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terça-feira, 19 de março de 2019

Fica comigo este dia e esta noite, Belén Gopegui [Opinião]

Fica comigo este dia e esta noite, de Belén Gopegui, foi publicado pela Bertrand Editora no final de 2018. A autora, que até então me era completamente desconhecida, é licenciada em Direito pela Universidade Autónoma de Madrid, mas tem-se destacado na literatura. O seu livro mais célebre, La escala de los mapas, publicado em 1993 foi distinguido com vários prémios e o seu terceiro livro, La conquista del aire, foi adaptado ao cinema por Gerardo Herrero. 

O meu exemplar foi amavelmente cedido pela editora, a quem desde já agradeço. 

Ao longo da leitura acompanhamos a Olga e o Mateo, dois amigos improváveis, de estratos sociais e gerações diferentes, que se juntam para apresentar uma candidatura de emprego à Google. Dito desta forma, parece que pouco haveria para abordar. Mas estas são apenas as linhas gerais da narrativa e não nos devemos fixar muito nelas. 

Confesso que esta leitura foi um pouco atribulada, essencialmente porque não se trata do típico livro que nos conta apenas uma história. Não tem aquela "fórmula básica" em que nos são apresentados os personagens, o contexto, o contratempo que irão enfrentar e o eventual desfecho. Penso que Fica comigo este dia e esta noite é um livro aberto a interpretação e com um objectivo disfarçado. 

Enquanto lia o livro, encontrei alguns comentários negativos que se focavam na escrita pouco cativante e no facto de a sinopse ser enganosa. Tenho que concordar que o estilo da autora não me agradou particularmente, mas quanto à sinopse, acho que assenta perfeitamente. 

Para além de nos contar a história da estranha amizade entre a Olga e o Mateo, o livro tem um certo semblante filosófico. Vivemos na era da informática, em que tudo está à distância de um clique num ecrã (por vezes nem isso). O comportamento de uma pessoa cabe dentro de estatísticas e previsões feitas com base no uso doméstico dos nossos aparelhos electrónicos, dos dados guardados pelos navegadores, pelo histórico de compras que fazemos (online ou registadas pelos extratos bancários). A publicidade que nos é casualmente apresentada em banners e pop-ups é deliberadamente seleccionada com base nestes dados. Ninguém é anónimo e quase tudo pode ser calculado e previsto por inteligência artificial. E estamos de tal forma habituados a esta realidade que a pouco e pouco, geração após geração, perdemos a capacidade de ver o lado negativo de tudo isto. 

O Mateo e a Olga tentam resistir a esta tendência e é nas suas conversas de café e pequenas discussões amigáveis que somos recordados de diversos aspectos que não podem, de facto, ser previstos por robots. E foi isto que acabou por tornar o livro muito interessante, pois muitos destes aspectos referidos nas conversas casuais entre as personagens, são banais no nosso dia a dia mas podem revelar-se muito importantes. Basta dar-lhes o devido contexto. 

Fica comigo este dia e esta noite é um livro para quem gosta de reflectir. 


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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Divulgação - Os leitores perguntam, Padre António Vieira responde [Temas e Debates]






«Os leitores perguntam, Padre António Vieira responde»: e se pudesse receber conselhos sábios do imperador da língua portuguesa sobre mais de 200 temas variados? 


Os leitores perguntam, Padre António Vieira responde, com organização de Aida Sampaio Lemos, Joana Balsa de Pinho, José Eduardo Franco e Porfírio Pinto, chega às livrarias na sexta-feira, dia 11de janeiro. 

Os Leitores perguntam, Padre António Vieira responde reúne perguntas que gostaríamos de ter oportunidade de fazer a Padre António Vieira e as respostas sábias que ele saberia dar-nos, extraídas da sua Obra Completa. Os temas são mais de 200 e tão variados como a Amizade, a Razão de Estado ou o Pecado. 

“Como se poderá conquistar o amor do outro? É a ação que dá conteúdo à existência? O que faz realmente uma pessoa nobre? Deixar de praticar a justiça devido a uma devoção é um grave erro? Muitos portugueses que se notabilizaram em vários campos costumam queixar-se da ingratidão e da falta de reconhecimento da sua pátria em relação aos serviços que lhe prestaram. O que acha desta situação?” são algumas das perguntas presentes nesta obra. 

«Este livro dá a conhecer, aos leitores do presente, com formações e experiências de leitura e de vida distintas, de diferentes proveniências e inscrições ideológicas e religiosas, o essencial do pensamento universalista de Vieira, que tem muito a dizer-nos, a nós, contemporâneos do século XXI, para melhor respondermos aos desafios da atualidade.»


Sinopse

Vieira foi um domador de palavras, um ginasta, um trapezista da argumentação. As palavras são barro que Vieira molda como um mestre oleiro, criando formas espantosas e deleitosas. Se há uma palavra que o caracteriza, tendo potenciado o seu génio, é, precisamente, a “ousadia”. Ele ousa, com a palavra e com a vida, afrontar os problemas dos homens e das mulheres do seu tempo, mas também os do seu país e os da humanidade no seu todo. Com este livro dá-se a conhecer de modo seleto e acessível aos leitores de hoje o essencial do pensamento universalista de Vieira, que tem muito a dizer-nos, a nós contemporâneos do século XXI, para melhor respondermos aos desafios da atualidade. 


