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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Divulgação - São Paulo, Prisão de Luanda [Guerra e Paz]

São Paulo:
As dores de parto da nação angolana

Carlos Taveira (Piri)
Não Ficção / Memórias
176 páginas · 15x23 · 14,90€
Guerra e Paz, Editores 

Quatro décadas após o golpe de Estado de 1977 em Angola, que roubou a vida a milhares de opositores do regime de Agostinho Neto, entre eles José Van Dúnem irmão da actual ministra da justiça portuguesa , Carlos Taveira, que na época estava preso por pertencer à OCA (Organização Comunista de Angola), lança em livro as dolorosas memórias da Prisão de São Paulo, em Luanda. O relato de um sobrevivente dos assaltos feitos à prisão mais aterradora de Angola.



«– Não te mexas, estás colocado – ouvi alguém gri­tar, com um forte sotaque luandense, ao sair da porta do elevador.
Postado à minha frente, erguia-se um grande militar, em uniforme camuflado, apontando­-me uma Kalashnikov. Um tipo à civil apareceu e espetou-me uma pistola no estômago enquanto o outro me revistava.»

Este é o relato da detenção do autor, em finais de 1976, devido à sua ligação à OCA (Organização Comunista de Angola).  Seguiu-se um período negro para si e para alguns dos seus companheiros, na mais brutal prisão da ditadura angolana, de índole marxista. A partir desse momento, seguiram-se, dentro dos muros de São Paulo, torturas, espancamentos e execuções feitas das formas mais hediondas, por elementos da DISA, a polícia política do regime angolano, e torcionários que desprezavam com soberba toda e qualquer lei.

Uma obra repleta de dor com histórias arrepiantes de maoistas, como Carlos Taveira, que partilharam celas com nitistas, mercenários e indivíduos pró-regime caídos em desgraça.

Memórias descritas com um pormenor impressionante, sem ressentimentos e rancor. Para o autor não faria sentido escrever este livro com «o propósito, nem o desejo, de levantar ressentimentos antigos». «Afinal quase todos os partos das nações fazem-se na dor, e Angola não foi excepção.»

Espaço ainda para um sentido de humor inteligente, inesperado e absolutamente desconcertante. Entre os muitos momentos de terror que viveu e presenciou, o autor brinda-nos com peripécias deliciosas, tais como os jogos de xadrez à distância e as comunicações entre celas feitas através dos nauseabundos tubos das retretes. Exemplos reveladores de como o ser humano se pode adaptar e vencer as adversidades. 

Este é o primeiro livro de Carlos Taveira editado pela Guerra e Paz, Editores.
Antes o autor, radicado no Canadá, publicou os romances Mateus da Costa e os Trilhos de Megumaagee; La traversée des mondes; Mots et marées; Mots et marées: tome 2. Carlos Taveira é ainda autor do livro de poesia De la racine des orages.



Divulgação - Lisboa: Um palco improvável do Holocausto [Guerra e Paz]


Distante dos bombardeios e conflitos entre Aliados e potências do Eixo, a Lisboa dos anos 30 foi, para muitos judeus, uma promessa de fuga – via oceano Atlântico – ao genocídio perpetrado pelo regime de Hitler. Terá sido este um bom plano para as protagonistas de O Cais das Incertezas

O Cais das Incertezas
José Alberto Salgado
Ficção / Romance
264 páginas · 15x23 · 17,00€
Guerra e Paz, Editores


A Guerra e Paz começa o ano de 2019 com a publicação do mais recente romance histórico de José Alberto Salgado, que irá apaixonar os leitores.

Recuemos ao ano de 1937, em pleno reinado de terror de Hitler, tendo como cenário a improvável e distante cidade de Lisboa. Duas judias, Berta e Elisa Kullman, encontraram na cidade das sete colinas um abrigo para se refugiarem do Holocausto. O objectivo de mãe e filha seria aguardar a chegada do pai, Leo Kullmann, negociante de diamantes que ficara na Alemanha. À chegada do chefe de família, os Kullmann dariam o salto para o continente americano.

