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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Desafios para 2016

Com o Natal quase à porta, está na altura de começar a arrumar as leituras de 2015 e traçar objectivos para o próximo ano. Hoje vou centrar-me apenas neste último ponto, pois parece-me que o balanço de 2015 vai ser um nadinha mais trabalhoso. 

Penso que este ano não vou definir limites nas compras de livros, porque também não estou a prever um futuro muito satisfatório nessa área. Por agora estou desempregada, tenho a casa para sustentar e ainda há muito para organizar e mobilar. Ou seja, comprar livros não é de todo uma prioridade. Vai custar, é verdade, mas se repararem já fez algum tempo desde o último post de aquisições. 

Espero manter as parcerias editoriais, que tanto me ajudaram em 2015 a descobrir novos autores e a explorar outros géneros literários. Foi uma experiência muito positiva. Talvez procure novas parcerias para 2016, mas ainda é um caso a ponderar. Ler mais livros da minha estante, continua a ser uma prioridade! 

E como não podia deixar ser ser, vêm aí os desafios! 

Em 2016 vou participar no desafio Ler Autores Portugueses, de que tomei conhecimento através da Tita, do blogue O Prazer das Coisas. Consiste em ler um livro de um autor português, a cada mês. A escolha dos autores fica ao critério de cada um e, tendo em conta que o clube de leitura também tem apostado nesta temática, não me parece um desafio de difícil execução. 

E como não podia deixar de ser, eu e a Su, do blogue Voyage, preparámos dois desafios que vão estar a funcionar como parceria entre os dois blogues. Não foi nada fácil! Foram precisos uns quantos cafés ao longo do verão para nos debruçarmos sobre os nossos cadernos rabiscados com ideias, para decidirmos quais iríamos por em por em prática este ano. Então aqui fica!

Desafio Inverso

O desafio inverso consiste em escolher, a cada mês, um livro que se enquadra numa das categorias apresentadas. O género literário fica ao critério de cada um e, claro, pode-se realizar os dois temas, em vez de apenas um. Pessoalmente, espero recorrer aos livros já existentes na estante para cumprir o desafio.


Janeiro: um livro do autor preferido / um livro de um autor que desconheces
Fevereiro: um livro passado no futuro / um romance histórico
Março: um livro sobre um ou mais crimes (romance policial/thriller/história verídica, etc.) / um livro sobre um romance “fofinho”
Abril: um livro com a acção localizada na nossa época / um livro com elementos de fantasia
Maio: um livro impingido (emprestado por um amigo; impingido pelo bibliotecário, etc.) / um livro que está na estante há mais de um ano
Junho: um livro de um autor português / um livro de um autor estrangeiro
Julho: um livro passado num país que queres visitar / um livro passado num país que dispensas conhecer
Agosto: um livro para descontrair / um livro para te deixar o coração apertado (história verídica; thriller; terror; drama, etc.)
Setembro: um livro sobre algo ou alguém que admiras / um livro sobre algo ou alguém que odeias (verídicos ou fictícios)
Outubro: um livro que te dá medo de ler (terror; número de páginas; clássico, etc.) / um livro que queres muito ler
Novembro: um livro com uma capa que adoras / um livro com uma capa que odeias
Dezembro: um livro escrito há mais de 100 anos / um livro escrito há menos de 100 anos

 Desafio de Clássicos

Este é um desafio mais pessoal porque, à semelhança do que acontece com a necessidade de apostar mais em autores nacionais, também achamos que está na altura de apostar mais em literatura clássica. Decidimos que as leituras definidas neste desafio serão bi-mensais, de modo a podermos conciliar com o clube de leitura, parcerias e outros desafios. Ainda assim é o desafio que me assusta mais! 
Fizemos uma selecção de livros que ambas temos na estante, para evitar custos e diminuir a pilha TBR, e apesar da "regra" dos dois meses por livro, acabámos por escolher dez livros, para o caso de conseguirmos um bom ritmo de leitura. Então, pela ordem que estão a presentados, os livros escolhidos são:

  • Anna Karenina
  • Orgulho e Preconceito
  • Jane Eyre
  • 1984
  • Admirável Mundo Novo
  • A Metamorfose
  • O Monte dos Vendavais
  • Madame Bovary
  • O Primo Basílio
  • Amor de Perdição 
Se a coisa correr bem, quem sabe se no próximo ano não repetimos a proeza! 

Claro que quem nos quiser acompanhar, é sempre bem-vindo! 

E vocês, já decidiram em que desafios vão participar? Contem-nos tudo!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Planos para Dezembro

Os planos que tracei para o blogue não foram muito bem sucedidos, especialmente desde que mudei de casa. Começamos a chegar àquela altura do ano de retrospecção, em que colocamos todos os pesos na balança e avaliamos o nosso desempenho, procuramos falhas e traçamos os próximos objectivos. Dentro de alguns dias vou começar a matutar sobre estes assuntos, mas ainda é cedo e quero tentar cumprir mais alguns projectos (lagarto, lagarto, lagarto).

Em Novembro começou a leitura conjunta ao novo livro de Isabel Ricardo, A Revolução da Mulher das Pevides, de que já tinha falado aqui no blogue. A minha prestação não está a ser a melhor, porque vou bem atrasada em relação aos restantes participantes. Confesso que já não estou a contar de terminar a leitura a tempo, mas não queria atrasar-me muito mais. A princípio consegui planear as minhas leituras e definir um género de horário para cada livro que tinha em mãos. Isto não me permitiu avançar muito no livro da Isabel, mas serviu para terminar os livros de Valter Hugo Mãe e de Marek Halter. E agora que podia dedicar-me de outra forma a este livro, fui recambiada para uma formação de comparência obrigatória e não dá para levar o calhamaço comigo! Tenho-lhe reservado apenas os serões - que vão sendo curtos.


