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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Novidades de Julho - Editorial Bizâncio

«Permitam que me apresente. Chamo-me Carlos Magdalena e sou apaixonado por plantas.
Em 2010 fui apelidado de «El Mesías de las Plantas» por Pablo Tuñón, um jornalista que escreveu sobre o meu trabalho no jornal espanhol La Nueva España. Suspeito de que o nome se inspirou em parte na minha barba e cabelo compridos pós-bíblicos, bem como no facto de eu dedicar uma grande parte do meu tempo a salvar plantas que se encontram à beira da extinção.» O Messias das Plantas - Introdução
O Messias das Plantas é a história inspiradora de um homem que dedicou a sua vida – e a arriscou – em prol da salvação de espécies ameaçadas, sempre com o desígnio de fazer do planeta Terra um sítio mais verde e feliz.

Nº de páginas: 320 (inclui 16 de extratextos a cores)

PVP: 17,00 (com IVA)






Em 2016, Jay, o filho de Yuki, torna-se pai, convicto de que tem um casamento feliz. É o ano em que confrontará a sua mãe, que o abandonou quando tinha apenas dois anos.
Escrito com inquietante beleza, Inofensivas, Como Tu, é um romance pleno de suspense acerca das complexidades da identidade, da arte, das amizades da adolescência e dos laços de família que, em última instância, nos coloca perante a questão: Como abandona uma mãe o seu filho? 
Uma narrativa brilhante de amor, solidão e reconciliação.
«Um romance elegante e comovente, cuja intensidade cresce à medida que a narrativa evolui, explorando as questões da pertença, alienação e desejo.» Daily Mail

Nº de páginas: 352

PVP: 16,50 (com IVA)


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Deus Ajude a Criança, Toni Morrison

Não posso afirmar que "adoooro" Toni Morrison porque isso seria falar com pouco conhecimento de causa. 

Li o Beloved há poucos anos, e gostei muito. Creio que na altura esse livro fez parte de uma leitura conjunta com a Su, para o nosso clube. A forma como a autora nos transporta para dentro da história e nos faz quase sentir na pele "o que é ser negro", como é sentir um medo constante da discriminação e das injustiças que o tom da pele atrai, ensinando o leitor mais um pouco sobre a escravatura - mais um pouco de algo que nunca deve ser esquecido - deixaram-me rendida a esse livro. E à autora. 

Ao procurar mais títulos queria não só repetir essa sensação, mas também conhecer mais um pouco do seu trabalho. Se gostei de Deus Ajude a Criança? Sim, na verdade gostei. Mas  também levo daqui uma certa cota de desilusão. 

A história centra-se mais nos dias de hoje, e portanto não toca tanto o tema da escravatura. Mas sente-se na mesma aquele clima de receio a pairar sobre as personagens. Especialmente com Sweetness, a mãe de Bride.

Bride, a protagonista, é uma rapariga de pele, olhos e cabelo muito negros, apesar de ser descendente de negros com um tom de pele claro. Esta diferença começou por lhe custar o pai, que ao ver a filha na maternidade recusou-se a assuma-la como tal. Sweetness cria a filha sozinha, mas por obrigação e não por amor, sentindo ela própria repulsa pelo tom de pele da filha. E é esta premissa que desperta a curiosidade para a leitura, que promete ser, no mínimo, interessante.

Mas não. Bride torna-se uma mulher bem-sucedida e aprende a tirar partido do tom de pele, usando-o a seu favor. A mãe acaba por ser apenas uma personagem distante, com quem a filha pouco fala. E a história acaba por enveredar por outros caminhos. Não fosse isto um autêntico balde de água fria para o leitor, ainda temos que gramar com capítulos narrados por personagens que não acrescentam nada à história. Como é o caso da melhor amiga de Bride, que de vez em quando lá vem contar a sua versão dos factos já relatados pela protagonista. A única coisa que se retém disso, é que a amiga de Bride está constantemente a desdenhar das opções da amiga, num tom que roça ali a inveja. Se passávamos bem sem isso? Sim, sem dúvida.

Como pontos positivos, é importante frisar de que se trata de uma leitura mais leve e que entretém, claro. Aquela escrita deliciosa da Toni Morrison, que conheci em Beloved, está cá. É um facto que a autora já vai na faixa dos 80, pelo que é normal que o produto final dos seus livros não seja tão trabalhado como outrora. Só por isso, está mais ou menos perdoada.

Posto isto, fica o apelo:

Sugestões de livros fantásticos da Toni Morrison, alguém tem?


