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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Divulgação - Os leitores perguntam, Padre António Vieira responde [Temas e Debates]






«Os leitores perguntam, Padre António Vieira responde»: e se pudesse receber conselhos sábios do imperador da língua portuguesa sobre mais de 200 temas variados? 


Os leitores perguntam, Padre António Vieira responde, com organização de Aida Sampaio Lemos, Joana Balsa de Pinho, José Eduardo Franco e Porfírio Pinto, chega às livrarias na sexta-feira, dia 11de janeiro. 

Os Leitores perguntam, Padre António Vieira responde reúne perguntas que gostaríamos de ter oportunidade de fazer a Padre António Vieira e as respostas sábias que ele saberia dar-nos, extraídas da sua Obra Completa. Os temas são mais de 200 e tão variados como a Amizade, a Razão de Estado ou o Pecado. 

“Como se poderá conquistar o amor do outro? É a ação que dá conteúdo à existência? O que faz realmente uma pessoa nobre? Deixar de praticar a justiça devido a uma devoção é um grave erro? Muitos portugueses que se notabilizaram em vários campos costumam queixar-se da ingratidão e da falta de reconhecimento da sua pátria em relação aos serviços que lhe prestaram. O que acha desta situação?” são algumas das perguntas presentes nesta obra. 

«Este livro dá a conhecer, aos leitores do presente, com formações e experiências de leitura e de vida distintas, de diferentes proveniências e inscrições ideológicas e religiosas, o essencial do pensamento universalista de Vieira, que tem muito a dizer-nos, a nós, contemporâneos do século XXI, para melhor respondermos aos desafios da atualidade.»


Sinopse

Vieira foi um domador de palavras, um ginasta, um trapezista da argumentação. As palavras são barro que Vieira molda como um mestre oleiro, criando formas espantosas e deleitosas. Se há uma palavra que o caracteriza, tendo potenciado o seu génio, é, precisamente, a “ousadia”. Ele ousa, com a palavra e com a vida, afrontar os problemas dos homens e das mulheres do seu tempo, mas também os do seu país e os da humanidade no seu todo. Com este livro dá-se a conhecer de modo seleto e acessível aos leitores de hoje o essencial do pensamento universalista de Vieira, que tem muito a dizer-nos, a nós contemporâneos do século XXI, para melhor respondermos aos desafios da atualidade. 


Sobre o Padre António Vieira

Nascido em Lisboa em 1608, foi para o Brasil aos 6 anos onde estudou no Colégio dos Jesuítas, na Baía, ingressando aos 15 anos na Companhia de Jesus. Ordenado sacerdote em 1635, tornou-se professor de Teologia. Estreou-se como pregador em Salvador da Baía, impressionando pela sua eloquência. De 1641 a 1652 esteve na Europa, onde o rei D. João IV o nomeou seu confessor e pregador da corte, além de embaixador encarregado de difíceis missões no estrangeiro. 

Em 1652, obteve licença do rei para regressar ao Brasil, levando consigo um decreto real para libertação dos índios, que suscitou uma reação violenta dos colonos. Esse evento esteve na origem do seu regresso a Portugal em 1654. O convívio com cristãos-novos e as propostas de reforma da Inquisição puseram-no sob a mira do Tribunal do Santo Ofício, que acabaria por condená-lo, sendo detido em Coimbra (1665-1667). Em Roma viveria de 1669 a 1675, pregando algumas das suas melhores peças oratórias. Em 1681, regressa ao Brasil, onde prepara as suas obras para publicação, vindo a falecer na Baía em 1697.  

A sua Obra Completa foi publicada pelo Círculo de Leitores (2013-2014). De Vieira, a Temas e Debates publicou as seguintes obras: História do Futuro, Escritos sobre os Judeus e a Inquisição, A Chave dos Profetas, Escritos sobre os Índios, Sermões do Advento, do Natal e da Epifania e Sermão da Sexagésima e Sermões da Quaresma. Publicou ainda Cada Um É da Cor do Seu Coração - Negros, Ameríndios e a Questão da Escravatura em Vieira. 


Sobre Aida Sampaio Lemos

Mestre em Ensino da Língua e da Literatura Portuguesas (1997, Universidade do Minho) e doutora em Filologia Galega e Portuguesa (2010, Universidade de Santiago de Compostela). Professora e investigadora. Supervisora linguística e coordenadora da edição de fontes de Obra Completa Padre António Vieira (Círculo de Leitores, 20132014) e dos projetos Dicionário Padre António Vieira e Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa (Círculo de Leitores, 2017-2019).


Sobre Joana Balsa de Pinho

Doutora em História da Arte pela Universidade de Lisboa (2013) e mestre em Museus e Museologia (Universidade de Alcalá de Henares, 2011). Desde 2012 integra, como investigadora e coordenadora (investigação e transcrição de fontes), projetos desenvolvidos pelo CLEPUL - Universidade de Lisboa, nomeadamente, Obra Completa Padre António Vieira (Círculo de Leitores, 2013-2014) e Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa (Círculo de Leitores, 20172019). 