Acontece que as protagonistas, e os restantes milhares de refugiados, encontraram em Lisboa um ambiente muito mais hostil do que esperariam. Uma cidade repleta de espiões e estilhaços da guerra civil espanhola, que acabara de começar. Entre o frenesim vivido nas ruas da capital, a ausência prolongada de notícias de Leo faz a mulher e a filha temerem o pior.

A tensão aumenta ainda mais quando a Gestapo, polícia secreta do Estado alemão, e a PVDE, antecessora da PIDE, começam a procurar os diamantes da família. O cerco a Berta e Elisa aperta-se e os perigos estão por toda a parte.

Entre descrições da hostilidade vivida em Portugal e as atrocidades cometidas no campo de concentração de Buchenwald, o autor dá-nos conta de uma paixão proibida que irá lançar uma questão fracturante na trama: será o amor capaz de vencer o ódio?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Divulgação - Tempo de Crises, Michel Serres [Guerra e Paz]


Michel Serres
Não Ficção / Ensaio
120 páginas · 15x20 · 14,90€
Já à venda!
Guerra e Paz, Editores



O que são crises? O que escondem? Quais as causas destes sismos que abalam a sociedade? A economia terá resposta para todos os aspectos das crises? Uma década após a grande crise de 2008, a Guerra e Paz edita, pela primeira vez em Portugal, Tempo de Crises, um ensaio no qual são levantadas questões sobre a forma como devemos encarar as crises. Aos 88 anos, o autor, Michel Serres, é o mais importante filósofo francês da actualidade, reconhecido pela liberdade intelectual e relação com os novos meios de comunicação.




«Financeira e bolsista, a crise que hoje nos sacode, provavelmente superficial, esconde e revela rupturas que ultrapassam, no tempo, a duração da própria história, tal como as falhas das placas inferiores ultrapassam, no espaço, a nossa percepção. Aceder a estas causas soterradas exige que abandonemos a actualidade dos números.»

É este o mote para a análise de Michel Serres, no qual o filósofo francês interpretou as causas basilares da crise através da tectónica. E porquê a tectónica? Para Serres, a crise é uma cisão que «lança o corpo ou para a morte ou para a novidade que o força a inventar». Uma cisão igual à das placas tectónicas que não conseguimos ver, mas cujos movimentos conseguimos sentir.  

No ensaio percebemos que a crise não pode ser observada tendo apenas como base números e análises económicas, pois existem factores sociais, ambientais e políticos que estão na base deste tumulto. Segundo o autor, é preciso mudar, é preciso inovar, é preciso uma ruptura na forma como as instituições lidam com as transformações do Mundo.

Novas realidades que estão por toda a parte: na agricultura, na guerra, nos transportes, na forma como comunicamos. Hoje até mesmo o planeta está sujeito à ameaça das crises nos ecossistemas, o que deve motivar a humanidade a reinventar-se no papel de grande actor do seu destino. Na óptica de Serres, só a ciência pode responder a estas questões.

Uma obra desconstrucionista, que rejeita o negativismo e nos leva a reflectir num futuro mais sustentável e preparado para lidar com as crises.

O ensaio foi traduzido por Maria João Madeira e chega às livrarias no dia 3 de Janeiro de 2019. A obra poderá ainda ser encomendada através do site oficial da Guerra e Paz, em www.guerraepaz.pt.

Depois de Antes É que Era Bom!, esta é a segunda tradução que a Guerra e Paz publica do conceituado pensador francês, na colecção «Livros Vermelhos». Obras que se enquadram na perfeição com a colecção alicerçada no pensamento de Raymond Aron: «Se só eles podem abolir o fanatismo, rezemos pelo advento dos cépticos.»




segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Divulgação - Economia Não-Oficial Urbana em Luanda [Guerra e Paz]

O submundo dos negócios em Angola aproveita a quem?

Economia Não-Oficial Urbana em Luanda (1960-1996)
Manuela Venâncio
Não Ficção / Economia
208 páginas · 15x23 · 14,00€
Nas livrarias a 20 de Novembro
Guerra e Paz, Editores

Corrupção, gestão ruinosa da coisa pública, peculato, branqueamen­to de capitais. A economista Manuela Venâncio analisou os danos causados pela economia paralela em Angola ao longo de quatro décadas. Conheça as conclusões no livro A Economia Não-Oficial Urbana em Luanda (1960-1996), editado pela Guerra e Paz.