Outros post's sugeridos:




terça-feira, 19 de junho de 2018

Fernando Pessoa, Cesário Verde e Fernando Rosas nas novidades da Guerra e Paz

CONSELHOS ÀS MALCASADAS:
AS MALCASADAS SÃO TODAS AS MULHERES CASADAS, E ALGUMAS SOLTEIRAS
Fernando Pessoa
Antologia de Manuel S. Fonseca
15x23
120 páginas
Ficção/Poesia
12,00 €
Nas livrarias a 19 de Junho
Guerra e Paz Editores

Da sexualidade de Fernando Pessoa nada sabemos. Terá morrido virgem? Foi um perverso polimorfo? Impossível saber. Conhecemos, isso sim, os seus escritos, onde muitas vezes surge o sexo, o erotismo, o desejo. Conselhos às Malcasadas – As Malcasadas São Todas as Mulheres Casadas, e Algumas Solteiras é a antologia desses textos, de Fernando Pessoa e dos heterónimos Álvaro de Campos, Bernardo Soares, Barão de Teive, António Mora e Maria José. A antologia é de Manuel S. Fonseca, e o livro integra a colecção Os Livros de Fernando Pessoa.
Pessoa jura que toda a volúpia vem do cérebro. Aconselha as mulheres a trair os maridos, mas só em pensamento, a carne seria coisa banal e plebeia. Mas este é também o mesmo Pessoa que se atira a Ophélia, beijando-a sôfrega e tropegamente, escrevendo-lhe cartas ridículas, como ele dizia que eram todas as cartas de amor. Pessoa é Maria José, a corcunda, que olha à janela o amado, a quem nunca falará. Em suma, a superioridade do espírito face à matéria, mas onde, por vezes, assoma a dúvida – será tudo fingimento? Assim, propomos ao leitor que nos acompanhe, não à arca do poeta, mas à sua cama. E com ele partilhe a exaltação amorosa: sensualidade, desejo, sexo. Com ele e com os seus heterónimos, numa bela orgia literária.



O LIVRO DE CESÁRIO VERDE
E POESIAS DISPERSAS
Cesário Verde
15x23
168 páginas
Ficção/Literatura Portuguesa
11,50 €
Nas livrarias a 19 de Junho
Guerra e Paz Editores

Foi Fernando Pessoa – ou melhor, Alberto Caeiro – quem escreveu: «Leio até me arderem os olhos o Livro de Cesário Verde.» E é precisamente O Livro de Cesário Verde e Poesias Dispersas a nova aposta dos Clássicos Guerra e Paz, com a obra poética integral de Cesário Verde e fixação de texto, revisão e extratextos de Ana Salgado.
Com o fim do romantismo e o início do realismo, Cesário Verde, dividido entre o comércio e a literatura, publica os seus versos em jornais. Só em 1887, já postumamente, é publicado o seu primeiro livro: O Livro de Cesário Verde. Muito influenciado por Charles Baudelaire, o poeta cria um estilo próprio e encontra em Lisboa, caótica e sinistra, a sua grande personagem. Afinal, há poesia no real, no concreto, nos objectos banais, nos gestos, no dia-a-dia. Desfilam novas personagens, que já não musas, mas engomadeiras, varinas e operários. Paralelamente ao binómio cidade-campo, surge a figura feminina, a da mulher citadina, frívola e calculista em confronto com a mulher campestre, doce e pura.
Cesário Verde é um dos precursores do modernismo em Portugal. Inventa uma nova poesia quer na forma quer no conteúdo. É um discurso poético de ruptura. O poeta, muito atento ao pormenor, capta as impressões e invoca a realidade. É a poesia do quotidiano, dos sentidos.
Outrora desprezado e ostracizado, o reconhecimento do seu valor literário só chega com a geração de Orpheu. Fernando Pessoa chama-lhe «mestre». É hoje reconhecido como um génio pelas suas composições, como «O sentimento dum ocidental», «Num bairro moderno», «Nós». Aceitemos o convite de Mário Cesariny e vamos «todos para casa ler Cesário Verde / que ainda há passeios ainda há poetas cá no país!»



