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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Planeta Cor-de-Rosa ou as confissões de uma directora de revistas de sociedade, de Luísa Jeremias, editado pela Casa das Letras

Festa que é festa tem putas, álcool, drogas e boa música? Ronaldo é a única estrela planetária? Eu uso-te, tu usas-me, nós usamo-nos.... só assim é que funciona. As redes sociais acabaram de vez com os paparazzis... e as "fake news" são apenas notícias "combinadas". Bem-vindo a este reality show que é a vida do faz de conta.

"Planeta Cor-de-Rosa, Confissões de uma Directora de Revistas de Sociedade", da jornalista Luisa Jeremias, é hoje colocado à venda, pela Casa das Letras. A festa de apresentação está agendada para a próxima semana, quinta, dia 19,  às 18h30, na Pensão Amor. Só prometemos uma boa conversa. E talvez música.

Aristocratas, falidos, tios, candidatos a jet-setters… Croquete, papa-festas… Sabe como vivem todos eles? Do que vivem? E os paparazzi? Que é feito deles desde que os famosos passaram a ser paparazzi de si próprios e usar as redes sociais para pôr a vida toda ao sol? Quem são as verdadeiras estrelas planetárias? O que é preciso para fazer uma boa festa? Quem tem acesso? Há mesmo álcool e drogas e meninas e meninos dispostos a tudo? O que se passa à porta fechada neste mundo de glamour?


"Planeta cor-de-rosa" mergulha neste universo das celebridades e da vida faz-de-conta que é mostrada nas revistas de sociedade, nos sites, na televisão, nas redes sociais. Luísa Jeremias, que dirige publicações deste segmento há mais de 15 anos, conduz-nos numa viagem pelos bastidores deste mundo de brilho e de fantasia, desvendando histórias e segredos e explicando como se faz, afinal, a relação entre imprensa e famosos. Quer saber como tudo acontece? Venha daí e entre neste planeta cor-de-rosa, onde nem tudo é o que parece…


Luísa Jeremias nasceu em Lisboa, é «alfacinha» de gema, «carioca» de coração e «do mundo». Licenciou-se em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa e começou a trabalhar em 1992 no jornal Diário de Notícias, passando depois por A Capital, 24 Horas e Tal&Qual. Estreou-se como diretora de revistas em 2003, na TV 7 Dias. Desde então dirigiu também as revistas Nova Gente, Focus, TV Guia e FLASH! Esteve na formação do canal de televisão CMTV, na criação do programa Flash! Vidas, no qual mantém uma rubrica semanal - «Planeta Cor-de-Rosa» - que é também o nome de uma crónica que assina desde 2006 e página nas suas redes sociais. Gosta de viajar, de praia, de calor, de uma boa mesa e melhor conversa. E também gosta de estar calada, de ler, de boas histórias e de observar o mundo em que se move. É autora do romance Preciso de Ti (2011) e co-autora de Noites de Lisboa (1998).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

RECEITAS DE CONSERVAS PORTUGUESAS

The Best I(n) Can
PVP 23,90€ / 176 páginas

O chef Akis Konstantinidis desenvolveu uma colecção única de pratos de autor, recorrendo à utilização de conservas, uma iguaria bem portuguesa e com uma história apaixonante. O restaurante “Can the Can” e a ANICP - Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixes, juntaram-se no projecto The best I(n) Can para lhe apresentar uma série de pratos que lhe permitem usufruir ao máximo o que este produto tradicional de grande qualidade tem para oferecer.

Durante este projecto o chef Akis Konstantinidis desenvolveu, mensalmente, um prato elaborado com produtos de cada uma das empresas produtoras e Rui Pregal da Cunha convidou músicos e bandas portuguesas para participarem nestas deliciosas experiências. O resultado é uma colecção única de pratos de autor, recorrendo à utilização de conservas, uma iguaria bem portuguesa, com uma história apaixonante, por vezes dramática. Uma iniciativa The best I(n) can, para degustar, the best you can.

Uma edição bilingue (português – inglês) e que mudará para sempre a sua visão sobre as conservas nacionais. Aproveitando para ficar a conhecer a história da indústria de conservas de peixe em Portugal.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

DOIS MIL ANOS DE PAPAS, de Roberto Monge






DOIS MIL ANOS DE PAPAS

de Roberto Monge
23,90€ / 584 págs


Dois Mil Anos de Papas reúne e contextualiza, por ordem cronológica e de forma breve, os perfis biográficos de todos eles, ilustrados por gravuras retiradas da emblemática obra Album dei Papi, datada de 1885, da autoria do primeiro director dos Arquivos do Vaticano, Joseph Hergenröther. Apenas os três últimos papas foram retratados pelo lápis de Davide Le Grazzie. 