Em 2014, Angola mergulhou numa crise económica, na qual perdeu a credibilidade dos mercados, viu o kwanza desvalorizar e quase faliu. Tudo isto após um processo de desenvolvimento social e económico, verificado fundamentalmente em Luanda. Que terá acontecido? Qual a razão deste revés?

Décadas de práticas de gestão danosa, causadas pela economia paralela, que trouxeram consequências nefastas para aquele país. É este o mote de Economia Não-Oficial Urbana em Luanda (1960-1996), um estudo levado a cabo pela economista Manuela Venâncio para esclarecer dúvidas demasiado antigas que insistem em não ver resposta. Quem é responsá­vel pela crise em Angola? E pela criação de uma mentalidade de desmoralização da vida pública? Quem aproveitou o banquete? Quem ficou com os restos?

As respostas estão à distância da leitura deste estudo, com o qual a autora, antiga técnica superior nos ministérios do Comércio e da Indústria em Angola, pretende dar um contributo para o desenvolvimento e sustentabilidade da economia angolana.

A Economia Não-Oficial Urbana em Luanda (1960-1996) estará à venda nas livrarias e no site da Guerra e Paz, Editores, a partir da próxima terça-feira, dia 20 de Novembro.



O lançamento está agendado para o dia 29 de Novembro, quinta-feira, pelas 18h30 na livraria Bertrand do centro comercial Picoas Plaza, em Lisboa. A sessão contará com a apresentação dos professores Dr. João Confraria e Dr. José Filipe Rafael da Católica Lisbon School Of Business & Economics.

Divulgação - Não a Ti, Cristo, Odeio ou Menos Prezo [Guerra e Paz]

Pela primeira vez, o livro de Fernando Pessoa e Jesus Cristo

Não a Ti, Cristo, Odeio ou Menos Prezo
Fernando Pessoa e Apóstolos
Antologia Organizada por Manuel S. Fonseca
Ficção / Poesia
120 páginas · 15x23 · 13,90€
Nas livrarias a 20 de Novembro
Guerra e Paz, Editores

Que estranho, há tantos textos, poemas e prosa, de Fernando Pessoa e heterónimos sobre a figura de Jesus e tem-se passado como cão por vinha vindimada pelo tema.

Agora, chega às livrarias uma antologia que vem reparar a falha e esse injusto apagamento da relação controversa e nada canónica que Fernando Pessoa e os seus apóstolos, se assim podemos chamar aos heterónimos, mantiveram com Jesus, louvando-o, definindo-o, atacando-o. Não a Ti, Cristo, Odeio ou Menos Prezo oferece aos leitores uma abordagem inédita da obra pessoana, uma viagem que começa na mais celebratória inocência do Jesus Menino e acaba na mais crucificada e nocturna amargura.

É a primeira vez que estes textos estão reunidos num só livro, numa antologia que nos permite aceder à visão que Jesus tinha Fernando Pessoa. É surpreendente que ele tenha de Jesus, por um lado, uma imagem de inocência e pura vitalidade, e por outro lado seja doutrinariamente tão anti-cristão. Fernando Pessoa, em particular no célebre poema de Alberto Caeiro, que abre o livro, louva um Cristo Menino, deliciosa e subversivamente livre e pagão, para logo, sobretudo pelo olhar de Ricardo Reis, ser irónica e superiormente anti-cristão.

Não a Ti, Cristo, Odeio ou Menos Prezo é um livro com  36 textos, poesia e prosa, de Fernando Pessoa & Heterónimos, com momentos sublimes, que visitam e seguem Cristo. Se de alguma coisa gostava, Fernando Pessoa gostava de ser extravagante. A extravagância pressupõe uma determinada, mas indireccionada, vontade de vaguear. Fernando Pessoa gostava de vaguear por Jesus Cristo. Cultivou dele, vagueando-o, do presépio à cruz, uma visão extravagante, fora de todos os códigos. A antologia foi organizada por Manuel S. Fonseca, que assina também o texto de apresentação, com o título “Não era cristão em verso”.