Sobre José Eduardo Franco

Professor catedrático convidado da Universidade Aberta e titular da cátedra FCT/Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização (Universidade Aberta). Membro da Academia Portuguesa da História. Doutor em História e Civilizações pela EHESS (França) e em Cultura pela Universidade de Aveiro. Dirigiu com Pedro Calafate o grande projeto luso-brasileiro designado “Vieira Global” que publicou a Obra Completa Padre António Vieira em 30 volumes (Círculo de Leitores, 2013-2014). Foi-lhe atribuída, em 2015, a Medalha de Mérito Cultural do Estado Português. 


Sobre Porfírio Pinto

Licenciado e mestre em Teologia, pela Universidade Católica Portuguesa, e doutor em Estudos de Literatura e Cultura, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com uma tese sobre o pensamento teológico do Padre António Vieira. É investigador do CLEPUL-Universidade de Lisboa e integrou a equipa que preparou a edição da Obra Completa Padre António Vieira (Círculo de Leitores, 2013-2014).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Divulgação - Imortalidade, Rachel Heng [Bertrand Editora]

A morte deixou de ser um tabu. Mas… é altamente ilegal Imortalidade, de Rachel Heng, é um romance que abala os cânones da humanidade


No seu romance de estreia, Rachel Heng aborda um tema que está na ordem do dia: a manipulação genética. Em Imortalidade, a esperança média de vida ronda os 300 anos, contrastando com aquilo que ainda é os nossos dias. Rachel Heng traça um retrato daquilo que pode vir a ser o nosso futuro mais próximo, em que uma alimentação rigorosa e a uma atividade física pensada em detalhe aliadas aos extraordinários avanços genéticos constituem o cocktail perfeito. 

Se notícias mais recentes já dão conta de alterações genéticas em  embriões para os dotar de resistência a vírus, Rachel Heng vai ainda mais longe. Mas irá assim tão mais longe do que a realidade já auspicia ou de facto a perfeição genética está a apenas um passo? Este romance, que faz abalar os cânones da humanidade, apresenta uma ficção distópica que levanta algumas questões provocadoras sobre a raça humana, a vida e a morte. 

Sinopse

Um romance que se desenrola no futuro próximo, em Nova Iorque, onde a esperança de vida ronda os 300 anos e a imortalidade é o único valor que verdadeiramente importa. É neste contexto que Lea tem de decidir entre o seu pai ou viver eternamente. Lea Kirino tem um conjunto de dados genéticos que lhe confere um potencial de eternidade se fizer tudo bem feito. E Lea é muito bem-sucedida. É uma corretora de sucesso na Bolsa de Nova Iorque onde, em vez de ações, se transacionam órgãos humanos, tem um apartamento sublime e um noivo que rivaliza com ela em perfeição genética.
 
Com a ajuda adequada da HealthTech, uma rigorosa dieta de sumos e exercícios de baixa intensidade, tem a vida eterna ao seu alcance. Mas a vida perfeita de Lea sofre uma reviravolta quando, num passeio cheio de transeuntes, se cruza com o pai, supostamente distante. O seu regresso desencadeia uma profunda mudança no comportamento de Lea, que se vê atraída para o mundo misterioso do Clube do Suicídio, uma rede de pessoas poderosas e revoltadas que rejeitam a busca da imortalidade pela sociedade e que preferem viver, e morrer, nos seus próprios termos. Neste mundo futuro, a morte não é só um tabu, mas também altamente ilegal, e Lea tem de escolher entre uma existência imortal asséptica e um tempo curto e agridoce com um homem que é a sua única família no mundo…

Sobre a autora

Rachel Heng nasceu e cresceu em Singapura e este é o seu romance de estreia. Depois de se licenciar em Literatura Comparada e Sociedade pela Universidade de Columbia, trabalhou vários anos numa empresa financeira em Londres. Atualmente reside em Austin, onde frequenta uma pós-graduação em Ficção e Guionismo no Michener Center for Writers da Universidade do Texas. Os seus contos foram sempre  muito aclamados pelas mais diversas publicações literárias, nomeadamente por The Offing, Prairie Schooner, The Adroit Journal e The Minnesota Review. Assim, não surpreende que também a sua ficção tenha sido bem recebida, recomendada e premiada com uma Menção Especial do Pushcart Prize e com o Prairie Schooner's Jane Geske Award.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Divulgação - Diário 1927-1941 - Os anos em que o mundo de Virginia Woolf se desagrega

Depois de Diário 1915-1926, a Bertrand Editora publica agora o segundo e último volume de uma seleção personalizada e adaptada para Portugal do Diário de Virginia  Woolf, com organização e notas de Anne Olivier Bell. Traduzido por Maria José Jorge, Diário 1927-1941 retrata um dos períodos criativos mais fecundos de Virginia Woolf, numa altura em que se afirmou como uma das figuras de maior relevo dentro da sociedade literária londrina. 