De São Pedro a Francisco, todos os papas que lideraram a Igreja Católica nos últimos dois mil anos têm uma história, um percurso e um papel na História. Os pontífices são homens reais que, apesar de muitas quedas, tendem à sublimação: na sua história alternam fraquezas e virtudes, traições e arrependimentos, limitações e santidade, sempre imersos no fluxo da história. Aos seus retratos soma-se ainda um perfil sucinto dos incontornáveis antipapas e um breve glossário sobre as principais heresias e o índice cronológico dos pontífices.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

OUTLANDER 4 - OS TAMBORES DE OUTONO

PVP 26,90€ / 1056 páginas

Os Tambores de Outono tem início na Escócia, num ancestral círculo de pedras de Craig na Dun. Ali, uma porta abre-se para um grupo restrito, podendo levá-los para o passado – ou para a sepultura. Claire Randall sobreviveu à passagem, não uma mas duas vezes. 

A sua primeira viagem no tempo levou-a para os braços de Jamie Fraser, um bravo guerreiro escocês do século xviii que tinha por ela um amor que se tornou lenda – um conto trágico de paixão que teve o seu fim quando Claire voltou ao presente carregando no ventre uma filha dele. A sua segunda viagem, duas décadas depois, voltou a uni-los na América colonial. 

Mas Claire deixou alguém para trás no século xx… a sua filha Brianna. Agora Brianna faz uma perturbadora descoberta que volta a levá-la para o círculo de pedras e para um aterrador salto para o desconhecido. Na busca da mãe e do pai que nunca conheceu, arrisca o seu próprio futuro ao tentar mudar a história… para salvar as suas vidas. Mas quando Brianna mergulha no desconhecido, um encontro inesperado pode amarrá-la para sempre no passado… ou levá-la para o lugar onde deveria estar, onde pertence o seu coração…

Sobre a autora
 
Diana Gabaldon é uma escritora americana de ascendência mexicana e inglesa. Licenciada em Zoologia, mestre em Biologia Marinha e doutorada em Ecologia, foi professora universitária durante 12 anos, mas acabou por ser a escrita a conquistá-la. Gabaldon vive em Scottsdale, Arizona, com a família e dedica-se exclusivamente a escrever a sua série de sucesso Outlander, publicada em 26 países e 23 línguas.
A série está a ser adaptada à televisão por Ronald D. Moore e encontra-se em exibição, no nosso país, no canal TV Series.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Nem Acredito Que é Saudável

Nem Acredito Que É Saudável
De Sara Oliveira
PVP 15,50€
Número Páginas / 192

É possível comer algo saboroso, apetecível e nutricionalmente equilibrado sem abdicar do que é doce!
Ter uma alimentação mais cuidada pode ser fácil, mais constante e sem retorno, neste livro, a autora do blogue Nem acredito que é saudável partilha connosco mais de 50 receitas de saborosos doces saudáveis. Das granolas e barras de cereais para pequenos-almoços nutritivos; biscoitos, bolachas e trufas perfeitos para as pequenas pausas; bolos e muffins que vão fazer as delícias em qualquer lanche; mousses, pudins, gelados e sorvetes que enriquecerão todo o tipo de refeição; aos doces e cremes para barrar que serão um mimo para qualquer ocasião que irá querer partilhar.
O cuidado com os ingredientes e com o tornar algo nutricionalmente mais equilibrado é o caminho daqueles que procuram uma alimentação mais saudável. 
Acredite que é possível, experimente cozinhar, prove, ofereça e partilhe. É tudo uma questão de escolhas!

Sobre a autora
 
Sara Oliveira é terapeuta de Medicina Tradicional Chinesa e de Naturopatia, ao longo da sua prática clínica foi-se apercebendo de que muitas pessoas tinham necessidade de mudar hábitos alimentares, quer por questões de peso, doença ou intolerâncias, mas que sentiam dificuldade em adaptar-se à nova alimentação ou se sentiam perdidas e sem saber o que fazer.
Decidiu, então, criar o blogue Nem acredito que é saudável onde, desde 2012, partilha receitas em que junta os seus conhecimentos de alimentação aos das antigas medicinas orientais, de modo a criar pratos e sobremesas que todos possam comer sem a sensação de se privarem de algo.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O primeiro livro, em português, de Prem Rawat chega esta semana às livrarias