O livro estará à venda nas livrarias, e no site da Guerra e Paz, Editores, a partir da próxima terça-feira, dia 20 de Novembro.

domingo, 18 de novembro de 2018

Divulgação - Dicionário de Erros Falsos e Mitos do Português [Guerra e Paz]

Queria um copo de água? Já não quer?

Dicionário de Erros Falsos e Mitos do Português
Marco Neves
Não Ficção / Língua Portuguesa
232 páginas · 15x23 · 14,90€
Nas livrarias a 20 de Novembro
Guerra e Paz, Editores

Já foi corrigido no seu dia-a-dia por dizer «queria um copo de água»? A resposta «Ai queria? Então já não quer?» causa-lhe irritação, mas não sabe como defender o seu ponto de vista? No Dicionário de Erros Falsos e Mitos do Português, o professor Marco Neves tem a resposta para a esta e muitas outras inquietações.  


Não se deixe confundir pelo título: este é um dicionário diferente. Um dicionário que homenageia a língua portuguesa tal como ela é. Para Marco Neves, professor universitário, tradutor e autor, a defesa daflexibilidade do português é urgente. Esta obra foi pensada após centenas de dúvidas e discussões linguísticas que travou e observou no seu blogue Certas PalavrasDerrubem-se os tabus e mitos, contrariem-se os puristas compulsivos, deixemos a língua em paz.

São muitos aqueles que gostam de nos apontar erros falsos. Sim, porque o empregado de mesa não é o único que o corrige quando utiliza o pretérito imperfeito para demonstrar cortesia. Da próxima vez que alguém disser que «fazer a barba», «deslargar», «sorriso nos labios», «tirar impressões» e «mais pequeno», é errado, tenha neste livro um aliado. Leve-o consigo na mochila, no porta-luvas ou para o local de trabalho e defenda-se.

O livro estará à venda nas livrarias, e no site da Guerra e Paz, Editores, a partir da próxima terça-feira, dia 20 de Novembro.
No mesmo dia, Marco Neves apresenta a obra na livraria Bertrand do centro comercial Picoas Plaza, em Lisboa. O lançamento está marcado para as 18h30 e contará com a apresentação do escritor Fernando Venâncio.  



Este é o quinto livro que o autor lança pela Guerra e Paz, Editores, antecedido por Doze Segredos da Língua PortuguesaA Incrível História Secreta da Língua PortuguesaA Baleia que Engoliu Um Espanhol(romance) e José Cardoso Pires e o Leitor Desassossegado (ensaio literário).

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Divulgação - Graça Morais: A Grande Arte Tem a Dimensão do Mistério [Guerra e Paz]

 A Humanidade em Graça Morais

Graça Morais: A Grande Arte Tem a Dimensão do Mistério
Diálogo com José Jorge Letria
Não Ficção / Biografia
Colecção O Fio da Memória
152 páginas · 15x20 · 13,99 €
Guerra e Paz, Editores


Graça Morais, uma das maiores pintoras portuguesas da actualidade, Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, viu-se forçada, aos 70 anos, a mudar para um ateliê improvisado em Lisboa, consequência da actual especulação imobiliária. Esta e outras histórias para ler numa franca conversa da artista com José Jorge Letria, publicada em livro.

«Como artistas, não podemos ser meros espectadores. Eu recuso esse papel de espectadora, e por isso é que esta série de obras que eu agora estou a realizar é uma série dramática, onde coloco toda a minha reflexão e a minha indignação com aquilo que se passa no mundo.» É assim que Graça Morais demonstra a sua indignação perante um país de exclusões e excesso de optimismo, em Graça Morais: A Grande Arte Tem a Dimensão do Mistério.

