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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Bolachas de manteiga de amendoim [receita]

Não gosto de manteiga de amendoim. 

Não me batam já!


Acontece que há umas semaninhas veio cá parar um frasco a casa, dentro de um cabaz de oferta do Pingo Doce. Neste segundo confinamento, com o cinto ainda mais apertado do que no primeiro, comecei também a dedicar-me à cozinha e a tirar mais proveito da minha Bimby. Depois de uma breve pesquisa, encontrei esta receita de bolachas de manteiga de amendoim e pepitas de chocolate no blogue da Graça - Truques e Dicas, a quem desde já agradeço a partilha. 


Ingredientes

  • 180g de chocolate (misturei chocolate de culinária com chocolates do Natal)
  • 100g de manteiga culinária
  • 80g de manteiga de amendoim
  • 170g de açúcar amarelo
  • 1 ovo (usei L)
  • 230g de farinha T55 c/ fermento (usei farinha para bolos c/ fermento)
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio ou fermento para bolos (usei fermento)

 

Preparação para Bimby 

  •  Pique o chocolate de forma grosseira. Eu piquei o chocolate à mão, excepto o de culinária por ser muito duro. Coloquei esse na Bimby vel 6/ 4 a 6 segundos. Reserve.
  • Coloque no copo a manteiga de amendoim, o ovo, a manteiga culinária, o açúcar e bata 30seg/ vel 4
  • Junte o fermento e a farinha e envolva 10seg/ vel 6
  • Depois de raspar o que ficou nas paredes do copo, adicione o chocolate e envolva 20 seg/ colher inversa/ vel 3.
  • Pré-aqueça o forno a 180º
  • Entretanto, com a ajuda de uma colher de chá molde bolinhas de massa e disponha num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal. Conte com algum espaço entre as bolinhas e coloque no forno sem achatar. 
  • Reduza um pouco a temperatura do forno para 170º e cozinhe cerca de 15 minutos até ficarem douradas. Deixe arrefecer antes de tirar do papel vegetal. 

 


 

 



E para quem não gosta de manteiga de amendoim, só vos digo: são divinais!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O domingo das Azevias

Há algumas semanas comentei com o meu namorado que gostava muito de aprender a fazer azevias. Não apenas pelo "saber fazer" mas também porque hoje em dia, comprar azevias é uma coisa absurdamente cara. Pelo menos por cá, tenho-as visto a 1 euros cada e para quem queira encomendar suficientes para ter em casa na noite da Consoada, já podem imaginar o gasto que não é... 

Então lembrei-me que, todos os anos, duas tias minhas se juntam para fazer azevias que acabam por distribuir pela família toda. Quem melhor para me ensinar, não é? Combinei tudo com elas e domingo lá peguei no meu caderno de notas e fui ajudá-las. Começaram por me explicar que usam sempre 2kg de farinha e que metade da massa ainda não estava feita, para eu poder ver como se faz. Ena Ena!! Fiquei toda contente. Então, enquanto a minha tia Cândida ia começando a saga das azevias, a minha tia Antónia explicou-me a receita e os passinhos todos para fazer a massa e o doce. 

O Doce 
(para 1kg de farinha)


1 frasco de grão cozido (aprox. 400g)
300g de açúcar (usámos louro, mas podem usar açúcar branco)
Raspas de casca de laranja

Depois de escorrer bem o grão, retira-se a pele (sim, grão a grão) e depois passa-se tudo no passe-vite. Leva-se uma panela ao lume com o puré de grão e o açúcar e deixa-se levantar fervura. Vai-se mexendo para envolver bem o açúcar no puré. Quando o puré começar a borbulhar, juntam-se as raspas da laranja e apaga-se o lume. 

O doce tem que estar frio no momento de fazer as azevias, por isso deve ser feito na véspera e conservado no frigorífico.

A Massa

Para facilitar um pouco a tarefa de amassar a massa, a minha tia faz os 2kg habituais de forma separada. Para isto usa um alguidar, nem muito pequeno nem muito grande, mas que dê para movimentar bem os ingredientes.

1 kg de farinha sem fermento
1 tigela de água morna
1 pacote pequeno de banha de porco (julgo que o pacote é de 250g)
1 pitada de sal
1 cálice pequeno de aguardente

Começamos por aquecer a água, que pode vir directamente da torneira, mas que tem que estar morna. A tigela a usar também não precisa de ser muito grande, basta uma tigela da sopa. Dissolvemos o sal na água. No alguidar adicionamos a farinha e abrimos um buraco no meio, onde deitámos a água morna. Após isto é muito importante envolver a farinha e a água de modo a que toda a farinha fique húmida, por isso toca a envolver tudo muito bem! 