Quando o Deserto Floresce e outras histórias
de Prem Rawat
PVP 13,50€  - Número Páginas / 148

Tem-se dito muitas vezes que o ser humano nasce sem manual de instruções - que entra no mundo apenas com a respiração, necessária para descobrir as coisas à medida que avança.
Dito isto, e ao contrário da maioria dos manuais de instruções, o novo livro de Prem Rawat “Quando o Deserto Floresce e outras histórias” não faz nenhuma tentativa para reduzir a profundidade da vida a listas arbitrárias de coisas para fazer e não fazer. O livro evoca ao invés de prescrever, promovendo o tipo de mentalidade que torna mais fácil o leitor perceber, a nível celular, o que precisa de entender a fim de viver a vida ao máximo.

Grande parte do impacto do livro pode ser atribuída à sua estrutura artística - a confluência de histórias clássicas recontadas habilmente por Prem Rawat, os seus comentários lúcidos sobre a vida, e as ilustrações deliciosas de Aya Shiroi. As histórias abrem a porta, os comentários guiam o leitor e as ilustrações humanizam a experiência de leitura.
A história como núcleo do livro é uma escolha inteligente. Desde o início dos tempos, contar histórias tem sido a forma mais eficaz de transmitir uma mensagem significativa e memorável. Ao analisar-se qualquer livro de sabedoria, independentemente da sua cultura de origem, encontra-se uma história no seu núcleo.

Se o leitor está à procura de ensinamentos esotéricos que o façam sentir-se melhor com o estado avançado da sua realização espiritual, veio ao lugar errado. “Quando o Deserto Floresce e outras histórias” é o mais simples possível. Simples como a água. Simples como a respiração. Simples como o conselho de uma das mentes mais brilhantes que o mundo já conheceu, Albert Einstein: "Tudo deve ser tão simples quanto possível", explicou ele, "mas não mais simples."
“Quando o Deserto Floresce e outras histórias” realiza inquestionavelmente esta nobre tarefa, destilando a essência do que é mais importante na vida da maneira mais simples possível.
Prem Rawat nasceu numa aldeia no norte da Índia, nos arredores de Haridwar, em 1957. Cedo porém, a sua forma simples e profunda de abordar os temas fundamentais da vida despertou o interesse do Ocidente. Assim, ainda com 13 anos foi convidado a deslocar-se a Londres donde seguiu para os Estados Unidos.

Desde então, os convites para falar, quer nas mais prestigiadas salas e instituições, quer para audiências em lugares remotos, nunca mais pararam, fazendo dele um reconhecido orador nos temas da Paz.
Ao longo de cinco décadas, Prem Rawat tem viajado e falado com pessoas do mundo inteiro. Comunicando de forma simples e universal, ultrapassa as barreiras culturais, sociais, políticas e religiosas, levando-lhes uma mensagem única: é alcançando a paz pessoal que cada um pode contribuir eficazmente para a paz da humanidade.

Prem Rawat estará em Portugal entre o dia 22 e 26 de Junho para um ciclo de eventos no âmbito da acção da sua fundação num conjunto de estabelecimentos prisionais de Lisboa e ainda para apresentar a sua obra mais recente, “Quando o Deserto Floresce e Outras Histórias”.
Conheça a Fundação Prem Rawat e o Programa de Educação para a Paz: http://www.tprf.org/programs/peace-education-program/
A implementação do PEP na prisão Zonderwater, em África do

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Ouve a Canção do Vento /Flíper, 1973, Haruki Murakami

Este livro foi-me oferecido pela editora, em troca de uma opinião honesta. Obrigado Casa das Letras!

Quem me acompanha há mais tempo, já percebeu com certeza que eu adoro Murakami. Para além de opiniões, o Delícias à Lareira conta também com alguns artigos de discussão sobre os paralelismos entre os seus livros e também teve, em tempos, uma rubrica de caricaturas dedicada a algumas personagens criadas por este autor.

São poucos os autores cujas novidades literárias me deixam entusiasmada, mas só Murakami me faz perder a cabeça e aproveitar todas as pré-vendas. E fico triste quando recomendo algum dos seus livros a amigos que, no final, me dizem que não gostaram ou que não perceberam nada da história. E curiosamente, percebo mais facilmente quem não gosta do que o contrário.