Sobre o Padre António Vieira

Nascido em Lisboa em 1608, foi para o Brasil aos 6 anos onde estudou no Colégio dos Jesuítas, na Baía, ingressando aos 15 anos na Companhia de Jesus. Ordenado sacerdote em 1635, tornou-se professor de Teologia. Estreou-se como pregador em Salvador da Baía, impressionando pela sua eloquência. De 1641 a 1652 esteve na Europa, onde o rei D. João IV o nomeou seu confessor e pregador da corte, além de embaixador encarregado de difíceis missões no estrangeiro. 

Em 1652, obteve licença do rei para regressar ao Brasil, levando consigo um decreto real para libertação dos índios, que suscitou uma reação violenta dos colonos. Esse evento esteve na origem do seu regresso a Portugal em 1654. O convívio com cristãos-novos e as propostas de reforma da Inquisição puseram-no sob a mira do Tribunal do Santo Ofício, que acabaria por condená-lo, sendo detido em Coimbra (1665-1667). Em Roma viveria de 1669 a 1675, pregando algumas das suas melhores peças oratórias. Em 1681, regressa ao Brasil, onde prepara as suas obras para publicação, vindo a falecer na Baía em 1697.  

A sua Obra Completa foi publicada pelo Círculo de Leitores (2013-2014). De Vieira, a Temas e Debates publicou as seguintes obras: História do Futuro, Escritos sobre os Judeus e a Inquisição, A Chave dos Profetas, Escritos sobre os Índios, Sermões do Advento, do Natal e da Epifania e Sermão da Sexagésima e Sermões da Quaresma. Publicou ainda Cada Um É da Cor do Seu Coração - Negros, Ameríndios e a Questão da Escravatura em Vieira. 


Sobre Aida Sampaio Lemos

Mestre em Ensino da Língua e da Literatura Portuguesas (1997, Universidade do Minho) e doutora em Filologia Galega e Portuguesa (2010, Universidade de Santiago de Compostela). Professora e investigadora. Supervisora linguística e coordenadora da edição de fontes de Obra Completa Padre António Vieira (Círculo de Leitores, 20132014) e dos projetos Dicionário Padre António Vieira e Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa (Círculo de Leitores, 2017-2019).


Sobre Joana Balsa de Pinho

Doutora em História da Arte pela Universidade de Lisboa (2013) e mestre em Museus e Museologia (Universidade de Alcalá de Henares, 2011). Desde 2012 integra, como investigadora e coordenadora (investigação e transcrição de fontes), projetos desenvolvidos pelo CLEPUL - Universidade de Lisboa, nomeadamente, Obra Completa Padre António Vieira (Círculo de Leitores, 2013-2014) e Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa (Círculo de Leitores, 20172019). 


Sobre José Eduardo Franco

Professor catedrático convidado da Universidade Aberta e titular da cátedra FCT/Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização (Universidade Aberta). Membro da Academia Portuguesa da História. Doutor em História e Civilizações pela EHESS (França) e em Cultura pela Universidade de Aveiro. Dirigiu com Pedro Calafate o grande projeto luso-brasileiro designado “Vieira Global” que publicou a Obra Completa Padre António Vieira em 30 volumes (Círculo de Leitores, 2013-2014). Foi-lhe atribuída, em 2015, a Medalha de Mérito Cultural do Estado Português. 


Sobre Porfírio Pinto

Licenciado e mestre em Teologia, pela Universidade Católica Portuguesa, e doutor em Estudos de Literatura e Cultura, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com uma tese sobre o pensamento teológico do Padre António Vieira. É investigador do CLEPUL-Universidade de Lisboa e integrou a equipa que preparou a edição da Obra Completa Padre António Vieira (Círculo de Leitores, 2013-2014).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Divulgação - Imortalidade, Rachel Heng [Bertrand Editora]

A morte deixou de ser um tabu. Mas… é altamente ilegal Imortalidade, de Rachel Heng, é um romance que abala os cânones da humanidade


No seu romance de estreia, Rachel Heng aborda um tema que está na ordem do dia: a manipulação genética. Em Imortalidade, a esperança média de vida ronda os 300 anos, contrastando com aquilo que ainda é os nossos dias. Rachel Heng traça um retrato daquilo que pode vir a ser o nosso futuro mais próximo, em que uma alimentação rigorosa e a uma atividade física pensada em detalhe aliadas aos extraordinários avanços genéticos constituem o cocktail perfeito. 