Quando estiver tudo bem envolvido, junta-se a banha aos poucos e comaçamos a amassar. A massa deve ficar elástica e homogénea, o que ainda pode levar um bocadinho a conseguir. No final adiciona-se a aguardente e envolve-se mais um pouco para misturar bem. O detalhe da aguardente é muito importante, pois é o que vai fazer a massa crescer durante a fritura. No final envolve-se a massa dentro de um pano e deixa-se repousar, de preferência num local quente ou ao sol. O tempo de repouso é relativo. Nós deixámos repousar enquanto fazíamos azevias da massa que já estava feita, o que deve ter sido cerca de uma hora e pouco...

Passando às azevias propriamente ditas, revelou-se um trabalho apto a qualquer criança que frequente o infantário. Então retira-se um pouco de massa e faz-se uma bolinha com as mãos, para ajudar a massa a aquecer um pouco e depois estica-se bem com o rolo da massa, até ficar fina. Depois disso coloca-se uma colher de doce em cima da massa, fecha-se e corta-se o excesso, dando-lhe a forma que tão bem conhecemos. E foi assim, ao longo de mais de 200 azevias. 

Recordo-me de a minha tia explicar que não gosta de fazer as azevias em bancada de mármore pois a pedra é muito fria e custa mais a esticar a massa. Usámos uma mesa de madeira para esticar e montar as azevias e fomo-las juntando na bancada de mármore, à espera da hora de fritar. 

A parte final também requer muita paciência, pois se fazer mais de 200 azevias (ainda que o trabalho seja repartido por 3 pessoas) dá algumas dores de costas, pescoço e mãos, a parte de fritar também se torna um desafio para os braços. Convém usar uma fritadeira grande, para que não tenham que fritar uma de cada vez, e o óleo deve ser abundante (o suficiente para as azevias não arrastarem no fundo do tacho). O óleo deve estar bem quente e não vale baixarem o lume a meio, senão demoram muito mais tempo. Não se esqueçam de ir virando as azevias para que fritem de ambos os lados. Por vezes temos que ajudar porque o peso do doce não as deixa virar sozinhas e temos que as segurar com a espátula. Quando estiverem douradinhas, retiram-se e deixa-se escorrer. Para isto a minha tia usou um alguidar enorme, onde as foi juntando. Depois de secas, envolvera-se em açúcar e foram repartidas em caixas para toda a família.

Não é um processo muito difícil, e fazendo contas ao material usado, não devemos ter chegado aos 5 euros. Imaginem lá quanto não lucram as pastelarias que vendem cada azevia a 1 euro!! No próximo ano já sabem: toca a por a mão na massa!

Ah!! Quase me esquecia! Para quem prefira as azevias cozidas, já andei a investigar. Todo o processo é igual, mas a massa deve ficar um pouco mais grossa. Depois é só polvilhar com um bocadinho de canela e levar ao forno.


sábado, 18 de outubro de 2014

Conserva de marmelos

Ontem encontrei aqui em casa um saco cheio de marmelos. Eu nem gosto muito de marmelos, nem de marmelada, mas sei que a minha mãe adora. Só que ao ver aquele saco cheio de fruta, percebi que a maioria acabaria por se estragar, e isso é sempre uma pena. Então comecei a pensar o que poderia fazer  para conservar os frutos. Lembrei-me de fazer marmelada, mas já cá tenho uma caixa cheia que alguém ofereceu à minha mãe...

Então lembrei-me que podia fazer conservas. Afinal, sempre posso por em prática as aulas da formação de compotas e licores. 

Deixo-vos a receita que utilizei, que inicialmente era para conservar pêras:

Ingredientes:

  • 1L de água
  • 400g de açúcar
  • 1 pau de canela
  • 2 cravinhos (não usei)
  • 1kg de marmelos 
  • Frascos de vidro grandes (podem usar os que se compram no supermercado com grão, feijão...)

Procedimento:
  •  Leve ao lume um tacho com a água, o açúcar, o pau de canela e (supostamente) os cravinhos. Deixe ferver;
  • Enquanto isso, descasque os marmelo, corte-os em pedaços e limpe-os de caroços. Acrescente à calda que está ao lume e deixe ferver, em lume brando, durante 30 min. Mais uma vez, recordo que a receita original era para conservar pêras. No caso dos marmelos, como são mais rijos, convém confirmar se ao fim deste tempo estão, de facto, cozidos. Os meus, por acaso, estavam.
  • Retire os marmelos e deixe ferver a calda  por mais alguns minutos, até ficar em ponto pérola.
  • Coloque os marmelos em frascos e regue com a calda arrefecida. Consuma por um período de 30 dias.

Ponto pérola -  Com a ajuda de uma espumadeira, retire um pouco da calda para um prato e veja se escorrem uns fios pouco resistentes com uma bola pouco consistente na extremidade.

Ainda ali tenho marmelos e estava a pensar fazer doce. Alguém tem mais ideias?