O seus livros deixam-me sempre um pouco frustrada, em especial no final, quando viro a última página em busca do tão aguardado desfecho e não encontro nem mais uma palavra. Mas há qualquer coisa que me faz voltar sempre aos seus livros. Não sei se é a escrita simplificada ou as próprias histórias, o que sei é que não passo um ano sem ler um ou dois livros deste escritor, como se tivesse que saciar ou calar alguma coisa dentro de mim.

Ouve a Canção do Vento e Flíper são dois contos inéditos de Murakami que marcaram o início da sua carreira. Na nota introdutória do livro, o próprio explica-nos como certa tarde, inesperadamente, se lembrou de que poderia escrever um livro. E assim começou a sua rotina de escritor, todas as noites, depois de fechar o bar de jazz, à mesa da cozinha.

Também nestes dois contos encontramos os tais paralelismos com outros livros. Ou talvez seja mais correcto assumir que os outros livros é que têm semelhanças com estas histórias. Posso começar por referir os óbvios: gatos, doenças que se curam de formas estranhas, personagens que desaparecem sem deixar rasto, a típica ginástica matinal transmitida via rádio que me lembrou imediatamente o Sargento (Norwegian Wood), raparigas com uma psique muito estranha.... Depois há outras pontes de ligação não tão óbvias, como o Rato, por exemplo, que apesar de não ser o personagem principal destas histórias, surge ainda em mais dois livros do autor. O barman, também é uma figura frequente nestes romances e assumimos que é desta forma que Murakami ganha vida nas suas próprias histórias.

Mas para além destes paralelismos, de certa forma, as duas histórias também se completam. Não sabemos o nome de nenhum dos protagonistas/narradores, mas são ambos amigos do Rato e acabam por nos dar a conhecer um pouco esta personagem (o que é bom para quem, como eu, ainda não leu Em Busca do Carneiro Selvagem e Dança, Dança, Dança). Um detalhe engraçado sobre o Rato tem a ver com os seus romances, que são abordados em Ouve a Canção do Vento, cujos personagens não praticam sexo e ninguém morre. Isto acaba por ser irónico por ser exactamente o oposto dos livros de Murakami, onde a naturalidade com que as cenas de sexo são abordadas é semelhante às cenas em que se preparam pratos saudáveis. E quanto às mortes, serei só eu achar que as histórias por vezes se tornam um bocadinho mórbidas? Não querendo ser chata, mas isto lembra-me imediatamente Norwegian Wood (que é só um dos meus favoritos do autor).

Se por um lado é evidente a inexperiência do autor nestes dois contos, por outro vemo-lo a tocar de forma superficial em ideias que acabaria por abordar mais a fundo noutros romances. Notei, no entanto, que este é um livro muito mais rico em referências musicais e literárias que apesar de serem uma constante nos seus livros, aqui estão quase por toda a parte. Desde que passei a leitura de Norwegian Wood com a música dos Beatles na cabeça que me dou ao trabalho apontar todas estas referências.

Já repararam, com certeza, que acabo por não entrar em detalhes sobre o conteúdo das histórias mas como se trata de contos, o mínimo que vos conte já é um spoiler para quem queira ler o livro. E depois de todos os posts que já fizemos por aqui acerca do autor, sinto que estou constantemente a falar do mesmo livro, apesar de não o ser. Leiam, vão ver que vale a pena. Murakami vale sempre a pena :)

Posts Recomendados:

Paralelismos # 1
Paralelismos # 2
Paralelismos # 3
Os Assaltos à Padaria
A Peregrinação do Rapaz Sem Cor

E a Sissi continua a ser a minha "Murakami Cat"

2013

2016

Psiquiatra brasileira que identificou os 10 tipos de psicopatas do quotidiano em Lisboa


De perto, ninguém é normal. Se pararmos um segundo para observar as pessoas com as quais convivemos no quotdiano vamos, com certeza, identificar o chefe obsessivo, a namorada sempre desconfiada, o amigo que sabe falar apenas de si mesmo. Eles estão à nossa volta, e não percebem o sofrimento que causam a si próprios e a quem tem que lidar com eles – são os psicopatas do quotidiano.

A psiquiatra brasileira Katia Mecler identifica dez tipos de transtorno de personalidade e explica os traços patológicos característicos de cada um deles. Podemos assim descobrir como são as mentes perturbadas e aprender a lidar com elas sem abrir mão da convivência quotidiano. Doutorada em Psiquiatria, Katia Mecler é supervisora do internato de Psiquiatria Forense da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense. Tem três prémios Álvaro Rubim de Pinho, concedidos pela Associação Brasileira de Psiquiatria.