No segundo encontro do clube de leitura, os membros voltaram a dar preferência a autores portugueses. Escolhemos Rosa Lobato Faria para o mês de Dezembro, que por acaso, não é uma novidade para mim. Apesar de ter um livro da sua autoria na minha estante, acabei por escolher um e-book de modo a poder ler mais facilmente fora de casa, particularmente na dita formação. Escolhi Os Três Casamentos de Camilla S. e penso que não vou ter dificuldades em terminar esta leitura.


Por fim, não me posso esquecer do Desafio Viagens à Lareira que tem ficado no esquecimento dos últimos meses. Aproveitando a época natalícia e o tema de Dezembro - os clássicos -  eu e a Su optámos por planear uma leitura conjunta. O livro escolhido é Um Conto de Natal, de Charles Dickens, e bem sabemos que esta leitura já se tornou um cliché natalício, mas não é isso que nos vai demover. As nossas edições são iguais e na versão original, ou seja, em inglês. Isto tem tudo para correr mal!



domingo, 5 de julho de 2015

Que Esperam os Macacos

Desde que li o meu primeiro livro de Yasmina Khadra (que, na verdade, até agora tinha sido o único) fiquei encantada com a sua escrita. Os Anjos Morrem das Nossas Feridas tinha tudo para ser um livro fantástico: uma história emocionante, personagens cativantes e bem construídas, a narrativa cuidada e aquele toque de drama (e até mesmo de violência) que o autor tão bem sabe transmitir nas suas palavras. Em suma, foi uma leitura viciante. 

Gostei tanto da experiência que não descansei enquanto não juntei uns quantos livros do autor na minha estante, que agora repousam ao lado de Murakami, Zafón e outros de maior destaque. Mas quando peguei neste livro, confesso que  não estava a gostar muito da leitura. Talvez pelas elevadas expectativas com que avancei? A verdade é que consigo enumerar umas quantas coisas que me desagradaram... Mas vamos por partes!


Que Esperam os Macacos leva-nos novamente à Argélia, onde a sociedade é feita de contrastes entre os muito ricos e os muito pobres, os influentes e os insignificantes, os corruptos e os justos... Uma jovem estudante é encontrada morta numa floresta perto de Argel, envolta num lençol de seda, tatuagens de henna, vestida de branco e sem um seio, brutalmente arrancado. Toda a cena se assemelha a algum tipo de ritual que acabou da pior forma. Quem conduz a investigação é Nora Bilal, uma das poucas mulheres com coragem e audácia para ocupar um lugar de chefia num país onde só os homens poderosos são vistos com bons olhos. 

Num primeiro contacto com este livro, que é relativamente pequeno e cuja letra é grande, julguei estar perante uma leitura rápida e fácil. Mas no momento da verdade, levei com um balde de água fria. Senti que os acontecimentos foram relatados muito rápido e sem grandes explicações, como se me estivessem a contar uma história à pressa. A construção dos personagens foi muito vaga e também ficou aquém das expectativas. E não sei até que ponto não andámos a perder tempo com personagens que, se não estivessem lá, também não faziam falta nenhuma... A Sónia, por exemplo. Prostituta, toxicodependente, protegida e amante de Nora (ah, esqueci-me de dizer que a Nora é lésbica) que aparece de vez em quando a fazer cenas deprimentes e cuja única função é trair a Nora no final por meia dúzia de trocos. Sim, isto é um spoiler, mas estava-se mesmo a ver que ia dar em alguma coisa do género...

O que salvou isto tudo, foi mesmo a fase final do livro. Apesar de tudo, adorei a forma como Nora se empenha na investigação e mantém a sua integridade para que ninguém fique acima da lei. Gostei do Sid, o eremita da história que me recordou alguns personagens de Murakami. As origens da rapariga assassinada também tornam a história interessante e o final do livro é genial. Foram todos estes detalhes que me deram ânimo para continuar a leitura, ainda que mais devagarinho. Mas quando cheguei ao capítulo 34, nem vos digo, nem vos conto!!! Já não consegui pousar mais o livro e até ao final leu-se num ápice. 

Atribuí-lhe 4 estrelas no Goodreads porque acabei por gostar bastante do livro, apesar de esperar muito mais de um trabalho de Khadra. Se estiverem a pensar ler o livro não desanimem com este meu comentário porque é apenas mais um entre tantos outros. Vale bem a pena conhecer o trabalho deste autor e quem ainda não conhece, talvez não seja má ideia começar por este livro e depois partir à descoberta de outros títulos. 

Resta-me agradecer à Editorial Bizâncio, pela oferta do exemplar e pela simpatia de sempre :)

Apesar do atraso, Que Esperam os Macacos conta para o desafio Viagens à Lareira de Junho.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Viagens à Lareira - Julho

Meus caros, permitam-me começar este post da seguinte forma: ESTOU DE RESSACA!