Se notícias mais recentes já dão conta de alterações genéticas em  embriões para os dotar de resistência a vírus, Rachel Heng vai ainda mais longe. Mas irá assim tão mais longe do que a realidade já auspicia ou de facto a perfeição genética está a apenas um passo? Este romance, que faz abalar os cânones da humanidade, apresenta uma ficção distópica que levanta algumas questões provocadoras sobre a raça humana, a vida e a morte. 

Sinopse

Um romance que se desenrola no futuro próximo, em Nova Iorque, onde a esperança de vida ronda os 300 anos e a imortalidade é o único valor que verdadeiramente importa. É neste contexto que Lea tem de decidir entre o seu pai ou viver eternamente. Lea Kirino tem um conjunto de dados genéticos que lhe confere um potencial de eternidade se fizer tudo bem feito. E Lea é muito bem-sucedida. É uma corretora de sucesso na Bolsa de Nova Iorque onde, em vez de ações, se transacionam órgãos humanos, tem um apartamento sublime e um noivo que rivaliza com ela em perfeição genética.
 
Com a ajuda adequada da HealthTech, uma rigorosa dieta de sumos e exercícios de baixa intensidade, tem a vida eterna ao seu alcance. Mas a vida perfeita de Lea sofre uma reviravolta quando, num passeio cheio de transeuntes, se cruza com o pai, supostamente distante. O seu regresso desencadeia uma profunda mudança no comportamento de Lea, que se vê atraída para o mundo misterioso do Clube do Suicídio, uma rede de pessoas poderosas e revoltadas que rejeitam a busca da imortalidade pela sociedade e que preferem viver, e morrer, nos seus próprios termos. Neste mundo futuro, a morte não é só um tabu, mas também altamente ilegal, e Lea tem de escolher entre uma existência imortal asséptica e um tempo curto e agridoce com um homem que é a sua única família no mundo…

Sobre a autora

Rachel Heng nasceu e cresceu em Singapura e este é o seu romance de estreia. Depois de se licenciar em Literatura Comparada e Sociedade pela Universidade de Columbia, trabalhou vários anos numa empresa financeira em Londres. Atualmente reside em Austin, onde frequenta uma pós-graduação em Ficção e Guionismo no Michener Center for Writers da Universidade do Texas. Os seus contos foram sempre  muito aclamados pelas mais diversas publicações literárias, nomeadamente por The Offing, Prairie Schooner, The Adroit Journal e The Minnesota Review. Assim, não surpreende que também a sua ficção tenha sido bem recebida, recomendada e premiada com uma Menção Especial do Pushcart Prize e com o Prairie Schooner's Jane Geske Award.

Divulgação - A Cura Pós-Parto [Pergaminho]

«A Cura Pós-Parto» ajudará mães e pais a ultrapassar a exaustão e a viver os primeiros tempos do bebé com a energia e alegria que merecem 

O Dr. Oscar Serrallach apresenta um plano com informação especializada sobre os cuidados que o casal deve ter de forma a recuperar e manter a sua saúde e autoestima


Especialista em curas naturais e alternativas aplicadas especificamente à recuperação do parto, o Dr. Oscar Serrallach explica como lidar com a nova rotina que o bebé traz à família, apresentando um plano de micro e macronutrição, de reconstrução hormonal, de sono, de exercício físico e de gestão de tempo, para que a saúde e a autoestima sejam recuperadas e mantidas.
 
Com este livro revelação, o autor oferece ao leitor conselhos e informação especializada – por vezes esquecida noutros livros – sobre os cuidados específicos que os pais, e em especial as mães, devem ter para consigo, ajudando cada casal a ultrapassar a exaustão e a viver os primeiros dias, meses e anos do bebé com a energia e alegria que merecem.

Sinopse

Todos sabemos que a gravidez e o parto são experiências maravilhosas e inesquecíveis, mas também intensamente desgastantes a nível físico, emocional e psicológico. Contudo, uma coisa é saber isto, teoricamente, e outra coisa é saber o que fazer em relação a isso… As mães recentes (e muitas vezes até as mães de crianças já crescidas) têm uma tremenda dificuldade em encontrar tempo e energia para cuidar de si; os cuidados com o bebé têm, naturalmente, prioridade. Mas quanto menos cuidar de si, menos tempo e energia vai ter para o fazer – e menos capacidade vai ter para cuidar bem do seu bebé. A verdade é que o desgaste causado pelo parto e pela gravidez tem características muito específicas – e a cura tem de ser igualmente cuidada.

O Dr. Oscar Serrallach é médico e especialista em curas naturais e alternativas aplicadas especificamente à recuperação do parto. Partindo do conceito de «desgaste pós-parto», termo que usa para designar o tipo de exaustão e desgaste de recursos típico do pós-parto, apresenta um plano de micro a macronutrição, de reconstrução hormonal, de sono, de exercício físico, de gestão de tempo e de trabalho de autoestima que lhe permitirá viver os primeiros dias, meses e anos do seu bebé com toda a energia e alegria que merece! 