A autora estará em Lisboa nos dias 27 e 28 de Junho e encontra-se disponível para entrevistas.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O casal vegetariano mais conhecido do mundo em Portugal



Ele é sueco, ela finlandesa. Ele é director artístico, ela nutricionista. Conheceram-se em Roma há sete anos. David Frenkiel era um vegetariano pouco saudável graças a uma dieta rica em massas e pizas. Luise Vindahl comia carne. No primeiro jantar ele comeu “rigatoni”, ela salmão. Namoraram e mudaram-se para Estocolmo onde progressivalmente mudaram os hábitos alimentares e criaram um blog – Green Kitchen Stories – que os transformou nos novos rostos da cozinha vegetariana.
Com uma legião de seguidores inspiram pessoas em todo o mundo a cozinharem refeições vegetarianas saborosas e saudáveis, usando apenas ingredientes naturais. Este livro tem mais de 100 receitas desse blog: aprenda a fazer uma fritatta de Ervas e Espargos para o pequeno-almoço, um falafel de ervas e pistáchio no forno com arroz selvagem para o almoço e uma siciliana para um jantar de convívio com os amigos. Delicie-se com um Bolo de Beterraba e Chocolate e um Cheesecake Gelado de morango.Descubra um leque de sopas, saladas, sumos e snacks simples de fazer mas impressionantes em sabor e apresentação. David Frenkiel & Luise Vindahl estarão, em Lisboa, no domingo, 29 de maio, para um cookshow na Feira do Livro.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Kafka à Beira-mar

Foi com alguma dificuldade que consegui comprar este livro. Sempre que tentava comprar, esgotava. Acabei por receber como prenda no dia dos namorados. E no fim, acabei por apanhar uma grande desilusão...
Não é que o livro seja mau, ou a historia não seja apelativa, mas houve muitas pontas soltas no final do livro. 
Kafka à beira-mar é a história de Kafka Tamura, um rapaz de 15 anos, que decide fugir de casa uma vez que a relação que tem com o pai não é propriamente fácil. Kafka foi abandonado pela mãe e pela irmã quando tinha apenas 4 anos, pelo que não guarda qualquer recordação a não ser uma fotografia em que está com a irmã na praia. 
Durante o tempo em que está em fuga, Kafka decide visitar uma biblioteca particular onde conhece Oshima e a Sra Saeki que acabam por lhe oferecer trabalho. 
Paralelamente, conhecemos o Sr Nakata que, segundo ele próprio, não é muito inteligente, mas fala a língua dos gatos e aproveita essa  habilidade para encontrar gatos desaparecidos. Nakata sofreu um acidente em criança e devido a esse acidente não sabe ler, não tem memórias de infância, tem alguma dificuldade em expressar-se e vive de um "subsítio" que o Governador lhe dá todos os meses. 
Mais uma vez, o personagem principal é um rato de biblioteca, que devora livros, pratica desporto e só come coisas saudáveis. Igual ao Tengo e ao "K". Ao longo da história tenta descobrir o paradeiro da sua mãe e da sua irmã. 
Como já referi, há muitas pontas soltas no final do livro. Dei por mim a cerca de 40 paginas de acabar o livro e a perder a vontade de o fazer porque já estava a perceber que muita coisa ficaria sem explicação. Por exemplo, o livro inicia com uma cena de uma aula ao ar livre de uma turma primária, em que as crianças vão para as montanhas com a professora para apanharem bagas e cogumelos. A cena decorre durante a 2ª Guerra Mundial. De repente, todas as crianças perdem a consciência e ficam caídas no chão durante algum tempo, até que voltam a recuperar os sentidos, não se recordando do que aconteceu. Ficamos mais tarde a saber que uma das crianças só recupera os sentidos semanas mais tarde, no hospital militar, e que essa criança é Nakata. Quase a meio do livro encontramos uma carta da professora, já idosa e reformada, em que relata alguns detalhes acerca desse incidente que na altura escondeu dos militares. No entanto, até ao final do livro não ficamos a saber o que terá provocado o incidente nem o motivo de Nakata ter perdido a memória e capacidade de ler e escrever. 
Outra coisa que não é bem explicada é a personagem que se identifica como Johnny Walker. Fiquei com a ideia que seria, de certo modo, imaginação de Nakata ou então, um personagem sem forma definida e sem nome, à semelhança de outras que aparecem ao longo do livro. Surgem apenas para ajudar os personagens em alguma tarefa que tenham pela frente, mas não passam de "fantasmas" que na realidade não existem. 
Outro detalhe importante nesta história é a maldição que o pai de Kafka lhe roga logo desde criança. Esta maldição persegue-o e determina muitas das suas atitudes e vai estar muito presente em todo o livro. Acabamos por ficar com uma ideia muito negativa do pai de Kafka. 
A personagem que mais gostei foi o Hoshino, que surge mais tarde como amigo de Nakata. Começa por ser apenas um camionista que dá boleia a Nakata mas acaba por ser muito importante no decorrer da viagem. É um rapaz jovem e despreocupado. Ao conhecermos a sua história percebe-se que cresceu num ambiente em que terá sido pouco amado, a não ser pelo avô que era o único que se preocupava em ir buscá-lo à prisão quando se metia em sarilhos.

