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segunda-feira, 11 de abril de 2016

O Executor, Lars Kepler

Custa-me a acreditar que já lá vão quase 3 anos desde que li O Hipnotista, o primeiro livro da série Joona Linna, escrito pelo casal nórdico conhecido por Lars Kepler. Foi um livro que me empolgou da primeira à última página e cujo suspense se manteve ao longo da leitura. Mesmo os pormenores que pareciam não encaixar na história, foram rematados de forma genial. Há qualquer coisa especial nos policiais nórdicos, não é?

Joona Linna, o brilhante detective finlandês, é chamado a casa de Carl Palmcrona, para decifrar a estranha morte do empresário. Suspenso no ar por uma corda de nylon e apenas com a pasta de trabalho caída a seu lado, o caso é arquivado como um estranho suicídio. Simultâneamente, num iate à deriva é encontrada uma jovem rapariga, sentada na cama do camarote, com indícios de ter sido afogada na água do mar, mas sem qualquer vestígio de água salgada na pele ou na sua roupa. A jovem, Viola Férnandez, foi confundida com a sua irmã Penélope, uma famosa pacifista que foge agora numa corrida alucinante, juntamente com o seu namorado Bjorn, de um executor contratado para os assassinar. 

Joona Linna, juntamente com a agente dos serviços secretos Saga Bauer, faz de tudo para encontrar e resgatar Penélope e Bjorn. Mas quando descobre o motivo da caça ao casal, Joona sabe que ainda há muito por desvendar: uma fotografia. Uma fotografia onde um grupo de empresários festeja animadamente, com um quarteto de cordas em pano de fundo, e que poderia não ter qualquer significado, não fosse Carl Palmcrona a segurar a taça de champanhe. 

Uma vez mais, adorei a mestria com que Lars Kepler nos prende a um enredo um tanto macabro. Mas em alguns momentos senti que a história se alongava demasiado, apesar de perceber que tudo o que li era necessário para chegar ao final. Um final fraquito, por sinal. Não sei bem como, mas esperava mais desta dupla. 

Joona Linna é um homem estranho. Acompanhamo-lo ao longo de dois livros e mesmo assim, sabemos tão pouco a seu respeito. Adorava perceber qual é o papel de Disa no meio disto tudo. Sempre que ela surge em algum ponto da história, aborrece-me. A relação de amizade entre os dois um bocadinho estranha e percebe-se que há ali algum segredo que os impede de ser algo mais. Epa, mas a Disa é uma seca! Espero que de futuro ela me prove que estou errada.

Não querendo fazer planos que certamente não vou cumprir, espero conseguir ler o terceiro livro da série brevemente (e quando digo brevemente, quero dizer "nos próximos 3 anos").


O Executor, de Kepler, foi o livro que me acompanhou ao longo da Maratona de Páscoa. Em consequência à minha "não tão boa como eu queria" prestação, não consegui terminar a leitura a tempo de o incluir na categoria "Livro sobre Crime(s)". No entanto, ao terminar no início de Abril, vou incluí-lo na categoria "um livro com a acção localizada na nossa época", do Desafio Inverso.

Já leram alguma coisa de Lars Kepler? Sabem se os livros seguintes mantêm a qualidade dos primeiros? Contem-me tudo!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Hipnotista

O Hipnotista, de Lars Kepler, é sem dúvida um dos melhores policiais que já tive oportunidade de ler. Apesar de ser um livro grande, não encontrei palha a encher buracos, o que é agradável. Só tive pena do pouco tempo que ia conseguindo para me dedicar à leitura, pois caso contrário tinha devorado o livro.
A história inicia com o violento assassinato de uma família, do qual sobrevive apenas Josef Ek e a sua irmã mais velha que não se encontrava em casa na altura do crime. Josef Ek fica em muito mau estado e é sedado no hospital para que não sofra hemorragias e dores. Ao investigar o caso, Jonna Linna supõe que quem tenha assassinado a família, poderá tentar fazer o mesmo à filha mais velha e, para a poderem salvar, seria necessário que Josef identificasse o assassino. É aqui que entra Erik Maria Bark, o hipnotista, que devido ao estado de choque de Josef vai hipnotizá-lo para tentar obter respostas. Apesar da boa intenção de Erik e Jonna, a partir deste momento despertam ódios antigos e Benjamin, o filho de Erik, acaba por ser raptado. 
Gostei muito da forma como a historia é desenvolvida. São descritos vários acontecimentos no presente e no passado que se relacionam e nada é deixado ao acaso. É um livro rico em detalhes e com personagens bem construídas. Gostei muito da garra da Simone e da ingenuidade do Nicke.
Quando soube que O Hipnotista é o #1 da série Jonna Linna estava à espera que este fosse um personagem principal como o Poirot que está sempre presente no decorrer da acção. Não é isto que acontece mas mesmo assim não me desiludiu. Tinha grandes expectativas para este livro e não me enganei. Recomendo!

Agora resta decidir o que se segue a seguir. Cada vez que olho para a estante para escolher o próximo livro salta-me logo à vista o Lennox em letras enormes. Parece que está a chamar por mim. Mas é mais um policial, e não queria mergulhar já noutro livro deste género. Vamos ver qual será o escolhido...

Para mais informações acerca do livro podem consultar aqui!