Sobre o autor

O Dr. Oscar Serrallach é formado em Medicina Geral e Familiar pela Auckland School of Medicine e especializado em Medicina Nutricional e Ambiental. Dirige um centro de Medicina Integrativa no norte da Austrália e divulga a questão da saúde maternal em alguns dos maiores media de destaque internacionais.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Divulgação - A Alma dos Lugares [Contraponto]

Como os ambientes e a arquitetura influenciam aquilo que somos 


A natureza e o design são muito mais do que meras dimensões espaciais, são extensões dos nossos sentimentos e atitudes. Da próxima vez que entrar num centro comercial vai olhar para o que o rodeia de outra forma.


Todos nós, em algum momento, já experimentámos as mais variadas sensações e sentimentos quando inseridos num determinado ambiente ou espaço. Colin Ellard, professor universitário, especializado em neurociência cognitiva e autor de referência no estudo da psicogeografia, uma disciplina que cruza psicologia, arquitetura e geografia, mostra através do livro A Alma dos Lugares que não é uma mera sensação, que de facto a paisagem e o ambiente alteram o comportamento e influenciam as tomadas de decisão. 

Estudos científicos revelam que a exposição a determinados ambientes exerce influência sobre o que sentimos, sobre nós mesmos ou sobre a forma como tratamos os outros, tendo até mesmo a capacidade de mudar a perceção que temos sobre a passagem do tempo. Não é por acaso que quando confrontados com cenários grandiosos ou fenómenos naturais de grande impacto sejamos levados a
fazer uma reavaliação do relacionamento com o universo e a vida, ou quando se visita um centro comercial se entre num estado quase hipnótico e de menor comedimento, com vontade de gastar dinheiro, ou quando se passeia por um mercado de rua urbano a fervilhar de artigos coloridos e deliciosos aromas de comida isso desperte uma sensação de boa disposição.

 «A subtileza e a mestria com que cada experiência humana pode ser influenciada por cenários construídos nunca foram maiores do que agora. Não só os projetistas e arquitetos têm à sua disposição a variedade mais ampla de materiais e métodos que jamais houve, como também há uma ingerência cada vez maior dos princípios de orientação das ciências humanas – sociologia, psicologia, ciência cognitiva e neurociência – no mundo aplicado do design», explica o autor no livro.  

Sinopse

 O meio envolvente tem uma influência decisiva no ser humano. Afeta os nossos pensamentos, as nossas emoções e a nossa resposta física, quer nos sintamos deslumbrados pelo Grand Canyon ou pela Basílica de São Pedro, em pânico numa sala lotada, ou tentados nos casinos e nos centros comerciais. 

Em A Alma dos Lugares, o psicólogo e investigador na área da neurociência Colin Ellard explica como as nossas casas, os nossos locais de trabalho, as cidades que habitamos e, claro, a natureza nos vêm influenciando ao longo da história, e dá conta de como o cérebro e o corpo respondem de forma diferente aos espaços reais e virtuais. Neste livro fascinante, publicado em vários países, este especialista na dinâmica entre a psicologia, a arquitetura e a geografia – a que chama psicogeografia– analisa também a influência que as tecnologias têm no meio envolvente, questionando o leitor sobre o tipo de mundo que estamos a criar. A Alma dos Lugares é um livro imprescindível para entendermos o nosso tempo e aquilo que somos.

Sobre o autor

Colin Ellard é professor de psicologia, especializado em neurociência cognitiva, na Universidade de Waterloo, no Canadá. Depois de se ter dedicado ao estudo da função espacial da neurociência em animais, passou a investigar a interação entre os humanos e o seu meio envolvente. Analisa os efeitos emocionais da arquitetura, no contexto da qual se dedica a compreender a influência que os meios físicos e imersivos, como a realidade virtual, têm sobre as pessoas. É o autor de referência no estudo da psicogeografia, cujo objetivo é a compreensão do efeito psicológico do design urbano e do stresse próprio das grandes cidades no ser humano.

Divulgação - 6 Minutos para Mudar a Sua Vida [Pergaminho]

«6 Minutos para Mudar a Sua Vida» é a proposta de Dominik Spenst para que cada pessoa consiga dedicar a si mesma o tempo ideal para se conhecer verdadeiramente 

A descoberta e a compreensão interior é um tema complexo, mas cada vez mais explorado por especialistas da área. «6 Minutos para Mudar a Sua Vida» é a proposta de Dominik Spenst, fundador do projeto UrBestSelf, para que cada pessoa consiga dedicar,
diariamente, a si mesma, o tempo ideal para se conhecer verdadeiramente. 

Neste bestseller internacional, que chega às livrarias portuguesas a 11 de janeiro, um dos princípios fundamentais é o do crescimento pessoal através da reflexão diária. Detalhado e explicando os benefícios desta rotina com base em estudos científicos, este guia é um instrumento único, compacto e eficaz, que permite utilizar os fundamentos teóricos de uma forma prática, para resultados a longo prazo. 

Desafiando o leitor a dedicar 3 minutos em cada manhã, e outros 3 ao final do dia, o livro apresenta métodos e espaços apropriados para registar os desafios do dia-a-dia. Simples de seguir, coloca perguntas semanais ao leitor, assim como desafios mensais que o façam refletir e, por conseguinte, sair da sua zona de conforto para uma introspeção simples mas eficiente. 

