
(Publicado originalmente no blog Leituras do Fiacha, o Corvo Negro, 3-11-2014)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Exposição de Presépios

Hoje estava a planear fazer um post sobre as últimas aquisições, até porque ontem passei a tarde com a Su e recebi a minha prendinha de Natal. Estou desejosa de vos mostrar, porque é muito linda! Só que, entretanto, fui visitar a Exposição de Presépios que está em exibição em Castelo de Vide e achei que seria mais interessante do que um post com pilhas de livros. Para além disto, vim de lá um bocado chocada com as atitudes de algumas pessoas e apetece-me fazer um post "agridoce".

A exposição em questão pertence à colecção privada da nossa Primeira Dama, que esteve em Castelo de Vide, juntamente com o Presidente da República, para fazer a respectiva inauguração. Podem ver a notícia aqui! São mais de duzentos presépios que estarão por cá até Janeiro, na Igreja de São João, bem no centro da vila. A entrada tem um valor simbólico de apenas 1 euro, e as receitas são a favor de uma instituição de caridade. Eu já não sei precisar qual, mas a funcionária de serviço informa a todos os visitantes antes de fazerem o pagamento - que vai directamente para uma caixinha fechada. 

E é aqui que as coisas se complicam. É Natal, época em que se fala no amor e na caridade e blá blá blá... Todas as pessoas dizem que fazem e que acontecem e que são muito generosas e que gostam muito de ajudar quem mais precisa e tuti tuti tuti... E depois chegam à exposição dos presépios e reclamam por terem que pagar 1 euro! Acho que nunca vi outras exposições feitas na minha terra com cobrança à entrada, mas nesta altura do ano é perfeitamente normal que se peça esta pequena ajuda para alguma instituição. Digo eu, sei lá! É só por cá que se faz este tipo de coisas?? No pouco tempo que lá estive houve quem perguntasse à funcionária se passava factura - de 1 euro, que até era para a caridade. Estará tudo louco ou as pessoas perderam a noção?

As crianças não pagam nada, obviamente, e ainda podemos tirar fotografias à vontade para por no Facebook ou onde se quiser. E já que fui lá contribuir com o tal euro malfadado, aproveitei e tirei algumas fotos para partilhar aqui no Delícias. A qualidade não é a melhor pois muitos dos presépios encontram-se dentro de vitrinas e a própria luz ambiente da igreja não é muito forte. Foi muito difícil evitar que as fotos ficassem com sobras, brilho ou mesmo desfocadas. Mas já vos abre o apetite :)