Não sei bem ao certo o motivo desta ressaca, mas recordo-me que no ano passado, por esta altura, estava exactamente na mesma. Será do calor? Sei que não é por culpa de algum livro em particular mas é um facto que ultimamente tenho procurado livros mais leves e, mesmo assim, passam-se dias sem ter vontade de lhes pegar. Isto não anda nada fácil! A juntar a tudo, tenho em mão o mais recente livro de Yasmina Khadra, cedido para opinião no blogue pela Editorial Bizâncio, que não está a correr muito bem. Não pela história, que tem aquele lado mais violento a que o autor já nos habituou; não pelo género literário, que tem uns toques de policial e isso agrada-me; mas pela forma como está escrito que não me está a cativar por aí além. Sinto que a história está a ser contada "a despachar", quando não se perdia nada se fosse contada detalhadamente, à semelhança de Os Anjos Morrem das Nossas Feridas. E isto está a tornar-se frustrante porque o livro até é relativamente pequeno e as letras são grandes. Previa-se uma leitura bem rápida mas que já se arrasta há um mês. 

Posto isto, o desafio Viagens à Lareira de Junho não está concluído, apesar de ter sido cuidadosa e não ter feito grandes planos. Recebi há dois dias uma pequena surpresa por parte da Guerra & Paz que não estava nada à espera e me deixou radiante! Não posso ainda falar muito sobre o assunto porque trata-se de um livro que só estará disponível para venda a partir de dia 15 de Julho. Alguns de vocês terão visto uma foto do livro que publiquei no Facebook, mas que entretanto já removi. Quem não viu, vai ter que esperar hehehe Posso, no entanto, dizer-vos que se trata de um romance e que já o comecei a ler, ainda que com um bocadinho de medo... Mas até agora está a correr bem. Está a revelar-se uma leitura de verão bem agradável e, assim, acabei por pausar o livro do Yasmina, esperando que quando terminar este consiga voltar a pegar-lhe com um novo fôlego. 

Apesar de tudo, não deixo de vir planear o desafio deste mês, cujo o tema seria "Ler Um Livro de Um Autor Português". Mais uma vez não vou traçar planos demasiado ambiciosos, mas espero conseguir terminar a leitura de Terra Fria, de Manuel Alves. 





Eu já comecei este livro em Novembro do ano passado e recordo-me que nessa altura acabei por fazer uma pausa para dar prioridade a uma parceria. Fiquei com pena porque estava a gostar bastante e entretanto foi ficando para trás (shame on me!). Vamos esperar que este estado de ressaca passe e que consiga dedicar-me ao Yasmina e ao Manuel Alves. Eles merecem!

Pronto, agora já sabem porque ando mais ausente do blogue... Tenho rabiscado uma data de ideias num caderno que quero desenvolver por aqui, mas nem isso me tem apetecido. Ando também a tratar, juntamente com a Su, do clube de leitura que vai ser criado em Castelo de Vide e que tem sido bastante elogiado junto da Associação responsável. Quando tiver mais novidades venho aqui contar-vos tudo! 

Planos, planos e mais planos! Perdoem-me a ausência, vou tentar vir aqui fazer algumas divulgações que possam surgir e talvez alguma opinião a livros que conclua (milagrosamente...) e espero em breve voltar com energias renovadas!


Até lá, boas leituras!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Viagens à Lareira - Junho

Pela primeira vez desde que iniciámos o desafio de leitura de 2015, senti-me tentada a não o cumprir. Com o aumento das temperaturas e o início da época de férias, o trabalho no hotel tem vindo a aumentar e as pausas a meio da tarde, entre os dois turnos de trabalho, têm sido passadas a dormir. Sim, é isso mesmo (por muito que me custe admitir). A rotina de "levantar cedo" e "deitar tarde" ao fim de algum tempo começa a fazer estragos... 

Por vezes dou por mim a pensar que estou a entrar numa ressaca literária, mas depois acabo por concluir que não... Eu tenho vontade de ler e tenho prazer em pegar num livro e folheá-lo, só que ultimamente sinto uma necessidade ainda maior de sair à rua e ir para uma esplanada conversar com algum amigo. Logo eu, que muitas vezes me fecho no meu quartinho e hiberno até as folgas acabarem. Nunca pensei que acontecesse o contrário.

Com isto, tenho 4 livros na cabeceira que tenho pegado aos poucos e ainda um e-book para ler fora de casa ou antes de dormir, conforme calhe. Só que ainda não senti nenhum avanço significativo em nenhum deles (o que me parece normal...). E é por isto tudo que não me senti à vontade para assumir mais um compromisso, abrir uma votação ou um "debate" para decidir que autor iríamos escolher para a leitura conjunta. Desabafei com a Su, que também anda cheia de trabalho e com folgas escassas, e ela acabou por me perguntar que livros tenho na cabeceira pois talvez ela me conseguisse acompanhar em alguma leitura. Foi então que o novo livro do Yasmina Khadra lhe chamou a atenção e hoje emprestei-lhe o meu exemplar de Os Anjos Morrem das Nossas Feridas.

Por isto tudo, ao contrário do que tem acontecido nos últimos meses, não vos mostrar aqui a possível lista de livros a ler nesta categoria e fico-me apenas pelo que vou mesmo folhear. Espero que  no próximo mês isto corra melhor :)



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Trevas Maravilhosas

Devo admitir que fiquei um bocadinho surpreendida por ter conseguido cumprir o desafio de Maio, cujo tema era ler um livro de Fantasia. Entre várias opções disponíveis na estante, acabei por escolher o Trevas Maravilhosas para poder continuar a leitura desta série iniciada no ano passado. E a verdade é que não lhe estava a achar assim tanta piada quando comecei a ler...