«Tudo aquilo que pode ser, já está dentro de si», afirma Spenst na introdução do livro, lançando o mote para que, diariamente, cada pessoa construa a sua felicidade e descubra o seu verdadeiro propósito. 

Sinopse

6 minutos por dia: não precisa de mais, mas não se contente com menos. Basta dedicar 6 minutos do seu dia à reflexão, à gratidão e ao mindfulness para ver a felicidade desabrochar na sua vida. Este livro é um workbook prático e inspirador que lhe permitirá cultivar o hábito da felicidade. 
Tire 3 minutos, duas vezes por dia, para pensar e escrever – de manhã:

 • o que o faz sentir gratidão;
 • o que tornaria o seu dia maravilhoso;
 • uma afirmação positiva;
 • e de noite:
 • o que fez de bom por outra pessoa;
 • o que poderia fazer melhor;
 • o que houve de agradável no seu dia.
 
Minuto a minuto, dia a dia, começará a ver o pessimismo e os pensamentos negativos a desvanecerem-se, e a gratidão, a esperança e a tranquilidade serão o seu estado de espírito habitual. 

Sobre o autor

Dominik Spenst é formado em Administração de Empresas. Depois de um grave acidente – em que ficou hospitalizado durante meses –, desenvolveu o então método dos 6 minutos por dia. O livro é um bestseller internacional e atualmente Domink Spenst dirige o projeto UrBestSelf, uma plataforma editorial de livros destinados a desenvolver a criatividade e o bem-estar. 


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Divulgação - Diário 1927-1941 - Os anos em que o mundo de Virginia Woolf se desagrega

Depois de Diário 1915-1926, a Bertrand Editora publica agora o segundo e último volume de uma seleção personalizada e adaptada para Portugal do Diário de Virginia  Woolf, com organização e notas de Anne Olivier Bell. Traduzido por Maria José Jorge, Diário 1927-1941 retrata um dos períodos criativos mais fecundos de Virginia Woolf, numa altura em que se afirmou como uma das figuras de maior relevo dentro da sociedade literária londrina. 

São desta época algumas das suas obras mais marcantes, nomeadamente Rumo ao Farol (1927), Orlando (1928) e Um Quarto que Seja Seu (1929). Chega às livrarias a 11 de janeiro. «O Diário é um retrato de si e do seu mundo próprio, naturalmente, mas é também, e por vezes, o retrato de uma época; nestes quinze  anos vislumbra-se a sociedade inglesa, e a sociedade europeia, na  quietação e na guerra, nas palavras dos homens, nos hábitos e nas  procuras. Estes são os anos em que o mundo de Virginia Woolf se
desagrega: amigos morrem, morrem os jovens na guerra, a ameaça
de uma invasão ensombra os dias», escreve a tradutora em nota
incluída nesta edição. 

Neste diário, somos convidados a conhecer as reflexões mais íntimas de Virginia Woolf sobre o mundo e sobre a Humanidade, com uma singularidade e universalidade que muito poucos conseguem alcançar. A 28 de março de 1941, Virginia Woolf suicidou-se, afogando-se no rio Ouse. 

Chega às livrarias a 11 de janeiro.

Sobre a autora

Virginia Woolf nasceu em Londres, em 1882. Após a morte do pai, Sir Leslie Stephen, primeiro editor do Dictionary of National Biography, Virginia e a irmã, a pintora Vanessa Bell, mudaram-se para Bloomsbury e tornaram-se membros incontornáveis do grupo com o mesmo nome. Este coletivo informal de artistas, do qual faziam parte Lytton Strachey e Roger Fry, influenciou fortemente a cultura britânica no início do século XX. Em 1912, Virginia casou com Leonard Woolf, escritor e reformista social. Três anos depois, publicou o seu primeiro romance, A Viagem, no qual lança as sementes do seu estilo narrativo distintivo e inovador. Em 1917, Virginia e Leonard fundaram a Hogarth Press, que inauguraram com a publicação do livro Two Stories, em coautoria, impresso à mão na sala de jantar da sua casa no Surrey. Os seus períodos de intensa criatividade eram frequentemente intercalados de períodos de sofrimento psíquico intenso, com início após a morte da mãe, em 1895. A 28 de março de 1941, meses antes da publicação do seu derradeiro romance, Entre os Actos, Virginia Woolf suicidou-se.

 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Divulgação - «As Aventuras de Robin dos Bosques»: um dos grandes clássicos da literatura, recontado por Roger Lancelyn Green

A 11 de janeiro, a Bertrand Editora faz chegar às livrarias portuguesas uma versão imperdível da história intemporal de Robin dos Bosques, recontada pelo aclamado autor Roger Lancelyn Green. «As Aventuras de Robin dos Bosques» segue as peripécias do herói fora-da-lei que roubava aos ricos para dar aos pobres, desde o seu nascimento até à sua morte, acompanhando as suas conquistas e lutas pela justiça e pelo regresso do rei Ricardo, Coração de Leão.
 