Neste 17.º livro da colecção «O Fio da Memória», resultante da parceria entre a Guerra e Paz, Editores e a Sociedade Portuguesa de Autores, conheça a vida e obra de uma das maiores pintoras portuguesas da actualidade. No livro, a artista fala das suas origens e da infância, da inspiração em Van Gogh e Bacon, do gosto pela poesia, mas também das mudanças no mercado da arte e do impacto das novas tecnologias.

Um diálogo a não perder entre José Jorge Letria, um dos maiores escritores da actualidade, e Graça Morais, uma mulher fascinante, que se recusa a ser uma mera espectadora e que se prepara para expor no próximo ano a série Humanidade, no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, em Lisboa. Entretanto a exposição pode ser vista no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, até 24 de Fevereiro de 2019.

Graça Morais: A Grande Arte Tem a Dimensão do Mistério já está à venda nas livrarias.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Divulgação - Como Ser Um Conservador [Guerra e Paz]

Contra o reaccionarismo:
o conservadorismo como defesa da cultura e da natureza

Como Ser Um Conservador
Roger Scruton
Não Ficção / Política
248 páginas · 15x23 · 16,90€
Nas livrarias a 6 de Novembro
Guerra e Paz, Editores


Segundo o filósofo inglês Roger Scruton, o virtuosismo e os bens colectivos estão sob ameaça. Para o pensador, o conservadorismo é a única resposta às realidades emergentes. Como explica no livro Como Ser Um Conservador, editado em Portugal pela Guerra e Paz.

Roger Scruton, filósofo inglês de 74 anos, apresenta uma tese na qual defende que o conservadorismo, em detrimento de outras ideologias políticas, é a única solução consciente e não-reaccionária para mantermos as coisas virtuosas que herdámos colectivamente, tais como: a paz, a liberdade, a lei, a civili­dade, o espírito público e a segurança da proprie­dade e da vida em família.

O pensador britânico afirma que «o trabalho da destruição é rápido, fácil e entusiasmante; o trabalho da criação, lento, la­borioso e monótono. É uma das lições do sécu­lo xx. É também uma razão pela qual os conser­vadores sofrem de tamanha desvantagem junto da opinião pública. A sua posição é verdadeira, mas enfadonha; a dos seus opositores, excitan­te mas falsa.»

Estas conclusões estão descritas em Como Ser Um Conservador, um livro que chega às livrarias portuguesas no dia 6 de Novembro. Na obra poderá encontrar comparações que irão enriquecer o debate político entre o conservadorismo e outras correntes políticas, como o nacionalismo, o socialismo, o liberalismo e o multiculturalismo.

Ao conjugar de forma exemplar um raciocínio profundo com um texto sofisticado e preciso, este é um livro para todos os que procuram manterem-se informados sobre o mundo e as transformações que afectam directamente o nosso futuro e a nossa qualidade de vida.

Um livro que, desde o seu lançamento em Inglaterra, gerou inúmeras reacções e críticas positivas:

«Roger Scruton é uma raridade: um filósofo de primeira linha que tem efectivamente uma filosofia [...] uma das poucas vozes intelectualmente autorizadas do conservadorismo britânico moderno.» Revista The Spectator

«Um pequeno livro persuasivo e pungente.» Revista The Oldie

«Scruton traz audácia e sagacidade para a questão do que deve ser o conservadorismo.» Jornal Daily Telegraph


Outras obras de Roger Scruton editadas em Portugal pela Guerra e Paz, Editores: O Ocidente e o RestoGuia de Filosofia para Pessoas InteligentesBe­leza Breve História da Filosofia Moderna.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Opinião - O Pranto de Maria Parda / Auto da Barca do Inferno [Clássicos Guerra e Paz]

Não se sabe ao certo a data de nascimento de Gil Vicente. Alguns historiadores apontam para 1460, 1466 ou mesmo 1470/75, mas não há um consenso e mesmo as datas sugeridas baseiam-se em estimativas relativas à datação de algumas das suas obras. 

Gil Vicente é considerado o pai do teatro português, para o qual contribuiu como poeta, músico, actor e encenador. A sua obra reflecte a mudança sentida nos tempos entre a Idade Média e o Renascimento, criticando uma sociedade regida por regras inflexíveis e assinalando a mudança para uma sociedade que questiona as lacunas existentes e procura corrigi-las.  