Talvez tenha avançado com expectativas muito elevadas que aliadas à minha pausa temporária do blogue me estavam a deixar desanimada. Cheguei a um ponto em que tive que pensar seriamente em continuar a leitura ou mudar de livro, mas optei por baixar as ditas expectativas e tentar chegar ao fim o quanto antes.

Não é fácil escrever alguma coisa sobre este livro sem entrar em spoilers ao primeiro volume da série, Criaturas Maravilhosas, e por isso não me vou alongar muito nesta opinião. A parte inicial do livro foi um pouco parada, em boa parte por se tratar da "fase de rescaldo" do livro anterior e calculo que isto aconteça um pouco com todas as séries. A cada dia de passa Lena aprende a explorar melhor os seus poderes e por alguma razão (que só descobrimos mais para o fim) a relação com Ethan vai esfriando. Eu gostei muito da Lena no primeiro livro, mas aqui só me apeteceu dar-lhe uns abanões!

A história continua a ser narrada pelo Ethan e gostei muito da evolução deste personagem, ainda mais por não ser nada previsível. E devo dizer-vos que adorei o rumo que a história está a levar. Para quem queira ler esta série prometo que por volta do meio do livro já não fácil pousá-lo. Eu acabei a leitura desejosa de comprar o terceiro volume, apesar de o achar muito caro. Entretanto acalmei-me vi as coisas como elas são: não vou comprar o livro ao preço que está para depois ficar na estante sabe-se lá quanto tempo. Vou esperar um tempo, pode ser que entretanto o encontre em segunda mão ou em promoção.

E assim se cumpriu o desafio do mês!


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Viagens à Lareira - Maio

Já chego com alguns dias de atraso, mas está na altura de vos mostrar os planos de leitura para este mês. Tive alguma dificuldade em cumprir o desafio de Abril, pois além de ter pouco tempo para ler (não me quero tornar repetitiva, mas a verdade é mesmo esta) também não foi nada fácil encontrar um conto que me cativasse. Acreditem, peguei em vários... Espero que este mês seja mais simples.

O tema é a Literatura Fantástica, o que nos abre um sem fim de opções por onde escolher. Como já vem sendo habitual, hoje venho mostrar-vos o que tenho nas estantes que se pode enquadrar neste tema e quais são os meus planos. E sem mais demoras, aqui vamos:










Optei por vos mostrar apenas o primeiro volume de cada série uma vez que, em alguns casos, já tenho alguns livros que lhes dão continuação. E eu sei que tenho aqui excelentes livros para ler, mas o problema é que todos eles dão inicio a novas séries e a última coisa que quero neste momento é comprometer-me com algo desse género. Além disso, eu conheço-me. Se gostar de ler algum destes livros não descanso enquanto não tiver os livros todos cá em casa à minha disposição. E se isso acontece com os livros da Sherrilyn Kenyon, nem quero pensar!

Já agora aproveito para perguntar se há por aí alguém que acompanhe a série da Sherrilyn Kenyon?? Tenho cinco exemplares cá em casa, e ainda não me arrisquei a pegar em nenhum porque não percebo bem de que forma isto funciona. Há várias séries, certo? Os livros têm todos ligação entre si? Se alguém me souber esclarecer agradeço imenso!

Então, como começar uma nova série está fora de questão, penso que a melhor opção será dar continuidade a outra que já esteja na minha estante há algum tempo. Nestas condições tenho apenas um livro - e só tenho mesmo este, por isso já sei que a segui vou ter que gastar dinheiro...




Bem sei que as opiniões acerca deste livro - e desta série, em geral- se dividem por esse mundo fora. O meu primeiro contacto com esta história deu-se quando vi o filme Criaturas Maravilhosas, que adorei e não descansei enquanto não li o livro. Tinha umas quantas diferenças, claro. Há muitas cenas que no filme foram muito mais instantâneas e no livro acabaram por ter um desfecho bem diferente. Mas ainda assim, gostei do que li e acabei por comprar o segundo volume. É seguro dizer que o livro  está há mais de um ano na minha estante e já vai sendo altura de o ler. Por aqui, já alguém o leu? Partilhem a vossa opinião comigo :)

Hoje é dia de folga, depois de um fim de semana mais que atribulado, e vou aproveitar para avançar na leitura do livro que esteve a passatempo aqui no blogue, Os Anjos Morrem das Nossas Feridas. Bem me alertaram para a complexidade dos livros deste autor e é verdade que não é uma leitura fácil, mas é muito boa. Espero conseguir dar-lhe um bom avanço ao longo do dia, aproveitando que está de chuva e nem apetece por o pé na rua.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Terra - Um Conto de Sá Ninguém

Terra, de Sá Ninguém, chegou à minha biblioteca há poucos dias através de um pequeno exemplar cedido pelo autor. Isto de ter oportunidade de divulgar novos livros e novos autores, especialmente portugueses, tem o seu gosto especial e cada vez gosto mais de o fazer. São experiências diferentes do habitual, mas que me têm dado a conhecer um pouco mais do que se faz por cá e que muitas vezes não é devidamente divulgado. Há tantos talentos nacionais que nos passam ao lado e nós insistimos em consumir e em "achar que o melhor" vem lá de fora. Talvez seja por isso que tenho vindo a incluir cada vez mais autores nacionais nas minhas leituras e fico sempre feliz por poder dar o meu pequeno contributo na divulgação de novos livros. 