FERNANDO ROSAS:
A HISTÓRIA COMO PAIXÃO
Diálogo com José Jorge Letria
15x20
160 páginas
13,99 €
Não Ficção/Biografia
Nas livrarias a 19 de Junho
Guerra e Paz Editores | o fio da memória

Fernando Rosas é o convidado de José Jorge Letria no próximo volume da colecção o fio da memória, publicada pela Guerra e Paz em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores: Fernando Rosas – A História Como Paixão.
Nascido em Lisboa, numa família com fortes tradições republicanas, Fernando Rosas empenhou-se no combate político desde muito jovem, o que implicou algumas prisões e a experiência da clandestinidade, acabando por se converter numa intensa e apaixonada carreira de investigação histórica, com destaque para a evolução dos regimes fascistas.
Co-fundador do Bloco de Esquerda, com Francisco Louçã, Miguel Portas e Luís Fazenda, candidato à Presidência da República em 2000, deputado durante oito anos, Fernando Rosas partilha as suas motivações intelectuais e políticas. Em diálogo com José Jorge Letria, recorda o avô Filipe Mendes, um militante e dirigente republicano que muito lhe ensinou sobre os combates pela cidadania e pela liberdade, partilha a evolução do seu pensamento político e reconhece, na comemoração dos 200 anos do nascimento de Marx, que o pensamento do filósofo continua vivo, embora não deva ser entendido como uma bíblia.

Estes livros estão disponíveis nas livrarias a 19 de Junho.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Nina - a cadela devoradora de livros

Quando se tem animais de estimação em casa, é frequente recorrer a toda uma panóplia de estratégias e artimanhas para tudo e mais alguma coisa. Seja para dar medicamentos, para ensinar truques, para fazer com que comam aquela comida que eles não gostam mas têm que comer.... 

Na minha casa não é excepção. Ou melhor, na casa da minha mãe. Tudo começou por causa do Nero e da Luna, os gatos, que faziam autênticas maratonas de sesta em cima da box da Tv. Claro que para além do sobreaquecimento do aparelho, também há a questão dos pêlos de gato que lá ficavam. Portanto, a minha mãe rodeou o aparelho de livros antigos, de forma a que os gatos não conseguissem ir para lá. E isto funcionou durante alguns meses. 

Acontece que de há algumas semanas para cá, a minha cadela Nina tem feito das suas...
Sendo a mais nova e mais irrequieta da casa, já sabemos de antemão que 99% das asneiras são da sua autoria. Baldes derrubados, comida espalhada, mantas pela casa.... Agora são os livros, que vão sendo cada vez mais escassos. Começou por roer precisamente os rodeavam a box e depois fez um upgrade para os albuns de fotografias que estavam dispostos numa prateleira lá perto. Só posso imaginar a alegria da cadela a esfanicar os livros. Desde o barulho que aquilo faz ao rasgar, ao lixo que fica espalhado pela casa. Deve ser divertidíssimo - para ela. 

Ah e tal, os livrólicos gostam de cheirar os livros... Será que também são um bom petisco? 



sábado, 2 de junho de 2018

Um guia prático que recupera os ensinamentos das nossas avós

JÁ A MINHA AVÓ SABIA
Erin Bried
15x23
296 páginas
Não Ficção/Vida Prática
16,50 €
Nas livrarias a 05 de Junho
Guerra e Paz Editores


Já a Minha Avó Sabia, de Erin Bried, é um livro que recupera a sabedoria preciosa das nossas queridas avós. Elas ensina­ram-nos a ser auto-suficientes, a poupar dinheiro, a divertir-nos e, acima de tudo, a valorizar o que é realmente importante na nossa vida. Chega às livrarias a 5 de Junho.

Já a Minha Avó Sabia reúne mais de 100 dicas sobre cozinha, limpeza, jardinagem, lazer, poupança e tantos outros temas da vida quotidiana. Quer aprender a planear a ementa semanal? Sabia que pode usar o vinagre para limpar quase tudo? Precisa de truques para remover a maior parte das nódoas? Sabe como perfumar a casa sem velas? E como conseguir uma boa noite de sono? Quer dominar a técnica de fazer comprar sem crédito? Precisa de dicas para iniciar um pé-de-meia? Qual a melhor forma de lidar com um problema no seu bairro? Entre muitas outras utilidades do dia-a-dia, neste livro, como num baú que se vai buscar ao sótão, está o que as nossas avós nos ensinaram e que nunca devemos esquecer. Era assim que as nossas avós faziam: soluções práticas e simples. Nunca falham.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Novidades Editoriais - Os Livros De Junho - Grupo Leya

 O Nosso Avô Foi à Guerra, de Clemente e Nuno Rogeiro (DOM QUIXOTE)