Baseando-se numa iventigação profunda, o autor britânico reúne e reconta nesta obra diversos contos, lendas e baladas sobre a figura lendária, apresentando os fatos históricos em sequência, e permitindo assim a leitura independente ou continua do livro, numa narrativa envolvente e de pura aventura. 

Uma história consagrada no imaginário coletivo e adequada tanto a crianças como a jovens e adultos, pela mão de um dos autores mais marcantes do século XX, «As Aventuras de Robin dos Bosques» é uma referência da literatura, inserindo-se esta nova edição, exclusiva da Bertrand Editora e com prefácio de John Boyne, numa coleção de grandes clássicos. 


Sinopse

Na vasta floresta de Sherwood, Robin dos Bosques, o lendário fora-da-lei, insiste em trocar as voltas aos seus inimigos figadais: o maldoso Guy de Gisborne e o traiçoeiro xerife de Nottingham. Com a ajuda de João Pequeno, do frei Tuck e dos restantes fora-da-lei que compõem o seu alegre bando, Robin continua a lutar pela justiça e pelo regresso do rei Ricardo, Coração de Leão.

Sobre o autor: 

Roger Lancelyn Green foi um biógrafo e escritor infanto-juvenil britânico. Nascido em 1918 em Norwich, Inglaterra, morava em Cheshire, numa mansão que era da sua família há mais de 900 anos. Estudou em Oxford, onde frequentou o Merton College e concluiu o curso de Literatura. Conjuntamente com C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, fez parte da tertúlia literária dos Inklings. Morreu em outubro de 1987.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Opinião - Um Pequeno Favor, Darcey Bell [Bertrand Editora]


Sim, a amizade pode revelar-se muito perigosa.

Um Pequeno Favor, de Darcey Bell foi cedido pela Bertrand Editora para opinião no blogue.

Tudo começa com um pequeno favor. Emily e Stephanie são melhores amigas e como tal, partilham as tarefas que dizem respeito aos seus dois filhos. As boleias para casa, as brincadeiras e as actividades fora da escola, são planeadas de forma a que a agenda preenchida de Emily não prive o seu filho Nicky de ter uma infância feliz.

As história complica-se quando Emily desaparece, logo depois de pedir a Stephanie o favor de levar Nicky para sua casa, depois da escola, para que possa resolver um problema inesperado no trabalho. Nessa noite, Stephanie tenta manter a calma, convencendo-se que talvez não tenha percebido bem o pedido da amiga. Talvez Emily tenha pedido explicitamente que Nicky ficasse com Miles nessa noite, e Stephanie, que nem uma tonta, não percebeu. No dia seguinte, ainda sem sinais de Emily e com Nicky cada vez mais impaciente, é altura de entrar em pânico.  

Apesar do drama, não consegui sentir empatia por nenhuma personagem. Gostei apenas do feitio bitchie da Emily. Seja como for, quando as peças do puzzle começaram a encaixar, ainda tive pena de Stephanie pelo papel que desempenha no meio da história. A sua ingenuidade torna-a muito influenciável. Mas depois de ter as cartas todas na mesa, permanecer "no jogo" e permitir que continue a ser manipulada, já é pura burrice. 

Outra coisa que quase me fez atirar o livro ao ar, foi a referência às impressões digitais entre gémeos serem iguais, tal como o ADN. Percebo que a autora não tenha formação na área científica, mas esta questão era facilmente esclarecida com uma breve pesquisa no Google. Para que duas pessoas tenham as mesmas impressões digitais, teriam que ser clones. Mesmo entre gémeos verdadeiros as impressões digitais são sempre diferentes. Ao lerem o livro percebem porque é que este aspecto acaba por ser relevante. 

Fora isto tudo, posso dizer que gostei muito do livro. Com um relato feito alternadamente pelos personagens e através de posts da Stephanie no seu blogue, a leitura torna-se bastante fluída e quando nos apercebemos já passámos o meio do livro e é difícil pousá-lo. Em Outubro é frequente recorrermos a leituras mais assustadoras, em alusão ao Dia das Bruxas, e apesar de eu andar afastada (ou mesmo saturada) de desafios e leituras temáticas, Um Pequeno Favor é uma excelente escolha para esta altura. Especialmente para quem tem uma TBR enorme pela frente e quer ler algo que seja bom e, ao mesmo tempo, que nos prenda à leitura de tal forma que rapidamente viramos a última página.

Se o livro poderia estar mais bem trabalho em certos detalhes? Claro que sim. Mas pelo que percebi este é o primeiro livro da autora, portanto não acho que tenha feito um trabalho tão mau quanto isso. 

A adaptação cinematográfica estreou em Portugal a 20 de Setembro. Ainda não tive oportunidade de ver mais do que o trailer, mas acho que a escolha de actrizes está muito boa. Consegui imaginar perfeitamente ao longo da leitura a Blake Lively no seu papel de Emily, com as roupas elegantes de quem trabalha no ramo da moda e a Anna Kendrick sentada ao computador, a escrever posts para as "Mães" de todo o mundo. 