Deixem-me começar pela capa. Quando peguei no livro pela primeira vez, fiquei uns minutos a contemplá-la. Tentei imaginar de que forma esta imagem se poderia relacionar com a história que tinha pela frente. É uma imagem simples e, ao mesmo tempo, crua. Gosto de capas assim. 

Neste livro conhecemos a história de Novembro e Petra que chegam a Isle of Man, separadamente, em busca de paz e distância da vida que deixaram para trás. Só que o acaso teima em cruzar-lhes os caminhos e, aos poucos, os personagens aproximam-se, criam laços e completam-se entre si. 

É uma história muito bonita e que consegue deixar-nos a pensar em algumas trivialidades a que raramente damos importância. A referência à "terra" e ao "criar raízes" é muito subtil, mas está sempre presente. Gostei muito da escrita do autor por ser simples mas, ao mesmo tempo, estar carregada de doçura. Em alguns momentos lembrou-me a escrita de outra autora portuguesa, a Olinda P. Gil. O livro é pequenino e lê-se rapidamente, o que é ideal para quem procure uma leitura mais leve. Recomendo-o, sem dúvida. Resta-me agradecer a Sá Ninguém por me ter enviado o exemplar, devidamente dedicado. Fico sempre tão babada com estes mimos :) Obrigado!

O livro está disponível para venda (paperback e kindle) através da Amazon ou contactando o autor, por aqui!






O desafio de Abril não foi nada fácil e já contava de não o conseguir cumprir. Peguei em alguns livros, escolhi uns quantos, mas não encontrei nenhum que me incentivasse a chegar ao fim. Eu e os contos.... Se juntarmos a isso o meu horário de trabalho estranho, mais os livros de parcerias (que também estão a avançar devagarinho...), foi a receita para a desgraça!

Entretanto surgiu a oportunidade de ler Terra que me ajudou a concluir o mês, quase na recta final.

Tema para Maio: Fantasia! Desconfio que não vão ter dificuldade em escolher livros desta categoria...


segunda-feira, 30 de março de 2015

Viagens à Lareira - Abril

O tema deste mês são os contos o que nos dá uma infinidade de possibilidades, seja no género literário, na escolha do autor, no tema... Também podemos optar por um livro recheado de pequenas histórias ou contos soltos. Estão a ver, não é? Como já vem sendo hábito desde que iniciámos 2015, e o nosso desafio de leitura, comecei a planear as leituras para este mês com bastante antecedência. Não me queria prender a um livro de contos, porque isso raramente dá bom resultado comigo. Pensei ainda em reler alguns contos da minha infância, como Sophia de Mello Breyner que dei nos tempos de escola mas que mal lembro, por exemplo. E não quer dizer que não o faça ainda, mas acho que seria mais produtivo ler coisas maduras e novas. E se de caminho conseguir ter um pouco mais de liberdade para ler livros de parcerias ou mesmo alguns que estão aqui na estante, tanto melhor!

Assim sendo, vamos aos planos!!

Atestei o meu telemóvel com e-books da página Fantasy & Co, cuja actualização não acompanho há algum tempo mas quero mudar isso. Conheço alguns trabalhos destes autores e reconheço a qualidade deste projecto, por isso vou aproveitar a oportunidade para ler mais alguns contos daqui. Ainda não decidi quais vou ler, ou mesmo de que autor, mas acho que me vou deixar ir ao sabor do momento. 

Olhando para as minhas estantes, encontro apenas dois livros de contos por ler. 








Infelizmente, a minha relação com a Joanne Harris nos últimos anos não tem sido a melhor e ainda me recordo do fiasco que foi ler o Danças e Contradanças. Por isso, está fora de questão! Quanto ao Tchekhov já é mais provável que lhe pegue. Primeiro porque é um daqueles autores que quero muito conhecer e depois porque ainda não estreei nenhum livro da minha colecção de clássicos e ando desejosa de o fazer. Quem sabe? 

Tenho também alguns contos da autoria da Su para ler e espero conseguir fazê-lo ainda este mês. A verdade é que ainda ando um bocado à nora com os meus novos horários e enquanto não me habituar a esta rotina, as leituras acabam por ir ficando para trás. Este mês dedicado a contos vai dar-me um jeitão e espero conseguir ir metendo um ou outro livro da estante aqui pelo meio.Vamos ver como corre! E por aí, como são os vossos planos literários para Abril?

quinta-feira, 19 de março de 2015

Jonas Vai Morrer

Apesar da parceria entre o Delícias e a Chiado Editora já existir há alguns meses, ainda não tinha reparado neste livro. Julgo que passei os olhos por ele na última newsletter mas deve ter sido muito por alto. Acontece que o blogue Mil Folhas vai fazer 3 anos este mês e a Neuza tem um exemplar de Jonas Vai Morrer a passatempo, com o apoio da editora. Se gostarem deste post aproveitem para participar.

O prefácio de Luis Osório lança os dados deste quase-policial, onde "quase tudo o que parece não é". Bastou-me isto para ficar com água na boca - logo eu que não gosto nada de mistérios... Quem é o Jonas? O que terá feito o moço para merecer este destino? Mas o que raio é um quase-policial? Como é que um policial pode ser só quase?? Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas...

Com o berço de Portugal em pano de fundo, a história é contada pela perspectiva de Pedro, o "faz-tudo" de um manicómio que actualmente passa por enfermeiro. É um personagem estranho. Muito rotineiro, muito metódico, muito solitário. Cheguei a pensar se o Pedro não seria mais um inquilino da instituição. Tudo muda quando o paciente 32 lhe entrega um caderno manchado e babado. São devaneios de um louco, um pouco confusos e sem uma ordem específica mas que apelam à curiosidade de Pedro, que passa a dedicar-se todos os dias à leitura e tenta decifrar a única certeza daquele caderno: Jonas vai morrer. 