Ainda me recordo vagamente de ter estudado Gil Vicente na escola, apesar de já não saber ao certo em que ano escolar a sua obra é abordada. O Auto da Barca do Inferno é certamente uma das suas peças mais conhecidas, não só pela parte de ser estudada todos os anos a nível nacional, mas também por ser frequentemente exibida em alguma companhia de teatro.

Ainda assim, aproveitei o lançamento desta edição da Guerra e Paz para reler e recordar a obra. Não me canso de elogiar esta colecção de clássicos. Para além da enorme diversidade de títulos já disponíveis, as capas são lindíssimas e embelezam bastante as minhas estantes.

Sei que é muito pouco provável que quem está desse lado a ler estas palavras não esteja familiarizado com a história do Auto da Barca do Inferno, mas pelo sim pelo não aqui fica algum enquadramento…
O Auto da Barca do Inferno é a primeira parte da trilogia das Barcas, seguindo-se o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória. Trata-se de uma obra que retrata a sociedade lisboeta do séc. XVI e centra-se na “moralidade” da época, apesar de muitos dos assuntos criticados ainda serem actuais nos dias de hoje. 

A história desenrola-se num cenário pós morte, em que os personagens se preparam para entrar na barca que os deverá levar ao Paraíso. Mas ao chegarem ao porto encontram não uma, mas duas barcas. Na barca mais enfeitada encontra-se o Diabo, que tenta aliciar os personagens a entrar a bordo. A barca mais modesta pertence ao Anjo, que só transportará para o Paraíso aqueles que de facto mereçam o descanso eterno.

No entanto, e apesar de ser sempre bom reler o Auto da Barca do Inferno, o que me fez comprar o meu exemplar foi a referência a uma história de Gil Vicente que não conhecia: O Pranto de Maria Parda.

À semelhança do que encontramos noutras obras do autor, O Pranto de Maria Parda retrata as classes baixas e os seus vícios/ defeitos. Neste caso, Maria Parda é uma mulher alcoólica que vagueia pela cidade, mendigando vinho em todas as capelinhas que encontra e tentando ainda que os taberneiros tenham pena da sua sede insaciável e que fiem um copito ou dois.

Esta peça terá sido publicada em 1522 e supõe-se que a sede de vinho seja na verdade uma crítica às condições complicadas em que o povo vivia no séc. XVI. Talvez “crítica” não seja a palavra mais correcta neste contexto. As peças de Gil Vicente eram exibidas para os membros das classes altas e talvez esta peça surja mais como uma forma de lembrar/ mostrar aos nobres que o povo passava fome.  

Ler Gil Vicente é sempre um deleite mas, ao mesmo tempo, não é propriamente fácil. A linguagem não está adaptada aos dias de hoje. As notas de edição ajudam bastante, mas é claro que “traduzir” Gil Vicente para o português actual seria “castrar” a obra do seu encanto natural. Além disso, são obras muito nossas que apresentam um retrato muito fiel do que era à época o povo português. -Vamos fingir por um momento que muitos destes valores não continuam actuais. - A juntar aos benefícios da leitura também é importante referir que a escrita em forma de verso ajuda a que as páginas do livro voem rapidamente. E se por acaso voarem demasiado depressa, há mais obras do autor que vale a pena conhecer!

sábado, 3 de novembro de 2018

Divulgação - São Lágrimas, Senhor, São Lágrimas [Guerra e Paz]

Violência doméstica: é preciso dizer basta!

São Lágrimas, Senhor, São Lágrimas
Fernando Correia
Não Ficção / Memórias e Testemunhos
160 páginas · 15x23 · 14,50€
Nas livrarias a 6 de Novembro
Guerra e Paz, Editores

No mês em que se assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (25 de Novembro), o jornalista e escritor Fernando Correia lança São Lágrimas, Senhor, São Lágrimas, um impressionante livro de histórias verídicas editado pela Guerra e Paz, Editores.