Cem anos depois, Clemente e Nuno Rogeiro descobriram o diário do avô na I Guerra Mundial. Investigaram também vários aspectos menos conhecidos do conflito: da espionagem sobre Portugal ao papel das forças especiais alemãs (as «Unidades Röhr»), da desmontagem de mitos sobre Tancos e La Lys aos reais segredos da nossa entrada em combate, com recurso a novas fontes e arquivos. Joaquim Simões Costa acabou a Grande Guerra como tenente do exército português, na arma de infantaria. Foi um dos primeiros militares a entrar nas trincheiras, na primeira linha, face ao inimigo, em Ferme du Bois. No Dia de Santo António, em 1917, ainda sargento, tombou gravemente ferido. Por iniciativa sua, a subunidade que comandava desobedeceu a ordens de retirada, e resistiu mais uma hora, para dar tempo à entrada em acção da nossa artilharia. À venda a 12 de Junho



O Fundo da Gaveta, de Vasco Pulido Valente (DOM  QUIXOTE)

Novo livro de Vasco Pulido Valente é colocado à venda a 19 de junho, com apresentação pública a 28 de Junho, na Livraria Leya na Buccholz. A Monarquia Constitucional portuguesa explicada por VPV. Num primeiro ensaio, A Contra-Revolução, esclarece como D. Miguel falhou a tentativa de restaurar o absolutismo. Com o irmão, D. Pedro IV, precipitou o país para as Guerras Liberais. Ressurreição e Morte do Radicalismo, o segundo ensaio, descreve a posterior tentativa falhada de modernização do país, que não conseguiu reformar o Estado, fazer a economia crescer e educar a sociedade. Assim se conduziu o país para uma nova revolução, a republicana, de 1910. Com o seu estilo inconfundível, O Fundo da Gaveta é uma descrição brilhante do Portugal oitocentista e uma poderosa metáfora do nosso país. 



Sexo, Drogas e Selfies (SDS), de Francisco Salgueiro (Oficina do Livro)

O autor de O Fim de Inocência – livro transformado em filme no ano passado – regressa com a história da Joana, de 15 anos, que quer repetir todas as experiências de Inês (a personagem principal desse livro). Perdeu a virgindade aos 12 anos e é uma das raparigas mais populares do colégio. Ela e as amigas, aparentemente perfeitas para os pais, escondem um dia-a-dia de sexo com estranhos, sem preservativo, e muitas drogas. Noites levadas ao limite para contornarem o aborrecimento de um quotidiano em que estão sempre agarradas ao telemóvel. É o retrato de uma geração que não vive o momento porque cada instante só lhes parece real se for registado pela câmara de um telemóvel. É a geração que depende das selfies e dos likes.  À venda a 12 de junho.



Surf (ing) The Next Step, de António Pedro Sá Leal e André Carvalho (Casa das Letras)

Uma pequena jóia da literatura portuguesa

OBRAS DO DIABINHO DA MÃO FURADA
António José da Silva (O Judeu)
15x23
136 páginas
11,90 €
Ficção/Literatura Portuguesa
Nas livrarias a 05 de Junho
Guerra e Paz Editores

O livro Obras do Diabinho da Mão Furada é uma peque­na jóia da literatura portuguesa. Foi escrito no século XVIII, quando em Portugal ainda as garras da Inquisição se faziam sentir. A Inquisição vitimou, aliás, o autor, António José da Silva, conhecido como O Judeu, queimando-o, em auto-de-fé, em Lisboa, em 1739. 

O soldado Peralta, vindo das guerras da Flandres, dirige-se a Lisboa. No Alentejo, encontra um ser demoníaco, o Diabi­nho da Mão Furada, que o irá acompanhar na viagem, tentan­do-o ao pecado. Conseguirá Peralta resistir?
Pelo caminho, o demónio faz das suas: cria divisões, espa­lha a confusão, faz travessuras, divertindo-se sempre. Peralta depara-se com personagens excêntricas e situações insólitas. Viaja até ao Inferno, vê os tormentos por que passam as almas pecadoras. Visita o palácio onde se encontram os sete peca­dos capitais.

Foge da casa da Cobiça. O real e o sobrenatural misturam-se em pleno Alentejo, numa verdadeira novela dia­bólica.
Oriundo de uma família de cristãos-novos que se refugiara no Brasil, António José da Silva Coutinho é considerado o dramaturgo português mais importante entre Gil Vicente e Almeida Garret.
Esta edição de Obras do Diabinho da Mão Furada inclui nota introdutória, lista de personagens e o texto «O Fradinho da Mão Furada», um conto popular recolhido por José Leite de Vasconcelos, que terá servido de inspiração para este livro. 

Chega às livrarias a 5 de Junho.