No final acabei por perceber a ideia do "quase-policial". Não temos propriamente uma investigação criminal pois o crime ainda não aconteceu. O diário do louco irá conduzir-nos à morte de Jonas e no final todas as nossas dúvidas serão esclarecidas. Mas afinal, quem é o Jonas??? Não posso contar-vos, claro! Posso apenas dizer-vos que não estava preparada para o que li, e certamente que vocês também não vão estar. Gosto muito de vos deixar curiosos :P

 O livro é pequeno e lê-se muito rápido. A escrita do autor é simples e envolvente, como um bom policial deve ser. Até mesmo um policial que só "quase" o é. Eu, que sou uma leitora lenta, apenas precisei de um dia para o terminar. A edição está lindíssima, começando pela ilustração da capa e terminando nas páginas entre capítulos. Podem aproveitar e espreitar o vídeo que a Neuza fez hoje, onde ela mostra o livro e vão conseguir perceber a que me refiro. A Chiado Editora está de parabéns por esta edição tão bonita e aproveito para agradecer a disponibilização do exemplar.  



Atribuí 5 estrelas no Goodreads e atrevo-me a juntá-lo às melhores leituras de 2015. É engraçado que o ano ainda não avançou muito e eu posso gabar-me de já contar com excelentes leituras. Follett, Marquéz, Murakami, Gaiman... Desconfio que está a correr bem demais, mas espero que se mantenha assim. Não vamos agoirar! Quero também contar esta leitura para o desafio Viagens à Lareira de Março, contabilizando um total de dois policias até agora (vá, um e meio se quiserem ser minuciosos). 



Vão lá descobrir porque é que o Jonas vai morrer e depois contem-me o que acharam!




domingo, 8 de março de 2015

Contagem Decrescente

Contagem Decrescente foi o primeiro livro de Bruno Franco que chegou à minha estante, em parceria com a Chiado Editora. Só depois de receber o livro percebi que este é segundo volume de uma série, o que na altura me desanimou um pouco. O meu plano era guardar esta leitura para o início de Março de modo a contar para o desafio de leitura, e já estava a ver tudo a cair por terra. Mais tarde li algures que o autor escreveu este volume com alguns spoilers ao primeiro livro, de modo a que qualquer pessoa possa acompanhar e perceber a história. 

Já tinha reparado que o Contagem Decrescente estava a ser muito bem falado pela blogosfera e, sendo um livro de género Policial, eu não podia deixar de ver por mim mesma! 

Começando pela capa, devo dizer que a achei lindíssima. Os tons de cinzento para fazer panelinha com a neblina constante ao longo da história, foram uma excelente escolha. E a ampulheta por onde escorre o sangue, chega a ser arrepiante. Só não concordo com aquela bala e ao lerem o livro vão perceber porquê.

O personagem principal é o detective Rodrigo Tavares, da PJ, que em plena passagem de ano recebe um telefonema de Valter, que é o cabecilha de um plano diabólico que irá enaltecer Portugal perante o Mundo. Acompanhado pelo seu parceiro, Fábio, e dois agentes da PSP, Fonseca e Horta, Rodrigo tenta seguir o rasto de terror e morte deixado por Valter e o seu súbdito. 

Gostei muito que o autor tenha criado um personagem principal negro, que é algo que não se vê todos os dias. Só por curiosidade, andei aqui a olhar para a estante, a correr os livros já lidos, e não encontrei nenhum cujo personagem principal seja negro... O mais diferente que aqui tenho, são mesmo os personagens japoneses do Murakami. De resto é tudo copinho de leite... Hum... 

Queria só apontar, como pontos menos positivos, alguns diálogos entre os personagens, em particular com os pais ou namoradas, que acabei por achar um bocadinho irreais. Talvez pelo abuso em termos carinhosos, mas em particular por alguns comentários cliché. O Fábio tem vários momentos desses, mas o que me salta à ideia, é o momento em que a Sara diz algo como "tenho andado a pensar, e acho que devíamos casar" e o Óscar concorda, assim e porque sim. Hum... não é por nada, mas eu bem tento esta abordagem e o meu moço só me responde "sim, um dia!"rsrsrsrsrs

Mas estes são aspectos que o autor pode, perfeitamente, trabalhar e melhorar de futuro, e não quero com isto dizer que não gostei do livro! Passei um bom bocado, a escrita simples do Bruno faz com que as páginas passem sem darmos por elas. Em menos de nada, dei por mim a meio do livro e isso é algo que me deixa sempre satisfeita. A história é cativante e acabamos por criar empatia pelo Rodrigo e queremos muito perceber a forma como tudo se relaciona com o seu passado - em particular com o assassinato da sua irmã Sandra.

A referência ao Sebastianismo também é genial. Não é todos os dias que encontramos um Policial com uma pontinha de Romance Histórico e, pela parte que me toca, foi agradável recordar este pedaço da história portuguesa e até alguns conceitos que aprendi nos meus tempos de estudante, em relação a Fernando Pessoa e a Camões. Na nota final, o autor recomenda a leitura do livro D. Sebastião e a Vidente, de Deana Barroqueiro, que fiquei com vontade de ler.