Maria Teresa e Raul, Lurdes e António, Maria da Purificação e Manuel podiam muito bem ser personagens de ficção – melhor que o fossem –, mas são pessoas bem reais, oriundas dos mais díspares estratos sociais e com níveis de habilitação literária dos mais variados. A violência não escolhe idade, estatuto, títulos ou regiões. A violência pode estar na porta ao lado, e devemos estar atentos para que possamos dizer basta.  
É, no fundo, esse o prepósito de Fernando Correia em São Lágrimas, Senhor, São Lágrimas: combater os preocupantes números da violência doméstica em Portugal.
Os últimos dados do Relatório Anual de Segurança Interna apontam para 22 599 casos reportados às forças de segurança em 2017. Crimes graves, punidos pelas leis da igualdade e da cidadania, e que devem ser denunciados.

Denunciar, alertar e responsabilizar a sociedade civil: uma nobre missão, na qual o autor contou com o apoio da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, que facultou alguns dados disponíveis na obra.

Este livro é dedicado por Fernando Correia «às vítimas de violência doméstica, quer tenham sido agredidas física ou psicologicamente», e em especial «às pessoas que tiveram a coragem de contar os casos descritos, sem medo de represálias».

A sessão de lançamento da obra São Lágrimas, Senhor, São Lágrimas acontece no próximo dia 22 de Novembro, quinta-feira, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés em Lisboa. A apresentação ficará a cargo de Rute Lima, professora no Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa e presidente da Junta de Freguesia de Olivais, Lisboa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Divulgação - Sete Graus Sempre a Descer [Guerra e Paz]


Poesia sísmica, de larga magnitude


Sete Degraus Sempre a Descer
Eugénia de Vasconcellos
Ficção / Poesia
56 páginas · 16,5x20 · 12,00€
Nas livrarias a 6 de Novembro
Guerra e Paz, Editores


Depois da publicação de O Quotidiano a Secar em Verso, livro que o poeta e crítico José Mário Silva saudou como «um meteorito que cruzou o céu da poesia portuguesa», chega agora às livrarias nova obra de Eugénia de Vasconcellos.


Sete Degraus sempre a Descer, é uma delicada interrogação do ofício poético e da linguagem amorosa, da sua decepção e cinzas. No posfácio, o poeta e escritor brasileiro Marco Lucchesi chama a Sete Degraus sempre a Descer, «alta poesia», uma «poesia sísmica, de larga magnitude», aproximando-a da «noite dos sentidos», de Al Berto, e João da Cruz, de Teresa de Ávila e de Adélia Prado.
Sete Degraus sempre a Descer oferece à poesia portuguesa vivências amorosas com que a nossa língua teme conviver ou que se envergonha de tocar: por um lado, a humildade dos objectos e das coisas, uma faca, laranjas, lençóis e cama, por outro lado, a ardente relação com as pulsões e sentimentos, o beijo, o desejo, a carne e o espírito.
Poeta, Eugénia de Vasconcellos escreve também ficção – um conto seu integra o volume Do Branco ao Negro, que reúne ficções de Lídia Jorge, Yvette Centeno, Ana Luísa Amaral e Maria Isabel Barreno, entre outras autoras; escreve também ensaio, género em que se destaca Camas Politicamente Incorrectas da Sexualidade Contemporânea. Foi publicada, individualmente e em antologia, na Catalunha, na Sérvia, na Roménia e na Alemanha.

Três leituras da poesia de Eugénia de Vasconcellos:

Marco Lucchesi:
«Eugénia possui uma poesia sísmica, de larga magnitude, mesmo quando parece dizer o contrário, mesmo quando voluntariamente arrefece, no intervalo dos versos, no rumor de fundo que organiza seu canto, ao sabor de uma unidade descontínua, nas ligaduras, que soltam e amarram seus fragmentos, as falhas geológicas, o incessante vulcanismo de lava e lapilli.
Eugénia de Vasconcellos é detentora de uma voz profunda e cristalina, livre e rigorosa, humilde e altiva, filha e mãe das leituras que a atravessam, convocadas pela vida, estratos e camadas de presente, como o mármore de Bernini para Teresa em Santa Maria della Vittoria.»