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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Divulgação - «Um Pequeno Favor», de Darcey Bell, adaptado ao grande ecrã [Bertrand Editora]

Um thriller arrepiante, na linha de «Em Parte Incerta» e «A Rapariga no Comboio»


O romance de estreia de Darcey Bell chegou há poucas semanas às salas de cinema portuguesas, numa adaptação do realizador Paul Feig – conhecido por filmes como Caça-Fantasmas (2016) ou Armadas e Perigosas (2013) – e com as conhecidas atrizes Blake Lively e Anna Kendrick nos papéis principais. Este livro é um thriller arrepiante, na linha de Em Parte Incerta, de Gillian Flyn, e de A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins. Um Pequeno Favor é um thriller psicológico intenso, cheio de segredos e mentiras. 

A história é contada em três partes: a primeira é exclusivamente do ponto de vista de Stephanie, que cria o filho sozinha; a segunda parte é sobre Emily, que está desaparecida; e a terceira parte é a perspetiva de Sean, o marido de Emily. Tudo começa com um pequeno favor, quando Emily pede à melhor amiga que vá buscar o seu filho à escola. Stephanie nem hesita, pois, tal como elas, os seus filhos são os melhores amigos.


Sinopse 

Tudo começa com um pequeno favor. Quando Emily pede à melhor amiga que lhe apanhe o filho na escola, Stephanie nem hesita. Tal como elas, os seus filhos são melhores amigos. Stephanie é viúva e trabalha a partir de casa no seu blogue. Vive uma vida solitária até conhecer Emily, uma sofisticada executiva com um trabalho muito exigente em Manhattan. Só que Emily não regressa. Não atende o telefone nem responde aos SMS da amiga. Stephanie sabe que aconteceu algo de terrível e, alarmada, recorre aos leitores do seu blogue para pedir ajuda. Contacta também o marido de Emily, o sedutor Sean, para lhe dar apoio emocional. É o mínimo que pode fazer. Mas serão as terríveis notícias que recebem verdadeiras? Stephanie não tarda a dar-se conta de que nada é tão simples como parece, nem sequer um pequeno favor. 


Sobre a autora 

Darcey Bell nasceu em 1981 e cresceu numa quinta no Iowa. É educadora de infância em Chicago. Um Pequeno Favor é o seu primeiro romance. 


Sobre o livro 

Género: Literatura / Thriller | Tradução: Sofia Gomes | Formato: 15 x 23,5 cm | N.º de páginas: 304 | PVP: € 17,70 | ISBN: 9789722533416

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A História de uma Serva - Margaret Atwood

A História de uma Serva, de Margaret Atwood, decorre num futuro distópico, não muito longe da nossa realidade actual. A presença activa da mulher na sociedade, juntamente com outros factores importantes - guerras nucleares, alimentos alterados, uso não controlado de químicos na agricultura - levam à redução drástica da natalidade. 

Como forma de contrariar e corrigir esta tendência, é criado nos Estados Unidos um regime teocrático, que devolve a mulher aos propósitos reprodutivos. O regime democrático americano é abolido e o governo passa a ser feito por extremistas religiosos, os Comandantes. Neste cenário só são reconhecidos os primeiros casamentos, sendo os restantes considerados ilegítimos e as mulheres férteis, designadas de Servas, são obrigadas a conceber descendência para a elite estéril. 

O meu primeiro contacto com esta história foi através da adaptação em série, que comecei a ver há poucos meses. Gostei tanto que vi as duas temporadas de rajada. Portanto, e como já devem estar a perceber, depois de ter visto todos os episódios disponíveis surgiu aquele nervosinho de quem não consegue esperar um ano para saber como é que a história continua. Comprei o livro.

Se por um lado há alguns detalhes que ficam mais bem esclarecidos no livro, como os episódios do passado, antes da criação de Gileade, por outro o livro não acrescenta muito ao que se passa na série. Aliás, a série não é uma adaptação, por assim dizer. É baseada no livro, o que pode parecer que vai dar ao mesmo, mas na realidade não. A história foi aprofundada e mais bem trabalhada, criaram-se novas personagens e certas passagens passaram a ter maior relevância. Um exemplo disso é a história de Emily, que tem um papel muito mais activo na rede Mayday e na revolução, enquanto que no livro acaba simplesmente por desaparecer de cena.

Seja como for, o foco aqui não é a série, mas sim o livro. Foi o primeiro livro de Margaret Atwood que tive oportunidade de ler. Infelizmente, não fiquei fã. Não gostei particularmente da forma como a história está escrita. A protagonista, que não chega a dizer como se chama, faz um género de relato mudo. Como se fosse contando a sua história a si mesma, ou imaginando que está a contá-la ao marido, Luke. É uma forma de não esquecer e de manter a sua sanidade. E é claro que a escrita faz jus a este aspecto. De facto, é como se estivéssemos dentro da cabeça da protagonista, a ouvi-la divagar entre a sua vida passada e o presente em Gileade. Não sendo uma escrita tão bem trabalhada, não foi isso que me desagradou inteiramente. O pior foi sentir a protagonista um tanto acomodada e submissa à sua vida enquanto serva. Senti falta da força da June e da sua vontade de revolta.