 No meio disto tudo, eu acabei por descobrir quem era o assassino. A verdade é que desconfiei desde o início, e a partir de um certo momento tive a certeza que o meu palpite estava certo. Mas ainda não vi mais ninguém a dizer isto, pelo que me resta concluir que só consegui resolver o mistério por ler mesmo muitos policiais. A minha mente está sempre a criar teorias para resolver a intriga e desta vez acabei por acertar. Mas continuo sem saber quem é o Valter! E já agora, o que o motiva a desenvolver um plano tão rebuscado para levar Portugal a todo mundo?

Cheguei ao final do livro pasmada com tudo o que li e em pulgas para ler a continuação. Em relação ao primeiro livro da série, por um lado não sinto necessidade de o ler, pois acho que não é imprescindível para perceber este livro, mas por outro lado acabo por ter vontade de conhecer melhor o caso Queimador e a relação de Rodrigo e Cármen. Gostava de, pelo menos, ter a colecção completa.
Resta-me dar os parabéns ao Bruno, por este livro fantástico! E já agora, quando poderemos ler a continuação??






Este livro vai contar para o desafio Viagens à Lareira, por ser o primeiro do mês de género Policial. Tal como vos contei no post onde fiz o plano mensal, ainda tenho mais alguns livros dentro deste género que quero ler, mas terei que dar prioridade a mais alguns livros que chegaram cá a casa através de parcerias.  Vamos ver se até ao final do mês consigo ler mais algum Policial  :)


domingo, 1 de março de 2015

Viagens à Lareira - Março

Com a entrada no novo mês, chegou a altura de planear as leituras do desafio. O tema são os Policiais, que é um dos meus géneros preferidos! Não quero ser muito ambiciosa, já que em Fevereiro só consegui ler um livro impingido, mas mesmo assim não deixo de espreitar as estantes e pensar no que me poderá apetecer ler.

Sendo um género literário que eu gosto bastante, como devem calcular, o que não falta cá em casa são Policiais. Gostava de começar por vos mostrar os que fazem parte da pilha por ler. 

Colecção Calafrio

Ken Follett

Trilogia Millennium

Agatha Christie

John Verdon, Daniel Silva, Lars Kepler

Louis Bayard, Christopher Priest, Bruno Franco

Como podem ver, tenho muito por onde escolher nesta categoria, mas acabei por me decidir pelos da última foto. Vou começar o mês pelo Contagem Decrescente, não só por querer dar prioridade à parceria com a Chiado, mas também porque tenho muita curiosidade com este livro. De seguida gostava de ler Os Extremos, que me foi oferecido pelo amigo Corvo. Se ainda for a tempo, quero ler Os Olhos de Allan Poe, que esteve anos na minha wishlist e recentemente chegou cá a casa. Mas como devo ter que fazer uma leitura extra-desafio, não sei até que ponto vou conseguir cumprir. Se, por milagre, ainda me sobrar algum tempo ao final do mês, gostava de ler O Executor. Adorei o primeiro livro desta saga e não vejo a hora de continuar a leitura. Se bem que duvido muito que isso aconteça, até porque amanhã vou começar uma formação, pelo Centro de Emprego, e não sei bem como isto vai correr. 

Que acham das minhas escolhas? Já leram algum dos livros que vos mostrei?


(Su, se algum te piscar o olho, já sabes!)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Cem Anos de Solidão

Tenho este livro na minha estante há coisa de dois anos. A vontade de o ler era enorme, mas o medo conseguiu sempre sobrepor-se. Isto porque sempre me fizeram desta história um bicho de sete cabeças! Disseram-me que era um livro excelente, mas muito confuso e que a escrita se tornava maçadora. Ouvi de tudo um pouco e acabei por o deixar descansadinho na estante, à espera do momento certo. 

Este mês, à conta das leituras impingidas, a Su recomendou-mo e decidi que o momento havia chegado. Sinto que esta opinião não vai sair grande coisa, tal o estado em que o livro me deixou. É mais uma daquelas vezes em que se gosta tanto de um livro que nem se sabe bem o que dizer a seu respeito, estou praticamente sem palavras...

Antes de mais posso dizer-vos que foi o primeiro livro de Gabriel García Márquez que li e, à conta deste livro, chegaram mais dois da sua autoria à minha estante. Irei mostrar-vos tudo noutro post de aquisições mais tarde, quando já estiverem todos comigo. O que mais me deixava curiosa acerca deste livro, era a forma como estava escrito e que todos gabavam. Nisso eram unânimes e devo dar razão a todos os que me recomendaram esta leitura. É uma escrita tão simples e, ao mesmo tempo, soberba. Não percebo como alguém a pode ter achado maçadora! Eu achei a escrita muito cativante, e por várias vezes foi difícil pausar a leitura.

Percebo, no entanto, porque me diziam que o livro era confuso. Cem Anos de Solidão conta-nos a história da família Buendía, desde o primeiro da estirpe, José Arcádio Buendía, até ao seu último descendente. Acompanhamos todos ao longo de um século, num total de sete gerações. O que torna o livro um pouco complicado de ler é a repetição de nomes ao longo das várias gerações, particularmente José Arcádio, Aureliano e Remédios. As edições mais recentes trazem a árvore genealógica da família nas primeiras páginas, mas quem tem uma edição mais antiga deve procurar a genealogia da família. Eu fiz o tpc e encontrei várias na net, mas são tão detalhadas que se tornam um pouco confusas. A da minha edição é mais simples e, por isso, partilho-a convosco:


Esta é uma família de loucos! Todos os Buendía das primeiras gerações têm uma aptidão especial. Os José Arcádio interessam-se por filosofia, ciência e por literatura; Os Aurelianos são bons artesãos, mas acima de tudo, são bons líderes. Estas características vão-se repetido ao longo de todas as gerações. Em relação às mulheres da família não é assim tão linear, mas acabamos por encontrar alguns fenómenos bizarros. O que toda a família tem em comum, mesmo ao fim de cem anos, é a solidão em que se encontram, cada um à sua maneira. 