São desta época algumas das suas obras mais marcantes, nomeadamente Rumo ao Farol (1927), Orlando (1928) e Um Quarto que Seja Seu (1929). Chega às livrarias a 11 de janeiro. «O Diário é um retrato de si e do seu mundo próprio, naturalmente, mas é também, e por vezes, o retrato de uma época; nestes quinze  anos vislumbra-se a sociedade inglesa, e a sociedade europeia, na  quietação e na guerra, nas palavras dos homens, nos hábitos e nas  procuras. Estes são os anos em que o mundo de Virginia Woolf se
desagrega: amigos morrem, morrem os jovens na guerra, a ameaça
de uma invasão ensombra os dias», escreve a tradutora em nota
incluída nesta edição. 

Neste diário, somos convidados a conhecer as reflexões mais íntimas de Virginia Woolf sobre o mundo e sobre a Humanidade, com uma singularidade e universalidade que muito poucos conseguem alcançar. A 28 de março de 1941, Virginia Woolf suicidou-se, afogando-se no rio Ouse. 

Chega às livrarias a 11 de janeiro.

Sobre a autora

Virginia Woolf nasceu em Londres, em 1882. Após a morte do pai, Sir Leslie Stephen, primeiro editor do Dictionary of National Biography, Virginia e a irmã, a pintora Vanessa Bell, mudaram-se para Bloomsbury e tornaram-se membros incontornáveis do grupo com o mesmo nome. Este coletivo informal de artistas, do qual faziam parte Lytton Strachey e Roger Fry, influenciou fortemente a cultura britânica no início do século XX. Em 1912, Virginia casou com Leonard Woolf, escritor e reformista social. Três anos depois, publicou o seu primeiro romance, A Viagem, no qual lança as sementes do seu estilo narrativo distintivo e inovador. Em 1917, Virginia e Leonard fundaram a Hogarth Press, que inauguraram com a publicação do livro Two Stories, em coautoria, impresso à mão na sala de jantar da sua casa no Surrey. Os seus períodos de intensa criatividade eram frequentemente intercalados de períodos de sofrimento psíquico intenso, com início após a morte da mãe, em 1895. A 28 de março de 1941, meses antes da publicação do seu derradeiro romance, Entre os Actos, Virginia Woolf suicidou-se.

 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Divulgação - «As Aventuras de Robin dos Bosques»: um dos grandes clássicos da literatura, recontado por Roger Lancelyn Green

A 11 de janeiro, a Bertrand Editora faz chegar às livrarias portuguesas uma versão imperdível da história intemporal de Robin dos Bosques, recontada pelo aclamado autor Roger Lancelyn Green. «As Aventuras de Robin dos Bosques» segue as peripécias do herói fora-da-lei que roubava aos ricos para dar aos pobres, desde o seu nascimento até à sua morte, acompanhando as suas conquistas e lutas pela justiça e pelo regresso do rei Ricardo, Coração de Leão.
 
Baseando-se numa iventigação profunda, o autor britânico reúne e reconta nesta obra diversos contos, lendas e baladas sobre a figura lendária, apresentando os fatos históricos em sequência, e permitindo assim a leitura independente ou continua do livro, numa narrativa envolvente e de pura aventura. 

Uma história consagrada no imaginário coletivo e adequada tanto a crianças como a jovens e adultos, pela mão de um dos autores mais marcantes do século XX, «As Aventuras de Robin dos Bosques» é uma referência da literatura, inserindo-se esta nova edição, exclusiva da Bertrand Editora e com prefácio de John Boyne, numa coleção de grandes clássicos. 


Sinopse

Na vasta floresta de Sherwood, Robin dos Bosques, o lendário fora-da-lei, insiste em trocar as voltas aos seus inimigos figadais: o maldoso Guy de Gisborne e o traiçoeiro xerife de Nottingham. Com a ajuda de João Pequeno, do frei Tuck e dos restantes fora-da-lei que compõem o seu alegre bando, Robin continua a lutar pela justiça e pelo regresso do rei Ricardo, Coração de Leão.

Sobre o autor: 

Roger Lancelyn Green foi um biógrafo e escritor infanto-juvenil britânico. Nascido em 1918 em Norwich, Inglaterra, morava em Cheshire, numa mansão que era da sua família há mais de 900 anos. Estudou em Oxford, onde frequentou o Merton College e concluiu o curso de Literatura. Conjuntamente com C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, fez parte da tertúlia literária dos Inklings. Morreu em outubro de 1987.