Yvette Centeno:
«E no caso de Eugénia, se a poesia fosse assinada por um pseudónimo masculino, não me espantaria. A linguagem é seca, como tantas vezes a dos prosadores ou poetas masculinos. Seca, ou melhor, despida de artifício, mas intensa. Intensa mas algo displicente, o que esconde o melhor do seu sentido de humor: ela pega nas palavras, nos versos, no todo ou em parte da narrativa poética , como quem pega nas roupas que lavou ( cabe à mulher, nas suas funções alquímicas, de transformação, é o que se vê numa das belas gravuras da Atalanta Fugiens, lavar a roupa...matéria a ser sublimada...) e pronto, põe esse quotidiano que é o seu a "secar em verso", na corda da sua (e nossa) imaginação.
Que maneira de lidar com a poesia...dirão alguns? Mas é uma óptima, para não dizer perfeita maneira: é íntima, como toda a poesia que se impõe, ao modo rilkeano (nas cartas a um jovem poeta, a poesia "deve nascer da mais profunda solidão...").»

José Rentes de Carvalho:
«Quem me conhece um pouco sabe das dificuldades que tenho com alguma poesia, alguns poetas, e a idolatria que ataca certas almas, levando-as a perder as estribeiras se, num acesso de franqueza, lhes confesso a pouca valia em que tenho o seu ídolo e a obra do dito. Cai o Carmo, cai a Trindade, por vezes finda assim o que parecia amizade.
Deve ter sido pelas razões acima que ontem, num jantar, embasbaquei os convivas ao dizer-lhes que, num livro que por acaso me viera às mãos, tinha lido com interesse e apreço a poesia de uma senhora de que nunca ouvira falar.
Perdi-me de amores pela obra? Converti-me à obrigação de, a partir de agora, todos os dias ler poesia? Longe disso. Mas foi grande e agradável surpresa a novidade do tom, directo, simples e forte, a franqueza sem rodriguinhos nem lamechices, a desenvoltura do vocabulário quase – desculpem lá – parecendo ser obra de homem.
Foi uma boa surpresa, e ao talento de Eugénia de Vasconcellos aqui deixo vénia.»

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Divulgação - Mudar, Melhorar, Curar - Todos os Dias Com Maria Helena [Guerra e Paz]

Faça de 2019 o seu ano

Mudar, Melhorar, Curar
Maria Helena
Não Ficção / Espiritualidade
248 páginas · 15x23 · 14,99 €
Nas livrarias a 30 de Outubro
Guerra e Paz, Editores

Sim, é possível mudar o seu rumo, melhorar os seus dias, curar a sua vida e voltar a sorrir no ano que se avizinha. Tudo graças aos conselhos diários que Maria Helena preparou a pensar em si.



A conselheira e taróloga mais acarinhada pelos portugueses está de volta. Após ter-se tornado uma referência nacional e internacional, no que concerne aos livros de auto-ajuda e espiritualidade, com cinco best-sellers do Clube do Livro SIC, Maria Helena regressa com um guia prático e repleto de conselhos e rotas de mudança que irão mudar a forma como vê a sua vida.

Mudar, Melhorar, Curar – Todos os Dias com Maria Helena pode muito bem ser o ponto de viragem de que estava à espera. Motive-se com esta obra repleta de dicas úteis para o seu dia-a-dia: remédios naturais, orações, rituais, conselhos de alimentação, as características de cada signo, efemérides que o irão inspirar e muito mais.

A autora acredita que o segredo da mudança está em si, só tem de acreditar também.
Interaja com o livro, ele dar-lhe-á respostas. Mudar, Melhorar, Curar está dividido por 12 capítulos, correspondentes aos meses do ano. No início de cada capítulo tem a hipótese de escrever os seus objectivos mensais e o que está disposto a mudar.
Em cada página, uma lição de vida, não fosse esta uma obra do Clube do Livro SIC, resultante da salutar parceria entre a estação televisiva e a Guerra e Paz, Editores.
Um guia para ler, interiorizar e pôr em prática. Um livro para toda a família que mudará a sua vida, mas também as vidas dos que mais ama.