Ao longo da narrativa conhecemos todos os personagens ao pormenor juntamente com os seus destinos, quase todos trágicos. A evolução da aldeia de Macondo também é muito interessante. Gostei muito de acompanhar o seu desenvolvimento até entrar em declínio. Torna-se difícil escolher personagens favoritos, por causa da tal repetição de personalidades. Posso dizer-vos que a Fernanda me irritou imenso com tanta presunção e também pela forma como trata os restantes personagens mas, acima de tudo, pela forma como chega a casa dos Buendía e "rouba" a autoridade à matriarca, Úrsula. O último Aureliano foi o meu favorito de todos, em boa parte pela forma como a história terminou. E que final! Por muito que tentasse imaginar o final da história, nada me preparou para o que acabei por ler. Li e reli a última frase várias vezes com um misto de surpresa e tristeza por ter chegado ao fim. 

Bem sei que esta review não é nem de perto das melhores que já escrevi, mas a verdade é que continuo sem palavras para descrever esta obra. Uma obra que valeu o prémio nóbel. Sinto que nada do que possa dizer fará justiça ao livro (não gosto nada quando isto acontece) e, por isso, o melhor é mesmo lerem!



Este foi o primeiro livro impingido de Fevereiro. De seguida vou pegar na Papisa Joana, mas ainda vou receber alguns livros de parcerias e estou a pensar intercalar as leituras. Vamos ver como corre. Quem já leu o Cem Anos de Solidão, que tem a dizer sobre este livro?






sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Viagens à Lareira - Fevereiro

Os mais atentos deverão ter visto que, na passada segunda feira, publiquei esta foto no Facebook:






Ultimamente, eu e a Su temos aproveitado as nossas visitas quinzenais à Casa do Povo para combinar um café e por a conversa em dia. Desta vez aproveitámos para fazer a troca de livros que irão constar no desafio de leitura para Fevereiro e discutir um pouco as nossas escolhas - entre outros assuntos...

Fevereiro será o mês das leituras impingidas. E o que é isso perguntam vocês? Bem, quando alguma de nós lê algum livro bom, que queremos mesmo recomendar à outra, usamos esse termo. Nem sei bem como  tudo começou, mas julgo que terá sido quando obriguei a Su a ler o Norwegian Wood, do Murakami. No final ela gostou tanto do livro quanto eu e o termo "impingir" acabou por pegar. Desde então tem havido imensos livros que vamos recomendando entre nós. Só que, com as imensas pilhas por ler nas nossas estantes, acabamos por não ler livros emprestados e assim decidimos dedicar um mês do nosso desafio a estas leituras especiais.

Ao longo de Janeiro fomos falando um pouco sobre as escolhas, de modo a que fossem ao encontro dos nossos gostos pessoais e  no final reduzimos a selecção a quatro livros. E lá estão eles na foto de cima!

A Su irá depois fazer um post no Voyage onde irá mostrar os livros que eu escolhi para ela (fui muito boazinha!) e eu vou mostrar-vos melhor o que me calhou.













Fizemos uma pequena batota na troca de livros, pois ambas recomendámos um livro que já tínhamos na estante. No meu caso, a Su quis impingir-me Os Cem Anos de Solidão, mas como eu tenho um exemplar na estante há dois anos, não fazia sentido ler o dela!

Infelizmente, não devo conseguir pegar nos quatro livros mas vou tentar ler a maioria. O único que eu quero realmente ler, desta pequena pilha, é precisamente Os Cem Anos de Solidão porque sei que é um livro bom e quero lê-lo há imenso tempo. Só que também sei que não se trata de uma leitura fácil e é por isso que ainda não lhe peguei. Na verdade não sei o que se passa este ano, pois já é o segundo livro "menos fácil" que me proponho a ler. Espero que corra pelo melhor...

Também quero muito ler A Papisa Joana, que foi tão bem comentado pela Isaura, do blog Jardim de Mil Histórias, no mês de Janeiro. Na altura em que a sua opinião foi publicada, acabei por procurar mais informação sobre o livro e opiniões de outros leitores e fiquei com imensa vontade de o ler. Lucky me, a Su tem um exemplar e emprestou-mo. Estes dois são a minha prioridade para Fevereiro. 

Quanto aos restantes, irei pegar-lhes se ainda for a tempo. Mas nem sei bem a qual dar prioridade. A Insustentável Leveza do Ser atrai-me muito! Mas, pensando já em Março, cujo tema serão os Policiais, talvez acabe por optar pelo Jardim Encantado, que foi escolhido precisamente por ser uma leitura mais leve. Mas não sei bem, e vou esperar para ver como corre com Os Cem Anos de Solidão.

Para quem nos quiser acompanhar no desafio deste mês, também tínhamos proposto uma Comédia, como tema alternativo, a fazer panelinha com o Carnaval. Mas se tiverem por aí algum livro que estejam constantemente a recomendar-vos, ou algum que vos tenham emprestado recentemente, estejam à vontade e contem-nos depois quais são as vossas escolhas.