Já sentia falta de ler um livro assim: arrepiante, intenso, macabro...
As Gémeas do Gelo começa por ser um livro como tantos outros. Cheguei a duvidar da sua qualidade quando reparei na anotação na capa que diz "Para os fãs de A Rapariga no Comboio". Detesto que me impinjam livros desta forma... Mas, passando à frente!
Lydia e Kirstie são gémeas idênticas de apenas 6 anos. Têm o seu próprio idioma, brincadeiras que só elas percebem e por vezes desatam a rir em simultâneo sem razão aparente, quase como se fosse telepatia. E tudo parece perfeito até ao dia que uma das gémeas cai de uma varanda e acaba por morrer... Só que permanece a constante dúvida acerca da identidade da gémea que sobreviveu - que os seus comportamentos não ajudam a esclarecer. Os pais, Sarah e Angus, vivem num ambiente depressivo e regado pelo álcool, desconfiando das intenções de cada um e mantendo segredos. Pensei que a história se ia perder em volta da adição alcoólica destes dois, o que para mim seria uma desilusão, mas o autor consegue fugir muito bem a esse cliché.
Mas não foi só em relação a esse tópico que o autor me conseguiu surpreender. A forma como a história nos é apresentada, como os cenários são pintados de medo e intriga, como vamos construindo o puzzle até perceber o que realmente se passou no dia do acidente... Está fantástico! Sempre que leio algum livro deste género a minha mente está constantemente a criar teorias que expliquem tudo o que estou a ler, mas desta vez não consegui mesmo prever o desfecho da história. E ainda bem, pois de outra forma um thriller psicológico não tem piada nenhuma.
Adorei a leitura e recomendo-o a quem goste deste género literário. 5*
Lydia e Kirstie são gémeas idênticas de apenas 6 anos. Têm o seu próprio idioma, brincadeiras que só elas percebem e por vezes desatam a rir em simultâneo sem razão aparente, quase como se fosse telepatia. E tudo parece perfeito até ao dia que uma das gémeas cai de uma varanda e acaba por morrer... Só que permanece a constante dúvida acerca da identidade da gémea que sobreviveu - que os seus comportamentos não ajudam a esclarecer. Os pais, Sarah e Angus, vivem num ambiente depressivo e regado pelo álcool, desconfiando das intenções de cada um e mantendo segredos. Pensei que a história se ia perder em volta da adição alcoólica destes dois, o que para mim seria uma desilusão, mas o autor consegue fugir muito bem a esse cliché.
Mas não foi só em relação a esse tópico que o autor me conseguiu surpreender. A forma como a história nos é apresentada, como os cenários são pintados de medo e intriga, como vamos construindo o puzzle até perceber o que realmente se passou no dia do acidente... Está fantástico! Sempre que leio algum livro deste género a minha mente está constantemente a criar teorias que expliquem tudo o que estou a ler, mas desta vez não consegui mesmo prever o desfecho da história. E ainda bem, pois de outra forma um thriller psicológico não tem piada nenhuma.
Adorei a leitura e recomendo-o a quem goste deste género literário. 5*