Os fãs de Atwood que me perdoem, mas senti ainda que a autora não conseguiu transportar para a escrita o impacto e a importância da história que criou. Trata-se de um futuro distópico não muito distante da nossa realidade. Ao ler o livro, deveria pairar sobre a nossa cabeça aquele género de  "receio" que nos transmite George Orwell em 1984, por exemplo. Neste aspecto, também a adaptação televisiva está de parabéns.

Portanto, não façam como eu. Não comprem o livro em busca de respostas. Não vão chegar muito longe. Leiam o livro, porque não deixa de valer a pena, e depois então dediquem-se a ver a série.
Acabei por atribuir 3 estrelas no Goodreads, mas continuo interessada em ler mais livros desta autora.

Já alguém leu o novo, Chamava-lhe Grace?


Outras sugestões de leitura:

1984, George Orwell
Beloved, Toni Morrison
À Espera de Bojangles, Olivier Bourdeaut


terça-feira, 12 de março de 2013

Comer, Orar, Amar

Foi com alguma dificuldade que terminei, finalmente, este livro de Elizabeth Gilbert. A escritora partilha connosco a sua história, desde que se divorcia até que se volta a reencontrar consigo própria depois de um ano de viagem. 
Comer, Orar, Amar começa com Liz fechada na casa de banho de sua casa, a chorar e a pedir a Deus alguma orientação. Sabia que não conseguia continuar casada mas não sabia como por um ponto final no seu casamento. A escritora conta-nos como se desenrola o seu processo de divórcio, bem como as dificuldades que tem para que seja feito um acordo amigável. O divórcio demora 3 anos a ser finalizado e durante este tempo, Liz apaixona-se por David, um jovem actor com quem vive uma relação muito intensa. No entanto, as complicações do divórcio e o seu sentimento de culpa por todo o sofrimento causado ao ex-marido, levam Liz a entrar em depressão e a sua relação com David não resiste. Torna-se numa relação instável do género "acabam, voltam, acabam, voltam...". 
Quando o processo de divorcio termina, Liz decide deixar a sua relação com David em aberto e fazer uma viagem em busca do prazer e da felicidade, pelos três Is: Itália, Índia e Indonésia. 
Como referi antes, custou-me um pouco a ler este livro, principalmente a parte da Índia que acaba por ser composta mais por reflexões e teorias de meditação e mantras e não há muitos diálogos, o que torna esta parte mais enfadonha. Foi por isto que cotei o livro com 4 estrelas, em vez de cinco, porque na verdade até gostei do livro e a parte da Índia é, talvez, a mais interessante. 
Há algumas partes em que me identifico um pouco com a Liz. Os motivos que a levaram a ir de um casamento para uma nova relação, e a sua descrição das discussões com David em que ele retira o seu amor como se retirasse a droga a um viciado e mais tarde, quando já estamos em fase de desintoxicação, ele volta e dá-nos mais um pouco dessa droga de que tanto gostamos e de que achamos que precisamos. Como ela diz várias vezes ao longo do livro, "I've been there". 
As personagens que mais gostei foram o Richard do Texas e o Ketut, pois são ambos pessoas cultas à sua maneira e que ajudaram muito a Liz a esquecer ou a enfrentar alguns dos seus medos. Ao início gostei da Wayan, a  amiga curandeira. Mas depois de ter recebido a doação feita por todos os amigos de Liz, para comprar uma casa, começou a irritar-me com tantas desculpas para evitar comprar um terreno e (segundo o Felipe) para tentar tirar mais algum dinheiro a Liz. Revoltou-me um pouco. 
"Tiro o chapéu" à escritora nas partes em que aborda o seu divorcio e tenta não falar dos motivos que a levaram a tomar tal decisão. Em ponto algum revela os motivos do ex-marido que o levam a tornar o divórcio tão demoroso e complicado. Também não refere os defeitos ou atitudes do marido que a fazem perceber que não quer continuar casada. Ou seja, em página alguma deste livro a escritora faz referências negativas ao ex-marido o que revela não só que um dia o deverá ter amado muito como ainda continua a respeitá-lo. 

Pelo que descobri recentemente, este livro já tem uma continuação. Não se centra tanto na busca da felicidade mas também me deu vontade de conhecer. Fica aqui o link
(http://www.fnac.pt/ComprometidaElizabethGilbert/a305298PID=18212&Mn=-1&Ra=-1&To=0&Nu=7&Fr=2).
Talvez um dia... 

 Este é um bom livro para quem gosta de conhecer novas culturas, mas para quem decida começar a ler, sugiro que o façam com alguma paciência.