O final da história fica em aberto, muito ao estilo do Murakami, em que cada um interpreta como entender. Vale a pena ler este livro, não deixa de ser um bom livro. No entanto não foi o livro de Murakami que mais gostei até agora (apesar de todas as pessoas que conheço me terem dito que era um livro fantástico). 

domingo, 13 de janeiro de 2013

1Q84

A trilogia intitulada 1Q84, de Haruki Murakami, foi a primeira história que li deste autor. Segundo as minhas investigações, este senhor é um grande contador de histórias do nosso tempo e já conta com vários livros traduzidos em português (e aparentemente são muito apreciados pelos leitores). 
Não vou falar detalhadamente dos 3 volumes porque entretanto já os li há alguns meses e já me escapam alguns detalhes da história. 
A história é narrada essencialmente por duas personagens: Aomame e Tengo. No terceiro volume há uma outra personagem - Ushikawa - que, sendo um investigador particular, vai narrando a história do seu ponto de vista, contando os detalhes das suas investigações feitas aos personagens principais. 
Tengo e Aomame conheceram-se em crianças, ainda no ensino primário e, devido a alguns contratempos acabam por perder o contacto. Não que tivessem algum tipo de relação de amizade, mas ambos crescem a relembrarem-se com carinho. Com o passar dos anos Tengo torna-se um brilhante professor de matemática com uma paixão enorme por literatura nos seus tempos livres; e Aomame torna-se uma professora de artes marciais que nos tempos livres.... bem, digamos que é uma justiceira. Claro que a história tem muito mais que se conte, mas vou ficar por aqui. Não quero fazer spoilers!
De um modo geral, gostei muito dos livros e fiquei com muita vontade de ler outros títulos do escritor. No entanto tive alguma dificuldade em ler qualquer um dos volumes. A história desenvolve-se muito lentamente e de forma um pouco aborrecida no inicio de todos os volumes e normalmente só começa a ser empolgante a partir de meio dos livros. Para quem já conhece outros livros de Murakami, talvez isto seja um pouco torturante. Quando começava a não conseguir descolar... Acabava por ter que esperar mais uns meses pelo livro seguinte. E, quando no terceiro volume começou a aparecer o Ushikawa a narrar, achei que ia morrer de tédio. É verdade que, o que o senhor tinha para contar era importante para perceber alguns detalhes da história, mas o personagem era tão desinteressante e tão irritante ao mesmo tempo...
Houve ainda outro detalhe que me fez ficar um pouco reticente em relação ao terceiro volume. Mais ou menos a partir do meio do livro (quando começa a ser empolgante outra vez) as personagens narram a história em linhas de tempo diferentes. Há, por exemplo, um capitulo em que Ushikawa segue Tengo e só uns poucos de capítulos mais à frente é que esta cena é descrita pela Aomame, que vê de longe que Tengo está a ser seguido. Ao inicio era um bocado confuso perceber quem estava mais à frente e mais atrás no tempo. 
O final da história também deixou muito a desejar... Para uma história tão elaborada e cheia de detalhes bem pensados e bem integrados na trama, o final acaba por ser previsível e demasiado simples. Depois do reencontro de Tengo e Aomame, o rapaz parece que fica parvo... Quase deixa de ter falas e quando as tem, parece que perdeu a capacidade de elaborar ideias.
De qualquer forma gostei muito da personagem do Tengo, era sem dúvida a minha personagem favorita. O seu hábito de andar sempre com um livro no bolso e aproveitar todas as oportunidades para ler um pouco agrada-me e na verdade devia ser um exemplo para muita gente. Era uma personagem culta e que não tirava muito partido disso. Talvez seja por isto que no final me tivesse desiludido tanto.

Apesar de tudo, garanto que vale a pena ler!